segunda-feira, 23 de julho de 2012

Música, dança e cinema = magia e adrenalina







 Desde o início do cinema, este trio sempre se deu muito bem e gerou/gera alguns dos melhores e mais emocionantes momentos nas telonas. Fred Astaire dançando divinamente com Ginger Rogers ou Cyd Charisse em dezenas de filmes dos tempos de ouro de Hollywood, Gene Kelly dançando e "cantando na chuva", John Travolta e Olivia Newton John brigando e namorando através da música e da dança em "Grease – Nos Tempos da Brilhantina", o mesmo John Travolta empolgando nas pistas das discotecas e lançando moda em "Embalos de Sábado à Noite", os maravilhosos concursos de dança de salão em "Vem Dançar Comigo", o menino Billy Elliot vencendo preconceitos para poder viver da sua paixão, a dança, em "Billy Elliot", atrizes como Catherine Zeta-Jones em "Chigago", Natalie Portman em “O Cisne Negro” e “Nicole Kidman” em Moulin Rouge  se revelando fantásticas dançarinas e/ou cantoras, grandes cantores sendo revelados, como Irene Cara em "Flashdance", Patrick Swayze em "Dirty Dancing", Mel Gibson surpreendendo como ótimo dançarino, nível Gene Kelly, ao som de Frank Sinatra, em “Do Que Elas Gostam”... Em suma, música, cinema e dança são três grandes prazeres que, unidos, podem resultar em momentos de pura delícia.
 
Trechos de 100 cenas de dança no cinema – de 1921 e 2012
 
São tantos e tantos os filmes com essa trinca, nos mais diversos estilos e para os mais variados gostos, que ninguém faz a menor ideia. Eu mesma, que tinha vários filmes desse estilo em mente, para enriquecer este artigo fiz uma pesquisa no Google e fiquei surpreendida com a quantidade de películas com música e dança. Abaixo segue uma pequena lista, só como tira-gosto, que fica também como dica de ótimos filmes:  

Mudança de Hábito 2 (lançou Lauryn Hill e sua voz privilegiada, nível Whitney Houston. A cena final, com um grupo de estudantes se apresentando em coral, dançando e cantando "Joyful, Joyful" - "Jesus, Alegria dos Homens", em ritmo moderno, é arrepiante).
As Branquelas (comédia imperdível, com dois negros disfarçados de louras patricinhas. Tem uma cena memorável em que eles dançam street dance e deixam todos boquiabertos).
Os Embalos de Sábado à Noite (nos áureos tempos da disco dance, John Travolta é um suburbano pobre que vai toda semana dançar e encantar nas discotecas).

John Travolta dançando e arrasando em Os Embalos de Sábado à Noite, nos deliciosos anos 80 da disco dance


Meias de Seda (um dos muitos filmes maravilhosos com Fred Astaire flutuando nos salões de dança).
Cinderela em Paris (idem) 
Dança Comigo (idem)

Fred Astaire não dançava, flutuava. E Ginger Rogers não deixava por menos. Tempos de magia e inocência no cinema:



Grease – Nos Tempos da Brilhantina (John Travolta e Olivia Newton John são dois estudantes que se amam, mas não querem dar o braço a torcer. Porém, os dois se exibem um para o outro dançando e cantando com colegas, até que acabam não resistindo ao encanto e sensualidade um do outro e por fim deixam o orgulho de lado e se entregam à paixão).
Alô, Alô, Brasil (com a nossa estrela Carmen Miranda divulgando o Brasil em sua forma única de dançar e cantar).
Serenata Tropical (idem)
Vem Dançar Comigo (filme saboroso sobre concursos de dança de salão, em que se destaca a relação entre um dançarino australiano rico e uma dançarina espanhola pobre, que quer participar dos concursos mas não lhe é permitido, e culmina com uma cena memorável de passodoble entre os dois).
Cantando na Chuva (o clássico filme em que Gene Kelly canta e dança magistralmente, com a famosa cena em que sai dançando num dia de chuva).
Orfeu do Carnaval (muito premiado, este filme brasileiro baseado na lenda grega conta a história de Orfeu, um condutor de bonde e sambista, que mora no morro e trabalha, às véperas do Carnaval, nos últimos preparativos para um desfile das escolas de samba. Então conhece Eurídice, uma jovem do interior que chega ao Rio de Janeiro. Os dois se apaixonam perdidamente.  Num momento marcante do filme, Eurídice, usando máscara e fantasia, dança um sensual samba com Orfeu, provocando o ciúme e inveja de várias mulheres. No entanto, um estranho seguiu os passos de Eurídice até o Rio e, fantasiado de 'Morte', a assassina.  A morte de Eurídice leva Orfeu a percorrer o submundo carioca, bem como a participar de uma cerimônia de macumba, numa tentativa de fazer contato com sua amada morta.
Chicago (filme excelente e muito bem produzido que revela a surpresa de Catherine Zeta-Jones e René Zellweger como excelentes dançarinas e cantoras).
O Cisne Negro (ganhador de um Oscar de melhor filme e melhor atriz, este filme revela um insuspeitado talento de Natalie Portman, que nada sabia de dança, mas com muito esforço e garra aprendeu simplesmente o difícil balé clássico para encarnar a personagem que dança "O Lago dos Cisnes" como o cisne bom (balé mais suave e etéreo) e o cisne mau (mais vigoroso e até sinistro).    
Moonwalker (Michael Jackson mostrando sua maestria na dança e no canto. Contando ainda com sua presença cênica carismática e envolvente, não é à toa que se tornou um dos maiores astros pop de todos os tempos, ladeando-se a mitos como Elvis Presley e os Beatles).


Em "Vem Dançar Comigo", o belíssimo passo doble entre um dançarino rico e uma dançarina pobre, que é sabotada e impedida de continuar dançando, mas o público em peso clama que volte:

  
Moulin Rouge (maravilhoso filme em que Nicole Kidman, além de linda, elegante e ótima atriz, mostra que também é competente no cantar e no dançar).
Billy Elliot (o pequeno Billy tem uma paixão e um dom natos para a dança, mas a sociedade da época considera isso coisa de homossexuais e seu pai não lhe permite estudar nem praticar dança. Então o garoto estuda escondido com um grupo de bailarinas e uma professora excelente que o incentiva e aprimora seu talento, até que por fim o pai acaba cedendo, compreendendo que a dança é a paixão do filho, que aliás não é gay.
Na Cama com Madonna (apesar da palavra “cama”, não tem um pingo de pornografia. Trata-se somente de momentos da vida pessoal e artística da mega popstar, que satisfaz curiosidades e mostra por que ela chegou onde chegou, dançando e cantando lindamente).
O Sentido da Vida (comédia musical do impagável grupo britânico Monty Python, como sempre com sua crítica inteligente e hilariante, desta vez à religião católica e seus dogmas).
Dirty Dancing (Jennifer Grey é uma jovem reprimida e tolhida pelos pais, que se acha feia e sem graça e vive à sombra da irmã mais ousada, exuberante e assediada pelos rapazes. Até que, numa colônia de férias onde veraneia com a família, conhece Patrick Swayze, que passa a lhe ensinar dança e ao mesmo tempo iniciam um romance – tudo escondido. Ela aprende a dançar com perfeição e somente no final, num baile promovido pela irmã, que planeja se destacar e ser a estrela da festa, o “patinho feio” dança com Patrick e acaba ofuscando a irmã e deixando todos de queixo caído com sua exuberância e graciosidade no dançar).
Os Homens Preferem as Loiras (clássico com a memorável cena em que Marilyn Monroe, vestida num colante e sensual vestido rosa, dança com vários homens e lança a canção “Diamonds Are a Girl’s Best Friends” – “Os Diamantes São os Melhores Amigos de Uma Garota”, que inspirou Madonna num número musical e na música “Material Girl” – “Garota Materialista”).
Pulp Fiction (neste festejado filme de Quentin Tarantino, John Travolta se firma como o ótimo ator que sempre foi e mais uma vez mostra seu talento para a dança, em cenas deliciosas com Uma Thurman). 
Austin Powers (comédia amalucada e divertida com o ótimo e hilariante Mike Myers. Os sketches são marcados com música, dança e figurinos psicodélidos inspirados nos anos 70).

Em uma das cenas mais impressionantes de "Cisne Negro", Nina (Natalie Portman), perturbada e misturando realidade e fantasia, executa a vigorosa e sinistra dança do cisne maligno.
  
E mais:

- Sete Noivas Para Sete Irmãos
- Lambada, a Dança Proibida
- Beth Balanço (com Cazuza)
- Footloose – Ritmo Louco
- Não, Minha Filha, Você Não Irá Dançar

- Cry Baby
- Hairspray
- Dançando nas Nuvens
- Prisioneiro do Rock 
- Primavera para Hitler 
- Fama 
- O Sol da Meia-Noite
- Minha Mãe é Uma Sereia
- Pequena Miss Sunshine
- Ela Dança, Eu Danço
- Entre muitos outros




Flashdance (What a Feeling) – na voz magnífica de Irene Cara e com a dança fascinante de Jennifer Beals no papel de Alexandra Owens, a operária pobre do subúrbio que batalha duro para vencer na dança.

Reações:

13 comentários:

Douglas Monforte disse...

Adorei tua postagem, Lilly. Sou produtor de teatro e músico amador. Uma amiga recomendou este blog, agora vejo que ela não exagerou em seus comentários. A bem da verdade, me emocionei ao ver mencionados tantos filmes e artistas antológicos, que encantaram o mundo com suas mágicas atuações. Super parabéns por esta esplêndida postagem. A partir de hoje serei um assíduo leitor e comentarista do blog.

Lilly disse...

Douglas

Não imagina como fico contente com os teus comentários, sobretudo por serem vindos de uma pessoa que sem dúvida tem sensibilidade para, mais que analisar friamente, "sentir" a alma que procuro colocar nas minhas postagens. Também sinto exatamente essa mesma emoção de que você fala, uma profunda admiração e respeito pelos artistas aqui mencionados e acho que eles nos presentearam/presenteiam com muita magia. Como é bom e estimulante acertar em cheio o gosto dos leitores, além de perceber afinidades como as nossas - eu, aliás, também estou na estrada para ser música: estudo canto e guitarra. Obrigada pelo elogio e... fique mesmo com a gente. Até porque vêm aí muitas novidades gostosas, diversificação dos temas, promoções e atrações especiais.

Um abraço

Lilly

Marlon Sérgio disse...

Douglas, é sempre gratificante receber leitores e seus comentários permeados de sensibilidade, mas também como frutos de experiência na área das artes, como é o caso desta postagem da Lilly, que não se restringiu a falar apenas da música, mas dessa relação íntima e muito feliz com a dança e o cinema. Tive o privilégio de ler algo ainda em rascunho, e gostei muito do que a Lilly estava escrevendo. Eu realmente fiz uma viagem muito prazerosa e tomada por uma boa dose de nostalgia quando lia esta postagem que só faz melhorar o nível de nossos artigos e acrescentar mais qualidade ao Blog, juntamente com outras escritas por nossos amigos e colaboradores que ajudam a manter esse padrão de qualidade das postagens, que são: Renata Afonso, Carlos da Costa, "eu mesmo", e outros mais que estão chegando, e você já é um convidado para, se quiser, publicar em nosso Blog! Parabéns, Lilly! Quanto a você, Douglas, é um prazer receber você neste espaço, e tomara que fique por muito tempo com a gente.

Beth Canova disse...

Gostei do comentário do Douglas Monforte, se ele diz que será leitor assídio e comentarista do blog, é porque o blog é bom mesmo. Essa é minha primeira visita e já me encantei.

Lilly disse...

Oi, Bethinha!

Também gostei e fiquei contente com o comentário sensível do Douglas, inclusive porque foi bem escrito, o que denota bom nível cultural (eu observo muito a escrita das pessoas - infelizmente, minha profissão leva a esse vício - mas de forma alguma sou crítica com quem não escreve tão bem).
E fiquei muito contente também com a tua presença e tua opinião, a qual valorizo muito.

Beijo

Lilly

RMFilho disse...

Parabéns pelo texto, Lilly. Música e dança, movimento e ritmo, luz e som - cinema. Expressões que se complementam, se fundem, geram. Não tem como separar um do outro. A lista de filmes com e sobre música e dança é extensa e diversa. Mas, você conseguiu reunir muitos dos melhores filmes sobre o tema. É um bom norte para quem está iniciando o caminho. Sucesso com o blog!!!!

Lilly disse...

Ô, Ruyzinho!

Que surpresa boa... E, se me perdoa o clichê... quanto tempo, né? Saudades de épocas felizes e despreocupadas de nossas vidas... Veja só como são as coisas, fomos nos reencontrar pelo nosso gosto pela arte, sobretudo cinema. Não me resta nada senão assinar embaixo de tudo que você disse, mestre Ruy. E sempre que puder, apareça por aqui!

Um "upa" bem apertado

Lilly

Eugenio disse...

Adorei rever "What a feeling" com essa magnífica performance da Jennifer Beals. Ela só perde em beleza para você, Lillynha. Quer saber? Morena Lilly, eu quero você!

Eugenio disse...

E o Blog tá muito dez! As colunas à direita estão variadas e interessantes. Sucesso!

Lilly disse...

Ai, Eugenio "Fakat"...

Agora você me deixou sem palavras... e confesso que fiquei coradinha...

Deixa eu tentar disfarçar então: obrigada pelo elogio ao blog e a observação incomum entre os leitores de detalhes além das postagens. Só mesmo um cara inteligente e antenado como você para isso.

Um beijo gostoso pra ti

Lilly

Douglas Monforte disse...

Obrigado, Marlon, Beth e Lilly. Às vezes não é fácil para um homem manifestar sua sensibilidade e o quanto certas coisas nos emocionam, mas confesso que esse tipo de preconceito não me incomoda mais. Gostei muito mesmo do blog, das postagens e de tudo que pude ver por aqui. É muito cultural, informativo, de bom gosto, mas, sobretudo, há uma carga fortíssima de espontaneidade, de beleza e inteligência nas escolhas dos temas e linha de elaboração, exatamente por percebermos em cada palavra a expressão do amor pelo que se está fazendo e toda a sensibilidade envolvida, o que nos passa muita energia legal, enfim, vida. Bjos a todos.

Nathieli Ceccon disse...

≡NUDGE≡

Anônimo disse...

Delícia de tpc, um dos melhores do blog !!!


Parabéns, Lilly e Marlon ...

ass.> Nausicaa

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