sexta-feira, 20 de julho de 2012

Paula Fernandes, heavy metal & outros estilos





Não há como negar que Paula Fernandes é um fenômeno musical e estourou de forma quase unânime com a música sertaneja no Brasil, e tem todo cacife para fazer carreira internacional. Prova disso é que vem tendo experiências muito bem sucedidas no exterior com a country music, mais ou menos o equivalente ao sertanejo no Brasil, inclusive cantando, tocando e gravando clipes com gente de peso como Taylor Swift e outros. (Curiosidade: quando se apresentou junto a Taylor Swift, uma belíssima e sensual loura que é símbolo sexual nos EUA, Paula conseguiu agradar mais ao público masculino do que Taylor, recebendo gritos e elogios entusiasmados pela sua beleza morena e de curvas generosas).

No entanto, a voz de Paula, sua presença e habilidades instrumentais se prestam a diversos outros estilos, e Paula poderia pensar em não se fixar em um só (assim como, por exemplo, Elis Regina), dessa forma abrindo a possibilidade de atrair outros públicos, sem deixar de agradar os fiéis amantes do sertanejo e, mais que isso, ladeando-se a cantoras respeitadas não só pelo público como também pela crítica, tornando-se uma diva como Maria Rita, Marisa Monte, Gal Costa, Ana Carolina, Adriana Calcanhoto, Vanessa da Matta, a própria Elis, entre tantas outras.

Além disso, sem desprezar o valor artístico do sertanejo, Paula  passaria a produzir mais qualidade e diversidade musical para a população mais simples, que não deixaria de apreciar a cantora, a qual, com seu poder de cativar, poderia ser inclusive uma porta-voz de cultura musical, um meio de educar o povo para aprender a gostar de estilos mais sofisticados e não ficar tão refém das imposições da mídia. Afinal, é disso que o Brasil anda precisando: qualidade e diversificação, e não só de uma meia dúzia de ritmos enfiados goela abaixo de um público que não tem senso crítico para perceber a forma como está sendo ludibriado, condicionado e limitado.

Poder de fogo é o que não falta à Paulinha, que, durante sua trajetória profissional, antes de alcançar a fama, tocou nos mais diversos estilos - entre eles, surpreendentemente, o heavy metal melódico. 

Como mostra abaixo ao tocar e cantar uma música do Metallica com grande competência e atratividade, não deixando nada a dever ao interesse que desperta com as canções sertanejas, e de quebra agradando aos amantes do rock:


O clipe gravado por Paula Fernandes e a americana Taylor Swift:



E para provar que não sou uma defensora da música "gringa" e detratora de ritmos mais populares, aqui vai Paulinha cantando com os maravilhosos Victor e Leo:

Reações:

14 comentários:

Flor disse...

Paula Fernandes possui uma bela voz...por ter cantado vários estilos antes de ficar famosa, isso fez com ela obtivesse base sólida em sua carreira e não se tornasse mais uma no em meio a multidão.

Lilly disse...

Oi, Flor!

Que bom que se tornou nossa seguidora e gostou deste artigo! Isso nos gratifica muito e incentiva a tentar agradar cada vez mais nossos leitores/ouvintes.

Quanto à Paula Fernandes, sem dúvida que ela se beneficiou de sua longa e diversificada experiência musical e assim acabou se diferenciando de uma boa maioria; é difícil quem não goste dela. Por experiência própria, sei que não adianta só talento natural. Veja só: eu sempre gostei de cantar e levo jeito, mas agora, tendo aulas de canto, percebo o quanto eu ainda tinha que evoluir.

Bom, Flor, continue conosco e aguarde que vem novidades deliciosas por aí.

Um abraço

Lilly

Luis Bandarra disse...

Que voz divinal,Parabens Paula Fernandes, espero em breve ver um Show seu aqui em Portugal.

Abraço

Lilly disse...

Ai, Jisuixxxx!!!

Ó "gajo" Luis, e não é que nosso blog tem um seguidor da "Terrinha"? Quanta honra e prazer!

Realmente, a Paula Fernandes é uma ótima novidade artística que surgiu no Brasil, e merece ser "exportada".

Saiba que eu também admiro muito as novas fadistas de Portugal, que têm belíssimas vozes, cantam canções lindas, com o lirismo e delicadeza da poesia lusitana, e estão longe do estilo meio folclórico do fado tradicional. Uma época eu assistia muito ao canal RTP e gostava de ver os shows de calouros com vozes femininas.

Continue conosco, tá bem?

Abraços

Lilly

Claudeci Mendes disse...

Sem dúvida o carisma de Paula Fernandes, além de uma bela voz é cativante. Concordo que poderia gravar outros estilos, sem, no entanto, abandonar o sertanejo, pois conquistou um grande público que a ama...

Vivian Rangel disse...

Oi, pessoal

Fas horas que eu vinha querendo segui-los e dar meus pitacos aqui, mas sempre tinha um ou outro motivo pra adiar. Mas agora, que escreveram novamente sobre a deusa Paula Fernandes, expressando ideias que combinam com as minhas, não pude adiar mais, e aqui estou.
Não tem como deixar de parabenizá-los pelo nível do blog, que abarca todos os gostos, inclusive com abordagens curiosas e importantes relacionadas à música.
Apesar de o blog estar irretocável, quero deixar uma sugestão: por que não postam sobre músicas de outros países além do Brasil e Estados Unidos? Isso seria um plus para vocês.

Bjo

Viv

Lilly disse...

Oi, Vivian

Obrigada pelos elogios, que nos enchem de orgulho, alegria e vontade de agradar nossos seguidores cada vez mais. Sua sugestão é ótima e muito pertinente, porque existe muita coisa boa em música fora do eixo Brasil/Estados Unidos/Inglaterra, e me ocorre também estudar a possibilidade de falar sobre a world music.

Valeu, continue opinando e dando sugestões. Seja sempre bem vinda.

Beijos

Lilly

Lilly disse...

Oi, Clau!

Você por aqui! Que surpresa boa... não pensei que ainda lembrasse daqui deste nosso cantinho... Espero que guarde bem o endereço e volte sempre, tá bem?

Agora, verdade que é importante a Paula cuidar para não abandonar o sertanejo, com o qual conquistou tanta gente que a ama.

Beijo grande

Lilly

Marlon Sérgio disse...

Parabéns, Lillynha, pela postagem! Resumindo: Paula Fernandes é um gratificante talento em meio a tanta merda que tem surgido na música brasileira. Pronto! Falei!

Ana carolina disse...

Acho tudo muito igual nela ...

Lilly disse...

Olá, Carolina

Acho muito importante e construtivo críticas negativas também. Democracia e diversidade! E olha, arriscando não soar muito popular diante da APARENTE unanimidade de Paula, vou te confessar uma coisa: apesar de gostar bastante da voz e da presença cênica dela, tenho restrições quanto à música DITA sertaneja (que na verdade é música via de regra romântica com uma batida ritmada sempre da mesma forma, elaborada dentro de uma fórmula única para cair no gosto acrítico e inculto do povo, com as centenas, repetitivas e pasteurizadas duplas sertanejas, com a batida e vozes sempre iguais e com letras muitas vezes óbvias ou mal feitas). Admito que muitas músicas sertanejas românticas me agradam muito aos ouvidos, à alma, que o povo tem sua sabedoria e sensibilidade e merece ter seu gosto respeitado, que valorizo esse estilo, como por exemplo os próprios Victor e Leo, mas eles também produzem algumas letras sofríveis, insistindo na velha e desgastada fórmula para agradar (= VEN$$$$$DER), e esse estilo não deveria ser uma das únicas opções musicais disponíveis ao grande público como hoje é no Brasil, fora o fato de que dão pouca importância à expressão da verdadeira arte, da manifestação individual - que inclui criação, excelência nas letras, inovação, singularidade, personalidade musical (ex.: João Bosco, que é extremamente gostoso de ouvir, mas não encontra paralelo na sua identidade sonora). Enfim, que venha a música desvinculada das imposições das gravadoras e das demandas do público que não tem alcance ou informação para buscar variar e enriquecer seu gosto e tornar-se mais exigente, obrigando assim os músicos e as gravadoras a oferecerem qualidade. Acho, como disse no artigo, que o povo merece e deve ser educado para compreender melhor a música e desejar mais qualidade, diversificação de temas, letras e sons mais elaborados. Não que o amor não seja um grande tema - muito ao contrário; mas, repetido à exaustão, é cansativo, propagador de ilusões, de irrealidades, de falsas e adolescentes expectativas amorosas e limitador, fechando o espaço para outras formas de manifestação, para outras áreas importantes da vida, para inclusive a participação social e política. "Tem gente que não lembra da dor da vendedora de chiclete no sinal vermelho", já dizia Cazuza; ou "há bandidos que não lembram que eram meninos nus no Brejo da Cruz", como fala o brilhante Chico Buarque, que sabe ser poético, amoroso, mas também engajado e preocupado com questões sociais. O artista, sobretudo o popular, deve lembrar que, por seu poder de formar opiniões, tem obrigações para com seu país e seu povo. No entanto, ainda insisto em que Paula, descontadas as restrições, agrada a gregos e troianos, tem uma voz poderosa, é diferenciada, tem carisma e muito potencial para oferecer também outros repertórios, qualidade, diversificação e enriquecimento da arte. Em suma, viva a música romântica dita sertaneja, viva o amor rasgado e expresso com todas as letras, mas viva também os outros tantos estilos e a propagação deles pela mídia - ambos podem perfeitamente coexistir com respeito e valorização um ao outro. Viva a democracia musical, com espaço para todos os músicos e ouvintes - nada de o simples criticar o mais sofisticado, nem o mais sofisticado criticar o simples - antes as pessoas perderem seus preconceitos e ouvirem o que as agrada, não importa o estilo. A música brasileira e os amantes da verdadeira arte, de outros sons e temas desprezados pela mídia agradecem. (Ou isso, ou nossa música vai se transformar cada vez mais em puro lixo e avacalhação).

Beijo grande

Lilly

Raul Ramos disse...

Bom dia Liane, muito bom seu tópico, muito bem lembrado a (má) influencia da mídia em cima de gêneros musicais já que hoje no Brasil existem muitos lixos que fazem sucesso e grandes cantores esquecidos ou pouco visados pela mídia... A sociedade precisa acordar pra vida, pelo estilo musical nos já vemos como estão atrasados, por isso que políticos estão "trabalhando" por ai e ninguém se preocupa !!

Bjos

Lilly disse...

Oi, Raul

Pois é, é realmente preocupante o que está acontecendo com a nossa música. Nem tanto pela mídia, que nunca se preocupou muito em oferecer qualidade, mas pelo público: muita gente boa está ficando tolerante com a degenescência musical que são o funk carioca, os "tchu tchu tcha tcha" e Luan Santanas da vida. Nas baladas... ai, que saudade dos anos 80, da disco dance que lançou Donna Summer, Sheryl Lynn, Irene Caras... do verdadeiro funk, de cantores e grupos negros nível Isley Brothers, Earth, Wind an Fire... dos memoráveis concursos de dança... Agora é sertanejo universitário, dance do tipo bate-estacas sem melodia nenhuma, feito por DJs sem nenhum talento... E realmente, é essa mesma alienação musical que se verifica em relação às maracutaias impunes dos políticos. Muito se critica a ditadura militar, mas artisticamente, essa foi uma época muito fértil, em que cantores, compositores, escritores, cineastas e dramaturgos PENSANTES foram lançados e se expressavam com consciência e participação. O que se vê agora? Uma juventude alienada que só quer saber de sacudir o esqueleto entupido de "energy drink" com whisky e drogas nas baladas e "pegar" geral. "Ficar" é a palavra de ordem - com o máximo de pessoas possível, sem sentimento, sem uma dança de rosto colado, sem um bate-papo interessante e gostoso... Em nome de uma falsa liberdade de ação, de uma modernização dos costumes, o que se vê é a permissividade decadente, e a mídia nada mais faz do que refletir isso e oferecer ao povo o que ele quer e é capaz de apreciar. Jà que o lance é "pegar" todas e todos, nada mais normal que ouvir e cantar "Vamos fazer tchu tchu tcha tcha", não acha? Enfim, não se pode culpar só a mídia por oferecer aquilo que o povo deseja - são precisos dois pra dançar um tango.

Beijos pra você, Raul, e continue com a gente, tá?

Lilly

@gui@d@Noite - Pedro A. Vieira disse...

Paula Fernandes,Me faz sonhar acordado.Sua voz é com certeza, na atualidade,a melhor do Brasil em minha opinião.Fico feliz com a Paula,pelo fato de poder ver, que nem tudo nesse país, está perdido. Ainda tem gente com talento e com sucesso merecido no Brasil.Sinto orgulho,quando vejo ela cantando especialmente nos EUA. Sempre gostei da musica brasileira de qualidade,Paula veio para mostrar ao mundo que o Brasil,tem musica sertaneja de Nível. Ela está abrindo portas,para o Brasil e para muita gente que vem aí atrás. Tudo isso,com um violão nas mãos e sua bela voz.

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