quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Homossexualidade, cinema e música





Obs.: na foto acima, os excelentes Jake Gyllenhall e Heath Ledger como companheiros amorosos no filme “O Segredo de Brokeback Mountain”.


São poucos os filmes que tratam do homossexualismo com inteligência, competência, realismo e suavidade. Entre os filmes mais belos e bem feitos sobre o tema a que já assisti, está  “O Segredo de Brokeback  Mountain”, com Heath Ledger (in memorian – e que falta ele faz!) e Jake Gyllenhall fazendo uma dupla amorosa em que nada é escondido, nada é velado, há inclusive cenas de amor e sexo. E no entanto, dirigido com mãos competentes e delicadas pelo taiwanês Ang Lee, a história é muito bem conduzida, nada agride ou provoca – ao contrário, é criada uma identificação com os protagonistas e nos emocionamos com o amor puro deles. Na verdade, trata-se puramente de uma bonita e emocionante história de amor profundo entre duas pessoasl – sem cair na piequice -, casualmente do mesmo sexo.  Prova de sua ótima aceitação pelo público é que teve muito sucesso de crítica e bilheteria, a despeito das esperadas (poucas) controvérsias que o assunto provocou entre os puritanos mais radicais.

Como em todos os melhores filmes a respeito, Lee não dispensou o valioso recurso da música para pontuar, intensificar e dar vigor a algumas cenas. Brokeback Mountain: Original Soundtrack é o álbum contendo a trilha sonora original, com as composições e canções originais compostas e produzidas pelo argentino Gustavo Santaolalla. O disco contém músicas excelentes, como por exemplo a romântica e belíssima “Simple Together”, interpretada por Alanis Morrissette, que marca algumas das cenas mais tocantes do filme.


Simple Together – Alanis Morrissette – da trilha sonora de “O Segredo de Brokeback Mountain”


Há também outro álbum contendo a trilha sonora original do filme, no qual as composições originais são interpretadas pela Global Stage Orchestra.

Há muitos e muitos outros filmes tratando do assunto, alguns competentes, polêmicos e perturbadores como o excelente Querelle, de Rainer Werner Fassbinder, o denunciativo e instrutivo  Philadelphia, de Jonathan Demme, um libelo contra o preconceito, o suave e ao mesmo tempo instigante “Heavenly Creatures” (“Almas Gêmeas”), do neo-zelandês Peter Jackson, o estilo veloz, vigoroso e humano de Pedro Almodóvarem “Tudo Sobre Minha Mãe”, e ainda outros despretensiosos e cômicos, como os hilariantes “Será Que Ele É?”, de Frank Oz, e o ótimo “Quanto Mais Quente Melhor”, do não menos ótimo Billy Wilder.

Não é o caso aqui de enumerar uma grande quantidade de filmes, até porque a lista seria muito extensa para conter todos os mais importantes, mas sim de mostrar como a música é parte integrante e inseparável dessas obras, é mais um elemento dramático, tão importante como o roteiro e os cenários. Um caso bem típico é o do filme Philadelphia, no qual a canção “Streets of Philadelphia”, de Bruce Springsteen, assim como a ária “La Mama Morta”, da ópera Andrea Chénier, de Umberto Giordano, são a cara do personagem Andrew Beckett, interpretado por Tom Hanks, e imediatamente remetem ao seu desespero devido à morte iminente pela AIDs, à dificuldade em conseguir um advogado que o queira defender contra a empresa que o demitiu devido à doença, assim como lembram as dificuldades e sofrimentos dos homossexuais e a própria AIDds e os preconceitos pelos quais é cercada.


“Streets of Philadelphia” – Bruce Springesteen – música-tema de Philadelphia

   

   
Reações:

63 comentários:

Roni Sauaf disse...

Liiiiiii, eu, como guitarrista e vocalista, tenho paixão pela música e sei que ela faz parte da vida em todas as situações. Como conversamos, a música verdadeiramente pode ser associada a qualquer, mas qualquer assunto mesmo. Não seria diferente com os filmes sobre homossexualismo, onde, entre outros papéis, a música associada a um bom roteiro ajuda a sensibilizar as pessoas para o problema dos homossexuais.

Mais uma postagem animal! Tô ficando viciado nisto aqui!

Beijão

Claudeci Mendes disse...

Não vi o filme ainda, por isto não me sinto muito a vontade para opinar...já assistir a alguns anos um filme, não me lembro mais o nome, mas me lembro que a trama tratava de um homossexual que contraiu AIDS de seu parceiro, foi logo no auge da AIDS , o filme provocava mais discussões sobre a doença e a necessidade de prevenção que o homossexualismo em se, achei o filme interessante....
No caso de filmes com cenas de sexo e com o intuito de mostrar a sensualidade de casais homossexuais, acho que não devia ser exibido para menores...mas para os adultos é uma questão de gosto...

Lilly disse...

Clau

Que bacana vc por aqui de novo! E vi que deixou um comentário tb na postagem sobre o músico que se tornou esquizofrênico. Que bom que está se interessando em "passear" pelo blog!

Mas, não sei se não é impressão minha, acho que você não expressou tudo que pensa sobre o tema. Pois eu repito que se sinta à vontade para falar o que bem entender, até mesmo mencionar religião, este é um espaço democrático - e além disso, as opiniões contrárias só enriquecem os debates.

Um beijão

Leonardo disse...

O tema, apesar de todo o preconceito, ainda remete ao amor. As boas trilhas sonoras em cima desses filmes precisam invocar um clima delicado e doce, mas, ao mesmo tempo, sofrido, para retratar as dificuldades que os homoafetivos sofrem ao longo da vida. Vale lembrar aqui que esse tipo de filme costuma ser marcado pela temática do drama, e isso por si só já está numa esfera que deve sensibilizar os telespectadores. Histórias dramáticas precisam aproximar os personagens dos espectadores, e a música tem um papel muito forte no sentido de vender essa atmosfera.

Lilly disse...

Léo, vc tem toda razão, mas logo mais comento sobre isso. Antes queria te lembrar que existem bem mais filmes sobre o tema do que se possa imaginar, e nas mais diferentes abordagens, desde os que procuram sensibilizar e conscientizar os preconceituosos, como os despretensiosos, que só querem contar uma boa história, sem levantar bandeiras, passando pelos humorísticos, como é o caso da comédia clássica "Quanto Mais Quente Melhor", c/a dupla Tony Curtis e Jack Lemmon representando travestis caricatos e hilariantes, e até mesmo filmes de arte c/o único objetivo de apresentar uma história surpreendente e provocativa, como o excelente Querelle.

Mas voltando ao que vc escreveu... realmente os filmes que pretendam amolecer corações e mentes em relação à homossexualidade precisam de mta.delicadeza e sensibilidade p/não criar constrangimento, choque e maior aversão ainda ao homossexual. O que me lembra as cenas de Philadelphia que mostram Andrew Beckett menino e amado pelos pais, assim como, adulto, c/um bom relacionamento c/a família. Mtas.vezes o gay é visto como uma criatura exótica e repulsiva, sem passado, sem família, vivendo em guetos decadentes. E p/os que pensam assim, esse filme faz um gde.trabalho, mto.ajudado pela música: é memorável a cena em que o protagonista, já em estado terminal, canta a ária "La Mama Morta" c/mta.emoção, assim como é linda e tocante a canção "Streets of Philadelphia", tema do filme.

Beijos

Ricardo disse...

Belas trilhas, para filmes que retratam amor, angústia e o sofrimento por que passam os homossexuais.

Alias, Philadelphia é um filme muito bom.

Marlon Sérgio disse...

Já tô voltando pra comentar mais esta postagem superinteressante da Lilly! Quero Çangui nisso aqui hoje! rsrs

Lilly disse...

Oi, Ricardo

Seja muito bem vindo aqui no nosso "solar" virtual. Sugiro que dê uma passeada pelas postagens, veja como tem coisa legal, curta bastante e volte sempre!

Você foi direto, sintético e falou tudo. Também sinto uma atração especial pelas trilhas que escolhi, sobretudo "Sreets of Philadelphia". Mas o filme que teve "Simple Together" como trilha também é maravilhoso, de uma beleza e delicadeza ímpares.

Um beijão

Lilly disse...

Ai Jisuis... e lá vem ele... medo!!! E nem lixei as unhas hoje... péra que já vou lá afiá-las.

Laguna Sunrise disse...

Sou suspeito para comentar porque, em vista do que tem aí na minha religião, eu teria que me defrontar com essa questão dos homossexuais. (Pessoalmente acho chique namorados homossexuais de mãos dadas passeando).
Sobre o tratamento dado à turma nos filmes, até no madame satã a questão do homossexualismo do protagonista foi decisivo para o ponto mais alto do enredo. Não assisti o filme dois caras aí em cima do tópico. Mas, para dar um pitaco irresponsável rs, parece que a reação do público foi "gay, mas bonitinho". Penso que, de um jeito ou de outro, a representação dos homossexuais é que tem apelo imediato. muito gente do meio é bem criativa e inteligente. acho que mereceriam mais

Lilly disse...

Oi, Laguna

Vc demonstra algo que já tenho percebido em alguns religiosos: uma certa ambivalência entre aceitar os dogmas homofóbicos da religião e sua percepção pessoal a respeito da homossexualidade. É mto.generoso, sensível e inteligente da tua parte não ter recebido lavagem cerebral e gostar de ver namorados homossexuais em atitudes carinhosas; nem todos, religiosos ou não, têm essa abertura de alma.

Assisti Madame Satã, que por sinal, apesar do baixo orçamento e limitações técnicas, é um filme mto.bom. O protagonista, pobre, negro e homossexual, é de uma humanidade que leva as pessoas mais sensíveis a compreenderem e aceitarem sua homossexualidade e a vida que leva, inclusive se prostituindo p/viver. Creio que a reação do público não deve ter sido "gay, mas bonitinho", e sim talvez algo como: "gay, mas de uma bondade genuína e rara."
Concordo com vc que mtos.homossexuais são extremamente criativos e inteligentes. Já ouviu falar na frase "bicha burra nasce homem"? eheheheheh Aliás, essa suposta superioridade intelectual, que aliás é própria de grandes gênios da humanidade e personagens históricos, deveria servir como mais uma prova de que a homoafetividade é natural e que já se nasce c/ela. Que mereceriam mais, para mim é ponto pacífico, pelo simples fato de serem seres humanos e cidadãos.

Um beijo e seja sempre bem vindo!

so520pii7 disse...

Bom,não é o tipo de tema que particularmente me interesse (tanto que só vi este filme do Segredo de Brokeback Mountain, junto com outros filmes na casa de uma amiga que já tinha uma locadora de DVS rsrsrsrs,não iria ao cinema SÓ por este tipo de filme,mas pra quem se identifique e fique tocado (a)pelo assunto, deve ser importante filmes assim ...

Acredito que homoafetivos mereçam tanto respeito quanto os heteros, só não acredito em coisas como "gaydar " e afins (me parece UMA BAITA PRETENSÃO se pretender à saber mais da sexualidade alheia dos outros, do que eles mesmos rsrsrs)e se filmes assim ajudarem nisto,tanto melhor.

Ass> Nausicaa (pq não tou conseguindo me identificar,qdo aparece minhas postagens rsrsrsrsrsrsrs)

Glauce disse...

Eu não assisti o filme, mas independente disso: música é música, né?! rs Ao ver o clipe da Alanis deu mesmo pra sentir o clima, digamos assim.

Lilly disse...
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Lilly disse...

Oi, Nausi

Já eu me interesso mto.por boa parte desse tipo de filme - e não por ter um interesse especial no assunto, mas pq costumam ser mto. bons e interessantes. Aliás, aproveito pra te recomendar Philadelphia - imperdível. Não tem a consistência e a qualidade de Brokeback Mountain, mas prende a atenção e é mto.emocionante. Já se vc preferir algo mais na linha suspense, uma trama inteligente e empolgante, sugiro "O Talentoso Ripley", que é sensacional.

Pra mim é uma obviedade que os homoafetivos são totalmente dignos de respeito, não só como seres humanos como tb.como cidadãos, mas algumas pessoas são mto.cabeça duras e/ou mal informadas - e sobretudo, têm uma alma mto.miudinha.

Qto.a pessoas tentarem julgar e censurar a sexualidade alheia... realmente, é mta.babaquice e imbecilidade, até pq as mais recentes pesquisas no campo da medicina e das neurociências têm apontado p/o fato de que a homossexualidade é nata, e é determinada ainda na fase de feto da pessoa. Há estudos tb dando conta de uma possível influência genética na formação da sexualidade, mas ainda estão engatinhando.

Realmente, alguns desses filmes são mto.esclarecedores e têm o poder de sensibilizar mta.gente, mas alguns não têm jeito, a intolerância, a mesquinhez, a desinformação e sobretudo o ódio são mto.grandes (como diz o analista de Bagé, tem gente que só a patada... eheheheheh)

Beijinhos, amiga, e nem preciso te dizer mais pra ficar c/a gente, né?

so520pii7 disse...

Qto.a pessoas tentarem julgar e censurar a sexualidade alheia... realmente, é mta.babaquice e imbecilidade, até pq as mais recentes pesquisas no campo da medicina e das neurociências têm apontado p/o fato de que a homossexualidade é nata, e é determinada ainda na fase de feto da pessoa. Há estudos tb dando conta de uma possível influência genética na formação da sexualidade, mas ainda estão engatinhando.

Mas Lilly,neste caso eu tava falando da situação contrária ... de gente tentando " tachar" homossexualismo em quem NÃO SEJA,e ainda se achando OS CERTEIROS nisso !!!rsrsrsrsrsrsrsrs

" Realmente, alguns desses filmes são mto.esclarecedores e têm o poder de sensibilizar mta.gente, mas alguns não têm jeito, a intolerância, a mesquinhez, a desinformação e sobretudo o ódio são mto.grandes (como diz o analista de Bagé, tem gente que só a patada... eheheheheh)"


hauhauhaha, sim sim ...infelizmente, rs.

Bjos. Pode deixar,serei mais assídua aqui =)

"

Lilly disse...

Nausi, eu sei... mas quis falar sobre o julgamento e crucificação dos homoafetivos. Agora, essa mania deles de ver homossexualismo em todo mundo é realmente mto.chata, assim como o excesso de propaganda anti-homofobia. Virou modinha agora.

Beijokas

Lilly disse...
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Roni Sauaf disse...

Liiiii, assisti ontem O talentoso Ripley. Realmente eh fodástico, imperdível. Que trama inteligente e eletrizante, te pega do começo ao fim e vc fica até o final sem saber o que vai acontecer, com uma surpresa inesperada que naum vou contar aqui pra não estragar pra quem não viu.

E o que dizer da música de Gabriel Yared, o mesmo que fez a trilha de Betty Blue? Esse libanês é mesmo bom demais e seu som é perfeito para o clima do filme.

Beijão e saudades

Lilly disse...

Nossa, Roni, esse filme é muuuuito bom, um dos que eu recomendo. Na verdade, nem trata de homossexualidade, mas fica insinuado o tempo todo que os protagonistas são homossexuais, e no final isso fica mais claro ainda.

Beijos e espero que já esteja viciado mesmo no nosso blog... rsrsrs

Fukumaro Roberto disse...

Duas questões no filme O Segredo de Brokeback Mountain, o diretor Ang Lee que já tinha abordado esse tema ainda em Taiwan, O Banquete de Casamento, genial e infelizmente não saiu em DVD somente em VHS, primoroso pela fotografia e enredo intricado, embora já cometeu erro como o filme Hulk (primeiro) e o tema da homossexualidade em um ambiente machista do centro-oeste estadunidense. Primeiro o sufixo "ismo" é convencionado como patologia e a homossexualidade desde de 1992 não é uma desordem pela OMS e em segundo pela belo filme sensível em meio ao conservadorismo, tal como Tabu de Oshima abordando a homossexualidade entre os samurais, pois toda a sociedade militarista, autocrática ou fundamentalista a sexualidade é uma grande explosão: desespero, conflitos e poético diante a tragédia.

Lilly disse...

Glauce, tô super contente que você tá participando bastante do blog! E quando me disse que veio aqui procurar outro post pra ler, fui às nuvens...

Realmente, música é música (eu aliás tenho paixão por ela), e vc tem razão, a canção da Alanis passa bem o clima do filme, do amor dos dois.

Muitos beijinhos

Lilly disse...

Oi, Roberto!

Que maravilha vc por aqui... Espero que goste do nosso blog e participe mais vezes c/tuas opiniões cultas e consistentes. No que depender de nós, este espaço ficará cada vez mais interessante, inclusive c/outros atrativos, promoções, concursos c/prêmios... enfim, tudo de melhor e mais original que pudermos bolar p/agradar aos participantes.

Agora, fiquei em dúvida se esse filme a que vc se refere que se passa no centro-oeste estadunidense é O Segredo de Brokeback Mountain ou Hulk. Porque Brokeback se passa no Oeste...

É óbvio que a homossexualidade é normal, não consigo admitir que ainda existam pessoas incapazes de enxergar essa realidade. Não é a regra, mas é natural, mais ou menos como ser canhoto - e houve uma época em que os pais tentavam forçar os filhos canhotos a se tornarem destros, sob o argumento de que essa condição era coisa do demônio, causando-lhes grandes transtornos psíquicos. Isso não te lembra alguma coisa? É isso que faz a ignorância... As pesquisas mais recentes dão conta de que a sexualidade de uma pessoa se define ainda na fase de feto. Outros estudos têm apontado p/possíveis causas genéticas, mas é uma hipótese ainda incipiente.

Qto.ao filme sobre a homossexualidade dos samurais, me interessei mto. Aliás, geralmente costumo gostar de filmes c/ essa temática - não por me interessar particularmente por ela, mas pq costumam ser ótimos. Já viu, por ex., Querelle? É uma obra prima do Rainer Werner Fassbinder, baseado numa história de Jean Genet, ambos homossexuais.

E por falar nesses dois mestres homossexuais, as pessoas parecem esquecer que essa condição existe desde o início dos tempos, e inclusive gdes.gênios da humanidade e personagens históricos foram e são gays.

Bom, mas deixa eu parar de falar, senão não paro mais...

Seja mto.bem vindo, e bons ventos o tragam sempre de volta.

Beijão

Anônimo disse...

Nunca assisti a esse filme.... mas pensando nele e no tema do blog.... me veio a cabeça a lembrança que muitas bandas e musicas bacanas são discriminadas apenas porque elas foram adotadas pelos homosexuais..... tem uma banda muito boa com musicas bacana chamada suede.... acho uma besteira esse tipo de preconceito :)

Lilly disse...

Oi, Tiago!

Tava faltando vc, sua amada Claudia já tinha entrado... Espero que goste e fique nosso fã!

E isso que vc fala me lembra tb de uma outra coisa: excelentes bandas formadas por homossexuais, nível U2 e Coldplay, inclusive c/som ainda de melhor qualidade e originalidade, são discriminadas, ou pelo menos não recebem o destaque que merecem. É o caso do Depeche Mode, dos Communards e mtas. outras. Um absurdo inexplicável.

Beijos

Naming Brazil disse...

Obrigado por me convidar a interagir aqui, Liane.

Particularmente, não assisti ao filme.

Sou partidário de que as emoções devam ser livremente expressas. Claro que a sociedade mais tradicional sempre vai encontrar meios de repelir a democracia dos gêneros.

Na dignidade do respeito mútuo, creio que estamos evoluindo nestes aspectos. A prova disto é que existe procura na área e a oferta aumenta dia a dia. Fica claro que os costumes estão mudando.

O efeito gradual dos enlevos podem agora ser a alavanca da igualdade de direitos, uma conquista digna de louvor.

Arte pela Arte, julgo oportuno dizer que podemos simplificar as coisas a um termo equânime:

o que é de boa qualidade e o que é simples arroz de festa.

Para que a posteridade julgue o filme, e nisto se incluem as composições musicais nele atuantes, seria apropriado existirem festivais de filmes gay...tipo o oscar homossexual...isto por certo elevaria o padrão exigido, balizaria critérios criativos e dignificaria mais e mais trabalhos de cineastas e sonoplastas do mundo todo.

Como não sou da área, não sei se estes festivais já existem (me desculpem se sou enfadonho). O que desejaria saber é se o presente filme possui alguma destas premiações, o que facilitaria a identificação das objeções sociais e as suplantaria por mídia maciça...e acenderia mais aspectos passionais no dilema da "conjugação musical homossexual', a qual me parece ser um absurdo (música é boa, ou é ruim, nada além disto).

É triste dizer, mas, vivemos um estágio onde o que vale. mesmo, são as menções honrosas (as vezes horrorosas) dos certames, e estes tem "cartas marcadas"...me corrijam se eu estiver errado.

Lilly disse...
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Lilly disse...

Querido Felipe

Imagina! Obrigada digo eu, por ter a tua participação tão querida, sensível e inteligente – e c/tanto interesse por várias de nossas postagens.

Já que não assistiu ao filme, não sei se gosta de cinema, mas eu o recomendo mto. – é de uma beleza, verdade e suavidade ímpares.

Vc falou as palavras-chave: “as emoções devem ser livremente expressas”. Mtos. pensam em homossexualidade ligando-a a sexo e promiscuidade. Nada mais equivocado, pois se trata de sentimentos amorosos (naturalmente, incluindo sexo). Como os preconceituosos não conseguem enxergar algo tão básico? É mta. incompreensão e crueldade coagir pessoas a reprimirem e se envergonharem daquilo que têm de melhor e mais importante em si, que é o amor. Que importa que seja por alguém do mesmo sexo? É amor do mesmo jeito; tudo que os heterossexuais sentem os homossexuais sentem igualzinho. E o ruim, o reprovável, é o DESamor.

Acredito, como vc, que essa situação está mudando, mas o caminho ainda é longo: o preconceito, a intolerância e o ódio ainda são mto. grandes e generalizados. E não creio que a profusão de amor puro e bonito apresentado nesses filmes possa suavizar a alma e abrir a mente dos mais insensíveis, que são perfeitamente capazes de sentir repulsa pelo homossexual mesmo diante de cenas cheias de delicadeza mostrando a expressão do amor mais puro, verdadeiro e profundo. A arte, mesmo a de qualidade, não tem poder sobre certo tipo de pessoas.

Qto. à tua ideia de festivais de filmes gay, uma espécie de Oscar homossexual, se por um lado poderia elevar o padrão das produções hoje existentes, assim como das trilhas sonoras, por outro poderia se transformar numa espécie de “apartheid” entre heteros e homossexuais. Ademais, já existem e são constantemente produzidas mtos. e ótimos filmes c/essa temática, inclusive uma boa maioria c/ ótimos diretores, como aliás são todos os que citei: Frank Oz (Os Muppets, Labirinto), Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes), Rainer Werner Fassbinder (O Casamento de Maria Braun), Billy Wilder (das clássicas comédias como Se Meu Apartamento Falasse, Irma La Douce, etc.), Peter Jackson (O Senhor dos Anéis), Pedro Almodóvar (Mulheres á Beira de Um Ataque de Nervos), assim como atores e fichas técnicas.

Se o filme foi premiado? Dá uma olhada nisso: Leão de Ouro no Festival de Veneza, prêmios BAFTA, Globo de Ouro e Independent Spirit Awards de melhor filme e direção, além do reconhecimento de outras organizações e festivais. Brokeback Mountain recebeu o maior número de indicações aos 78 prêmios Oscar (oito), recebendo três: melhor direção, roteiro adaptado e trilha-sonora. O filme era considerado o favorito para melhor filme, mas acabou perdendo para Crash. Ao sair de cartaz, Brokeback Mountain conquistou o oitavo lugar na lista dos filmes românticos de drama de maior bilheteria de todos os tempos.

É verdade que certas premiações não têm lá mto. valor artístico, mas algumas, como o Leão de Ouro de Veneza, são sérias e fidedignas, e além disso acontecem exceções de filmes tão superiores que mesmo o mais vendido dos prêmios, o Oscar, tem que se render.

Um beijo pra ti

afrodite disse...
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afrodite disse...

oi, lilly!

parabéns a você e ao Marlon pelo blog.

lembrei imediatamente de uma sobrinha homo ao ouvir a Alannis Morissete, e fico pensando porque ao nos referirmos aos gays em filmes e o destaque é sempre para os homos masculinos.

creio que é porque vivemos num mundo fálico, mesmo.

fico sentindo falta de um reforço maior ao lesbianismo, um apoio mais consistente, como fazem aos gays... rs

mas, sobre música, sempre desejei que uma que me acompanhasse sem que fosse preciso um ipod, que fosse natural nascermos com uma música pessoal, que fôssemos reconhecidos por ela em qualquer parte...rs

adorei ter participado deste espaço bonito e inteligente.

Bjos

Lilly disse...

Oi, Afro!

Então vc veio mesmo... Que legal! E, pelas nossas afinidades, eu já imaginava que vc gostaria do blog, incluindo o visual, e curtiria comentar...

Qto.aos filmes... realmente, o destaque vai sempre p/os gays masculinos. Uma das razões pode ser essa que vc falou, mas pode ser tb que a homossexualidade masculina seja mais chocante que a feminina, que inclusive é adorada por mtos. homens e já é mto. mostrada nos filmes eróticos ou pornográficos. Agora, o filme Heavenly Creatures (Almas Gêmeas), por sinal mto.bom, é sobre duas garotas (atrizes jovens e desconhecidas). Lembro tb de The Hunger (Fome de Viver), que tem uma cena de amor entre a Catherine Deneuve e a Susan Sarandon - e por sinal, a canção que faz fundo é um pto. forte p/ que se crie o clima do momento. E c/ certeza há outros, mas não vi, ou não lembro de momento. Aliás, por falar em música, vale a pena colocar aqui a trilha sonora inteira do filme, recheada de música clássica da melhor qualidade e que dá o tom da história toda:

THE HUNGER (FOME DE VIVER) - TRILHA SONORA

1.Trio In E-Flat, Op.100 (Excerpt) – Franz Schubert [3:10]
2.Beach House [3:04]
3.Suite Nº1 For Solo Cello In G Major (First Movement) – Johann Sebastian Bach [2:14]
4.Waiting Room/Flashbacks [1:50]
5.Sarah’s Panic [1:50]
6.The Arisen [5:31]
7.Partita Nº 3 In E-Major, Gavotte En Rondeua (Excerpt) – Johann Sebastian Bach [3:09]
8.Lakme (Excerpt) – Delibes [6:05]
9.Sarah’s Transformation [1:00]
10.The Final Death [2:12]
11.Trio In E-Flat, Op.100 (Excerpt) – Franz Schubert [4:54]

E aqui vai a cena que falei e a respectiva canção (The Flower Duet - Lakme (Excerpt) – Delibes):

http://www.tube8.com/erotic/susan-sarandon-and-catherine-deneuve-real-lesbian-sex-scene/281741/

Afro, mto. interessante e criativa essa tua sugestão de cada um de nós termos uma música pessoal... adorei... Será que os modernos papas da tecnologia terão essa ideia de reduzir ainda mais o tamanho dos aparelhos de som e implantarão mecanismos em nossos cérebros para que isso se realize? rsrsrs

Adorei o teu comentário, é a tua carinha. Vamos fazer o possível para que vc continue gostando e nos visitando!

Beijão

Gary disse...

A trilha feita por Bruce Springsteen para o filme Philadelphia é lindíssima. Sobre o tema homossexualidade, apóio veementemente a luta dos homossexuais para garantirem seus direitos na sociedade. Mas vejam bem, todo movimento social é perigoso quando deixam de buscar seus direitos para buscar privilégios. Infelizmente é isso que vem acontecendo em alguns momentos de nossa sociedade.

Não raro, gays são mortos somente por serem gays, a causa mortis é o preconceito. Idiossincrasias da humanidade...

Parabéns pelo blog e sucesso =D

Lilly disse...

Gary A-Moore

Realmente, concordo que a trilha de Philadelphia é uma maravilha, além de pontuar mto. bem as cenas do filme. Aliás, gosto mto. do Bruce, só o acho um pouco ufanista - mas não é um ufanismo idiota e umbigomaníaco, ele só pretende mostrar que tem orgulho do país onde nasceu, tão execrado por tantos, e defender os EUA das críticas constantes, mtas. delas equivocadas e injustas.

Vc apontou para uma realidade: já há algum tempo virou modinha defender os homossexuais até contra inimigos inexistentes e reivindicar-lhes privilégios, alguns até absurdos. E nessa sanha de busca da honra gay, eles se sentem de certa forma superiores aos heteros, além de que andam cheios de não-me-toques, tudo é motivo p/ acusar homofobia. Vai chegar o dia em que teremos que pedir desculpas por não sermos gays e até lançar um movimento do orgulho hetero.

Qto.ao assassinato de homossexuais, é uma atitude nazista, intolerante e psicopática que só vem a demonstrar até que pto. vai o ódio humano ao diferente, ao exótico ou considerado ameaçador. Não é diferente de, por ex., matar-se um índio queimado ou os judeus e palestinos se bombardearem mutuamente.

É, Gary, às vezes te dou razão por ser revoltado c/algumas situações. É incompreensível para mim como tantas pessoas até hoje não conseguem aceitar a homossexualidade.

Bom, por ora é isso. Te espero para os próximos debates eletrizantes... e por fim faço uma queixa: vc não está provocando "çangui"... eheheheh

Um beijinho, moli

Lu disse...

Oi Lilly

Lu disse...

Buenas, depois de várias tentativas onde minha capacidade virtual mínima dificultou a coisa, consegui !!

Vim contar da minha alegria em reencontrar amigos antigos e queridos e dar os parabéns por esse espaço interessante. Vou passear pelo Blog para conhecer e apareço para curtir. Beijo Marlon, Beijo Lilly.

Rogério Proença disse...

JESUS...
ele ama os homesexuais..
mas nao a conduta deles..
assim como um viciado em po...viciado em sexo...hetero...tambem

Lilly disse...

Oi, Luzinha

Alegria tb minha, por lembrar os velhos (mas nem tanto... rsrs) tempos em que tínhamos um convívio mais estreito e gostoso na Omed. Eu te agradeço mto. pela persistência em participar do nosso blog, pela tua atenção e delicadeza, e sobretudo pela paciência em aturar minha insistência ( = chatice) :(

Pois explore bem o espaço, sinta mais ou menos o clima dele e espero que curta bastante. No entanto, estamos ainda engatinhando, mto. da nossa proposta, que basicamente é tratar de música não só por si só como tb associada a todos os assuntos possíveis, ainda não foi inteiramente implantada, além de que logo teremos outro tipo de atrativos bem legais, promoções, concursos com prêmios... enfim, tudo que possa fazer este cantinho muito gostoso.

Beijo

Lilly disse...

Rogério

Sei que vc é evangélico (batista), de modo que não pode aceitar a homossexualidade incondicionalmente. Mas tb sei do teu grande coração, da tua alma e mente abertas, da tua sensibilidade (até por ser músico e assim ter as emoções afloradas), da tua ausência de preconceito, teu espírito afetuoso para com todos, da tua compreensão e compaixão pelo sofrimento humano, o que naturalmente inclui os homossexuais.

Na verdade, este é um assunto controverso mesmo, não podemos tapar o sol com peneira e esquecer do grande contingente de pessoas, religiosas ou não, que não aceitam a homossexualidade. Vivemos uma fase de supervalorização do homossexual, em que mtos. se sentem na obrigação de se dizerem defensores dessa minoria, mas o fato é que mtos. falam da boca pra fora, não têm coragem de expressar sua verdadeira opinião. Vc fala em nome desse contingente, e é franco o suficiente p/ir na contramão do politicamente correto, assim como p/assumir tua crença, do que mtos.se envergonham por medo de discriminação.

Não concordo c/ o teu pensamento, mas respeito e consigo me pôr no teu lugar. Porém, me reservo o direito de achar que a Igreja deveria rever alguns de seus dogmas, até p/ ir de encontro a religiosos como vc, que se vêem num dilema entre seguir sua própria natureza tolerante ou os rígidos ensinamentos cristãos.

Um grande beijo

Rafael Salles disse...

Realmente um filme bem inteligente e que certamente está a comtribuir para varrer este preconceito,desta sociedade doente e preconceituosa,em que nos encontramos nos dias atuais.

Lilly disse...

Oi, Rafael!

Foi muito legal te conhecer, receber tanta atenção e delicadeza de você.

Sim, um filme bem inteligente - e emocionante. Como disse numa resposta a um leitor, foi mto. aplaudido por público e crítica, ganhou vários prêmios, entre eles o Leão de Ouro do Festival de Veneza, o BAFTA, o Globo de Ouro e o Independent Spirit Awards de melhor filme e direção, além do reconhecimento de outras organizações e festivais. Brokeback Mountain recebeu o maior número de indicações aos 78 prêmios Oscar (oito), recebendo três: melhor direção, roteiro adaptado e trilha-sonora. O filme era considerado o favorito para melhor filme, mas acabou perdendo para Crash. Ao sair de cartaz, conquistou o oitavo lugar na lista dos filmes românticos de drama de maior bilheteria de todos os tempos.

É mole? Mas o preconceito é difícil de acabar, pois justo as pessoas que deveriam se sensibilizar com esse tipo de filme ou não se interessam em assisti-lo ou não se sentem minimamente tocados.

Kisu (aprendi com você... não esqueci...)

Gary disse...

Lilly, vi sua queixa... vai ter çangui... em breve haha =D

Lilly disse...

Gary A-Moore

Tá difícil o "çangui" por aqui, pois até evangélicos já opinaram e nada... eheheheh Acho que ninguém lê a postagem de ninguém... Deveríamos dar um jeito de deixar as postagens mais próximas umas das outras... Mas quero só ver o que tá se passando por essa sua mente maluquete... eheheheheh

Raphael Matarazzo disse...

"Jack Twist e Ennie Del Mar são dois jovens que se conhecem no verão de 1963, após serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre em Brokeback Mountain. Jack deseja ser cowboy e está a trabalhar no local pelo segundo ano consecutivo, enquanto Ennie pretende casar-se com Alma logo que o Verão acabe.
Eles vivem isolados, tornam-se cada vez mais amigos e iniciam um relacionamento amoroso. No fim do Verão cada um segue a sua vida, mas o período vivido naquela montanha irá marcar as suas vidas para sempre.


Viadagê da porra, lazarentaiada do djânho, e ainda querem ser cowboys, bando de viado do cacete...

Marlon Sérgio disse...

Eu não assisti ao filme " O segredo de brokeback mountain". Já li algumas críticas elogiosas e, outras, nem tanto!
Quanto ao Philadelphia, gostei muito. Eu gostaria de falar das irretocáveis atuações de Tom Hanks como Andrew Breckett e Denzel Washington vivendo o advogado Joe Miller, a princípio, homofóbico. O filme tem uma trilha sonora maravilhosa! Gostaria que ouvissem a canção Philadelphia de Neil Young que é tocada ao final, no momento em que os amigos despedem-se de Andrew Breckett. Aqui vai o link das cenas finais com esta belíssima música de Neil Young: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=E1vEYXblmZQ#!

Ou, se preferirem, ouçam na própria postagem logo depois do vídeo de Bruce com a canção Streets of Philadelphia. Eu tomei a liberdade de incluí-lo na postagem da Lilly, claro, com sua permissão! rs

Eu gostei muito, como sempre, desta postagem da Lilly, porque a relação entre música, cinema e homossexualidade é muito estreita. Há uma enorme gama de homossexuais nesses metiês, alguns sobressaem-se brilhantemente e se destacam. Outros, parecem querer apenas usar tais atividades para levantarem suas bandeiras, atrair simpatizantes e propagar uma sexualidade não convencional como se dependessem dessa publicidade para serem vistos e aceitos como pessoas normais. Acho que essa ânsia na busca por uma espécie de 'legalidade' traz excessos e, certamente, são comportamenteos que despertam ou afloram sentimentos contrários e de resistência. Evidentemente que a postura da maioria dos homofóbicos é gratuita, preconceituosa, fruto apenas da intolerância de quem não convive bem com as diferenças.

Bem, hoje vejo de uma forma mais cuidadosa a questão da homossexualidade, mas não concordo com a banalização e a mercadologização da causa e de suas bandeiras realmente sérias que conquistaram o respeito de grande parcela da sociedade.

Raphael Matarazzo disse...

Qualé a tua, seu bêudo?...



Passa a latinha ou morre...

Lilly disse...

Amado e idolatrado Chefinho

Que comentário brilhante, perfeito, supimpa, joinha, genial, fora de série, irretocável, maravilhoso, fabuloso, sensacional, fantástico, surpreendente, incomparável, estratosférico, intergalático, escalafobético! Onde é que eu assino?

Sem mais para o momento, reitero meus votos de apreço e consideração.

Cordiais saudações

Liane Dornelles
ASPONE

(Não posso perder esse emprego!)

Lilly disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... morri.

Rapha, seu gaiato, e eu pensando que, só pra variar, vc ia fazer uma homenagem séria e comovida ao "amor que não ousa dizer seu nome..."

(Ai, me socorram que eu não paro de rir aqui...)

Agora eu "te béjo" com gosto!

Lilly disse...

Opa! Já tá começando o çangui! Se juntaram Gary e Matabaratazzo e a coisa vai encrespar por aqui...

Marlon Sérgio disse...

rsrsrsrs

Lilly, então, se é por causa do 'emprego', eu preciso ouvir algumas segundas opiniões pra saber se meu comentário ficou legal mesmo! rsrsrs

Vc é um encanto, Lilly! Um encanto que nunca passa!

Raquel disse...

Lilly, querida...eu fiquei tão entretida conhecendo seu blog que até esqueci de postar..
tá de muito bom gosto com assuntos diversos e inteligentes...sucesso garantido...
o nº da minha conta eu ja passei, né...rsss

eu amei esses filmes, Lilly e qto as trilhas sonoras elas foram fundamentais pra reforçar as emoçoes...sensiveis e emocionantes essas cançoes ajudaram a dar leveza, ternura e sensibilidade as histórias

Lilly disse...

Raquelzinha

Adorei tudo que vc falou, tão querido como você. Espero que ocntinue navegando pelo nosso "barquinho" musical & etecéteras e descobrindo coisas bonitas e interessantes.

PS - Viu o comentário do "Matabaratazzo"? Tá um sarro, quase morri de rir.

Beijo carinhoso

Roni Sauaf disse...

Lica, sobre música, sugiro tb a do filme Milk, a voz da igualdade. Aí vai um resuminho: com direção do ótimo Gus Van Sant, Harvey Milk (Sean Penn, com desempenho espetacular), no início dos anos 70, é um nova-iorquino que, nessa época de preconceito feroz, assumiu sua homossexualidade e, para mudar de vida, decidiu morar com seu namorado Scott (James Franco) em San Francisco, onde abriram uma loja de revelação fotográfica. Enfrentando a violência e o preconceito da época, Milk busca direitos iguais e oportunidades para todos, sem discriminação sexual, o que motivou um contra-ataque desmedido da homofobia vigente na época. Com a colaboração de amigos e voluntários (não todos homossexuais), Milk entra numa intensa batalha política e consegue ser eleito para o Quadro de Supervisor da cidade de San Francisco em 1977, tornando-se o primeiro gay assumido a alcançar um cargo público de importância nos Estados Unidos.

O filme é bom, é bonito, é comovente. Talvez, vc não se debulhe em lágrimas ou fique com aperto no coração, como eu fiquei ao assistir O segredo de Brokeback Mountain. Mas é uma boa diversão e a interpretação de Sean Penn é um show a parte, as vezes, me esquecia que era ele ali no papel.

A ópera no final, como em Philadelphia, e a música clássica que toca ao longo do filme, são um show. A trilha sonora de Danny Elfman é sutil e marcante, é difícil dizer qual a melhor música. Só como tira-gosto, destaco Wake up, San Francisco:

http://www.youtube.com/watch?v=B1T8xgHdMEM

E aí vai a trilha inteira:

A seguir:

- Wake Up, San Francisco – Sourcerer
- Takin’ My Time – Victoria Hamilton
- Everyday People – Sly and the Family Stone
- You Make Me Feel (Mighty Real) – Sylvester
- Queen Bitch – David Bowie
- Over the Rainbow – Judy Garland
- Prelude Nº 1 in E Flat (The Well Tempered Clavier) – The Swingle Singers
- Kalinka (Little Snowfall) – Vienna Choir Boys
- Ah, quegli occhi! Quale occhio al mondo – Maria Callas, Giuseppe Di Stefano and the Orchestra e Coro del Teatro alla Scala
- Rock the Boat – The Hues Corporation
- E lucevan le stelle – Giuseppe Di Stefano and the Orchestra e Coro del Teatro alla Scala
- Hello Hello – The Sopwith Camel
- Mia gelosa! – Maria Callas, Giuseppe Di Stefano and the Orchestra e Coro del Teatro alla Scala
- Love in C Minor – Marc Cerrone
- Till Victory – Patti Smith Group
- The Player – First Choice
- Eine Kleine Nachtmusik – The Swingle Singers
- Happy Birthday to You – The Washington Post March
- Presto, su! Mario! Mario! – The Slovak Radio Symphony Orchestra

É isso aí, coisa da melhor qualidade.

Um beijão

Roni Sauaf disse...

Roni, não vi esse filme, parece ser mesmo mto.interesante. Fica na minha lista (que já tá tão imensa que nem sei por onde começar!)

Que coisa tesão Wake Up, San Francisco na versão do Rage Against The Machine! Fez parte tb da trilha do excelente Malcolm X, c/o Denzel Washington arrasando, como sempre, e que trata de outro preconceito: o racismo. E a trilha de Milk só tem fera, deve ser de alto nível!

Beijo

Flor disse...

O primeiro filme eu comecei , mas não terminei de asistí-lo...rs...mas Filadélfia com Tom Hanks foi maravilhoso! E a músisca de abertura do filme, cantada pelo maravilhoso Bruce Springsteen, é show de bola!
Como já dito anteriormente , nada como uma boa música e um belo roteiro para que um filme passe sua mensagem e nos ajude a refletir !
Luz & Paz!

Lilly disse...

Oi, minha flor Eliana

Sempre presente, sempre delicada, sempre transmitindo coisas boas...

Mas... por que não terminou de assistir Brokeback Mountain? Nâo gostou muito? Ou o quê?

E realmente, Philadelphia é um filme maravilhoso, imperdível, não me canso de dizer - uma lição de vida e humanidade a muita gente.

A você também, coisas luminosas, coloridas e suaves.

Um beijo

Kel Ferreira disse...

Li, quero deixar minha opinião sobre homosexualidade: Eu nao acredito que seja opção sexual...tudo que leio sobre me deixa cada dia mais convicta que é uma questão hormonal que define o sexo que muitas vezes está em conflito com o corpo (biologicamente falando), entao nao devemos julgar. Entretanto, penso que cabe a cada homosexual, manter certa descrição afim de evitar confrontos socio-culturais e conflitos desnecessários! Quanto a música...Amo música e acredito que muito além do prazer, a musica tem o poder de: acalmar, entusiasmar, nos fazer refletir, preparar a mente para uma situaçao de suspense ou ainda de aprendizado...Depois que passei a utilizar musica classica para minhas filhotas fazer tarefas, por exemplo, sinto que elas se concentram muito mais. Indico! Bjins Lí. Mais uma vez: Parabéns pelo blog!!!

Ana Paz disse...

Dos filmes citados, só vi " Filadélfia" - maravilhoso!! Fico pensando o quão difícil é escolher ou compor uma canção para filmes com temas tão delicados. Neste filme, a trilha sonora foi tão bem elaborada, que valeu o Oscar de Melhor Canção Original para "Streets of Philadelphia" em 1994.A letra é triste, mas ao mesmo tempo, muito bonita:

Ruas da Filadélfia

Eu estava machucado e surrado e eu não poderia dizer o que senti
Eu estava irreconhecível para mim mesmo
Eu vi meu reflexo em uma janela Eu não sabia que meu próprio rosto
Oh irmão que você vai me deixar enfraquecido
Nas ruas da Filadélfia

Eu andei pela avenida até minhas pernas senti como pedra
Eu ouvi as vozes de amigos desaparecidos e ido
À noite eu podia ouvir o sangue em minhas veias
Apenas a preto e sussurrando como a chuva
Nas ruas da Filadélfia

Nenhum anjo vai me saudar
É apenas você e eu, meu amigo
Minhas roupas não me servem mais
Eu andei mil milhas
Basta deslizar a pele

A noite caiu, eu estou deitado acordado
Eu posso me ver desaparecendo
Então me receba, meu irmão, com seu beijo infiel
ou nós vamos deixar um ao outro sozinhos desse jeito
nas ruas da Filadélfia

Lilly disse...

Raquel, também acho que os homossexuais, pelo menos na fase atual, em que certas manifestações de afeto entre pessoas do mesmo sexo não são bem aceitas, devem se conduzir com discrição.

Agora música... ah, música... é a minha maior paixão, concordo que pode nos levar aos mais diferentes estados de alma e acho que tudo nesta vida pode ter uma trilha sonora.

Qto. às pituquinhas... queria te falar: esses dias li uma matéria dizendo que toda criança deve receber formação musical, tendo ou não intenção de seguir carreira artística, porque a música é benéfica em muitos sentidos, intelectuais, humanos, psicologicos e físicos. Mas falando nelas... não posso deixar de lembrar o quanto são queridinhas, em grande parte pela educação que recebem. A Bárbara tá um verdadeiro docinho, e até já se pode falar de assuntos um pouco mais sérios com ela. Já a Ana Luiza ainda é criança demais, então ainda vamos ver se ela vai deixar de ser tão "custosa", mas ela já demonstra mta.inteligência e é mto. amorosa. Queria contar mais coisas sobre elas, como por ex., o gosto pela música que tá se desenvolvendo cada vez mais na Bárbara, mas melhor parar por aqui, senão isto vira um tratado... rsrsrs

Beijos

Lilly disse...

Aninha

Concordo com vc, essa música foi mto. bem feita, bonita, emocionante sem ser melosa, e fala da ironia de, justo na cidade do amor fraterno (a palavra "Filadélfia" vem do grego e significa exatamente isso, "amor fraterno"), um homem sofrer tanto preconceito, desprezo e desamor por parte de tantos. "So receive me brother... I can see myself desappearing... It's only you and me, my friend"... que coisa linda, que chamado simples e tocante. Uma grande sacada do sensível Bruce Springsteen.

Vivian Rangel disse...

Este assunto me toca de perto pq tenho um irmão homossexual que amo mto e foi um gde problema na minha família. Eu e meus irmãos aceitamos na maior, mas meus pais se chocaram mto e houve mto conflito até as coisas se acalmarem razoavelmente em casa. MInha mãe aceitou logo e continuou a mando o mano como sempre e mais que isso, ela tem um diálogo legal com ele e o defente feito uma leoa de todas as formas que pode para protegê-lo do preconceito. Já meu pai não teve outro jeito senão aceitar, mas não totalmente pq ele se mantém distante do meu irmão e morre de vergonha do que os outros possam pensar, o que acho ridículo, pois ele deveria se preocupar era com a felicidade do mano, não com a opinião alheia.

Os filmes parecem bem interessante e as músicas são showzaço! Mas acho que nenhum filme bem feito nem música bonita vai acabar com o preconceito, o ser humano ainda tem que evoluir mto. Não vamos tapar o sol com peneira, a homofobia ainda é mto grande e mta gente não confessa, faz pose de bacaninha, mas odeia os gays.

Era isso. Beijos da

Viv

Lilly disse...

Viv

Realmente, há mais preconceituosos neste país do que mtos.confessam. Mas a maior tristeza é qdo.os próprios pais não aceitam o filho - o que acaba lhe causando mtos. problemas psicológicos (como se sabe, a falta de amor dos pais é razão p/mtos. desajustes a qualquer pessoa). O que não acontece, por ex., c/ o negro, que sempre é amado pelos pais, portanto o racismo é menos grave que a homofobia. Sempre achei que nesses casos de conflito entre pai e filho homossexual, quem tem um problema e deve buscar ajuda é o pai, não o filho.

Beijokas

Ana Lohmann disse...

Engraçado, parece que as mulheres no geral são menos homofóbicas do que os homens....... A gente convive com os gays, conversa, dá risada, pede conselhos, troca figurinhas...... Já os homens parece que não querem ser nem vistos com um homossexual, tem medo de ser considerados um deles. Acordem pra vida, estamos no século 21, essa babaquice já não tem mais nada a ver!!!!!!!!!!!

Lilly disse...

É verdade, à primeira vista, parece que as mulheres são mais receptivas, mas tb há mtas mulheres preconceituosas. Só que quase nunca c/tanto ódio como alguns homens. A psicologia deve explicar a razão disso... deve haver mtos. fatores envolvidos.

Beijão e bem vinda, Ana! Continue nos visitando. Espero que vire fã da gente!

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