quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Política, espetáculo e o poder da música






O espetáculo tem e sempre teve um estreito relacionamento com a política. A história nos mostra muitos episódios em que ambos, espetáculo e poder político, aparecem em vital interação.  (Na bibliografia, disposta ao final deste texto, encontram-se indicados estudos sobre alguns desses episódios, considerados emblemáticos.) Hoje temos uma espécie de atualização desse problema: o espetáculo e a política se relacionam em um contexto societário atual, estruturado em rede e auxiliado pela mídia (é sabido o significativo lugar ocupado pela comunicação e pela informação na sociedade contemporânea.) O espetáculo aparece em diversas formas e em todas as instâncias políticas, de forma mais sutil ou mais explícita, sendo a mais evidente a apresentação de candidatos em campanhas eleitorais, em que estes aparecem “repaginados” em diversos aspectos por assessores, normalmente em marketing, que transformam sua imagem naquilo que mais deve seduzir os eleitores. Cada detalhe de sua aparência, modos, pensamentos é cuidadosamente produzido para agradar ao maior número de pessoas, de modo que o verdadeiro homem desaparece e surge o personagem glamourizado, perfeito, aquele que deve encantar e conquistar corações e mentes na busca de votos. No livro L'État Spectacle (O Estado Espetáculo), o autor Roger-Gérard Schwartzenberg detalha bem essa situação.  

Uma propaganda eleitoral de qualquer espécie não serve para pesquisarmos sobre os candidatos; trata-se de um mero programa de TV, um anúncio ou um comício ao vivo apresentando uma sequência de caricaturas construídas para gerar pontos de ibope. Um exemplo clássico desse processo foi a transformação de Lula do líder sindical barbudo, incisivo, de cara séria, voz agressiva e roupas largadas no doce, manso, sorridente, bem vestido e sob suave fundo musical “Lulinha Paz e Amor”, bem mais palatável, por obra e graça do marketeiro Duda Mendonça. (E aqui, que fique claro, não expresso qualquer posicionamento político, nem entro no mérito da competência ou não do ex-Presidente.)

E já que falamos em espetáculo e música, as imagens, canções, vinhetas e jingles apresentados também se prestam lindamente ao show, à ambientação em que se inserirá o galã político, conhecido o poder da imagem e os mais variados estados de espírito que a música pode produzir, levando pessoas a associarem o candidato à emoção a que foi induzido artificialmente: imagens das futuras obras pujantes do candidato + música triunfal; imagens do candidato sendo amável e generoso + música cálida e gostosa; pessoas pobres e infelizes + música melodramática (gerando a sensação de que o candidato tem bons sentimentos);  o final da propaganda + música bonita e otimista e/ou vinheta no mesmo clima (gerando esperança no candidato, assim como grudando sua imagem a esse fecho musical); e assim por diante.


SAIBA MAIS

- ALBUQUERQUE, Afonso de. A política do espetáculo. In: Dimensões, Rio de Janeiro, (1): 2-13, 1992.
- AQUI VOCÊ VÊ A VERDADE NA TEVÊ'. A propaganda política na televisão, Niterói, Universidade Federal Fluminense, 1999, 204 p. (versão da tese de doutorado)
- ARBEX Jr., José. Showrnalismo. A notícia como espetáculo. São Paulo, Casa Amarela, 2001.
- BARREIRA, Irlys. Chuva de papéis. Ritos e símbolos de campanhas eleitorais no Brasil, Rio de Janeiro, Relume Dumará, 1998.
- BUCCI, Eugênio. O espetáculo não pode parar. In: ___. Sobre ética e imprensa. São Paulo, Companhia das Letras, 2000, p.188-201.
- BURKE, Peter. A fabricação do rei, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1994.
- DUPONT, Florence. O ator-rei ou o teatro na Roma antiga. Paris, 19 p.
- FORTES, Luiz Roberto Salinas. Paradoxo do espetáculo. Política e poética em Rousseau, São Paulo, Discurso Editorial, 1997.
- GEERTZ, Clifford. Negara: o Esatdo-teatro no século XIX. Lisboa, Difel, 1991.
- RUBIM, Antonio Albino Canelas. Neozapatismo: guerra de imágenes. In: Etcétera. México, (199):18-28, novembro de 1996.
- LA CONTEMPORANEIDAD COMO EDAD-MEDIA. In: NAVARRO, Raúl Fuentes e - LOPES, Maria Immacolata Vassalo de (orgs.) Comunicación. Campo y objeto de estudo. México, Iteso/Universidade Autônoma de Aguascalientes/Universidade de Colima, 2001, p.169-181.
- NUOVE CONFIGURAZIONI DELLE ELEZIONI NELL’ETÁ DEI MEDIA IN BRASILE. Trabalho apresentado no II Colóquio Brasil - Itália de Ciências da Comunicação. Florença, 2001.
- STACCIOLI, Paola. Feste romane. Roma, Tascabili Economici Newton, 1997.

E então, respeitável público, agora, com vocês...


Marketeiro politico explica o processo de criação da música política influente



Clipe jingle Lula-Lá – 1989 – Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan

Reações:

24 comentários:

Roni Sauaf disse...

Lula lá..... beeeem lá...... e leve Collor e toda a pandilha junto.

Agora olhem esta, Collor cantando Lula-lá!!!!! é foda..... Gente, eu só tô ainda neste país por inércia mas logo vou dar bye bye a toda essa palhaçada.

http://www.youtube.com/watch?v=HN36o75r1QM

Terre Nunes disse...

Nem só de marketeiros profissionais vive o espetáculo eleitoral, há muitos candidatos que sozinhos criam verdadeiras obras primas que causam imediata empatia com o povo (ou então humor, mas isto já é outra história). Na minha opinião, um gênio do marketing foi Enéas, que nas eleições para presidente de 1989 era um ilustre desconhecido, só tinha 15 segundos para falar, então teve a sacada de falar seu texto muito rapidamente, para no final enfatizar muito seu nome: MEU NOME É ENÉAS!!! O cara acabou ficando famoso, conseguiu um bom número de votos, houve gente que gostou bastante dele. O sujeito fez mais sucesso que figurões como o Aureliano, o Ulisses...

Letícia Rangel disse...

E dê-lhe hipocrisia e cara de pau nesse gde espetáculo midiático (ou
de circo, quem sabe). Os candidatos fazem qq coisa na sua fome de votos, como fingir de religioso pra agradar o povão, simular ser um homem família, fiel e ter uma família unida e feliz, abraçar criancinhas pobres, pilotar jatinhos com ar heróico, montar em jegues pra se fingir de simplinho e do povão....... Lembro mto bem de Collor no seu primeiro programa político para as eleições presidenciais, ele aparecia num rio, em pé em uma canoa que se dirigia devagar a uma grande cruz de madeira e fazendo um olhar compungido pra lá de fake. (Aliás, todos sabem que sua campanha foi paga em milhões). Nessas mesmas eleições o Roberto Freire, que confessou ser ateu, o que deveria agradar às pessoas pela franqueza, fez o efeito contrário de roubar-lhe mtos votos de gente que até gostava dele.

Ricardo disse...

Com a imagem do político de um modo geral tão desgastada, só mesmo com muito marketing e espetáculo para estes serem vistos com uma imagem não de sanguessugas sujos, mas de homens honestos e moralmente polidos. O marketing sempre foi utilizado ao extremo para criar imagens favoráveis de pessoas que desejavam alçar o poder. Um dos casos mais famosos foi o de Goebbels, marketeiro que criou uma imagem de Hitler para o povo alemão de homem abnegado, do povo, voltado totalmente para os interesses da Alemanha, sendo que Hitler desde os primórdios do partido nazista, não declarava seus impostos e vivia uma vida de luxos.

De lá para cá, o marketing político só se aprimorou cada vez mais, no intuito de transformar humanos falhos em verdadeiros "salvadores da pátria".

Laguna Sunrise disse...

Eu estava numa lanchonete vendo o horário político. Até queria tirar algo realmente instrutivo dali. Eles estavam apresentando candidatos a vereador. Só que era como propaganda de sabonete. O candidato aparecia de costas e, em tempo hábil, sua cabeça girava e seu rosto aparecia sorrindo para as câmeras. Dar risada disso é pouco.

Lilly disse...

PESSOAL, HOJE ESTOU APURADÍSSIMA, MAS PROMETO QUE ASSIM QUE DER RESPONDO UM A UM.

Por ora, tudo que eu digo é o seguinte: o que não tem remédio, remediado está; então, melhor tirar o melhor disso tudo: admirar o trabalho dos bons profissionais de marketing e valorizá-los qdo. trabalham por bons candidatos. Além disso, visto de certa forma, até o lixo eleitoral dá pra gente dar boas risadas. Aliás, o horário eleitoral gratuito na TV é realmente hilariante, aparece cada figuraça e cada ideia doida... rsrsrs... Enfim, pra que chorar e se irritar se não vai adiantar nada? Vamos rir!!! E ouvir boas músicas... aparecem algumas verdadeiras pérolas musicais, como por exemplo, as dos programas do Lula mesmo.

Carla Fricks disse...

Oi, Lilly, finalmente me encorajei a comentar........ rsrs
Nossa, o blog tá mto legal, mto mesmo tanto em conteúdo como no visual, que me impressionou mto. Bem oportuno este post já que aí vem eleições. Já que a campanha eleitoral é essa brincadeira toda, eu sempre procuro votar em pessoas que conheço ou me informar sobre os candidatos de outras formas. Infelizmente nem todos tem essa consciência e paciência então acho que tem que ficar de bico calado e não reclamar de nada, pois o fato é que se nós eleitores quizéssmos a situação política do Brasil seria bem diferente. Se fazem esses espetáculos é pq tem preguiçosos que escolhem seus políticos dessa forma burra. Querem o que, que algo mude?

Lilly disse...

Oi, Carlinha! Nossa, que delícia vc aqui... já nem contava mais contigo. Mas antes tarde do que nunca, né? Espero que seja mordida pelo "bichinho" do Lero e se apaixone por ele, como alguns já estão...

Qto.aos elogios ao blog... fico bem contente, mas uma ou outra pessoa se queixou de alguns detalhes. Antes a gente ficava meio perdido, mas agora já decidimos fazer que nem na fábula do burro, do homem e seu filho: do nosso jeito; afinal, se é p/agradar a uns e desagradar a outros, preferimos agradar a nós mesmos - claro, levando em consideração as críticas c/as quais concordamos.

Pois é, eu tb procuro votar em gente conhecida, a não ser que algum outro candidato me impressione mto. Já trabalhei c/ marketing e sei o qto.se pode maquiar um "produto" (o candidato) para que ele pareça de qualidade. Na verdade, o marketing p/produtos não humanos envolve tb o aperfeiçoamento do produto em vários aspectos, até mesmo o local onde é comercializado, a política de preços, etc. Mas gente não se muda, né?

Lilly disse...

Oi, Roninho

É brabo mesmo ver coisas como essa (e confesso, meio envergonhada, que até tem seu lado divertido), mas faz pte.do jogo político, embora eu acredite que não c/tanta cara de pau nem tão pouco sutil como neste país.

Mas... Fica! Fica!!! O Brasil precisa de vc (desde que largue de ser tão abusado... rsrsrsrsrsrs). Vc, como músico de futuro, tem um papel importante! Remember Bono, Chico... (e eu!!! Como é que fico sem meu amiguinho adoravelmente desbocado?)

Lilly disse...

Bem lembrado, Terre. Realmente, há um gde.nº de candidatos sem verba que precisam usar a criatividade e o esforço redobrado p/se destacarem. Foi o caso da Erundina em São Paulo, que, incansável, cheia de garra, fez sua campanha p/prefeita praticamente toda em cima de um trio elétrico que saía pelas ruas dia após dia, numa média de umas 12 horas por dia.

E em matéria de criatividade o brasileiro é pródigo e se supera... o Enéas é uma ótima lembrança, não há quem não tenha guardado seu nome e o lembre até hoje. E o que falar dos candidatos do horário eleitoral gratuito na TV? Alguns são mto.pândegos e saem coisas até infames demais, mas acho que isso funciona p/gravar seu nome e mostra bom humor, um ótimo indício de bom caráter (não necessariamente, mas c/um pouco de percepção e bom senso é possível até discernir o bom do ruim.)

Lilly disse...

Isso, Letícia, não tem solução. A média do povo brasileiro não tem consciência dessa manipulação que recebe e se impressiona c/essa bobageirada toda, c/pirotecnia, imagens de impacto, musiquinha bonitinha, uma voz mais imponente, gestos dramáticos e todas as técnicas de sedução barata (ou nem tanto...), desprezando candidatos c/campanhas mais austeras, simples, que se detêm basicamente na apresentação de si e de sua plataforma política. O povo tb não tem discernimento para, nessas campanhas austeras, perceber o que pode ser franco e o que é pura dissimulação.

Glauce disse...

E dessa vez os marketeiros devem ter mais trabalho ainda, afinal, uma grande parte dos eleitores já não cai nessas artimanhas citadas no post. Me lembrei de um candidato aqui em BH que nas propagandas políticas falava igual jeca, e nos debates falava normalmente. Resultado: perdeu a eleição! O povo não é tão bobo assim. O jargão do distinto era: "Isso, dá pra fazer!" Virou piada, sempre que se colocava um desafio, as pessoas falavam: Isso dá pra fazer.
Esse ano ele seria candidato, mas amarelou na última hora. Pena! Pelo menos o programa humorístico tava garantido!

Lilly disse...

Verdade, Ricardo. O que me espanta é que, já tão curtido por tanto tempo c/tanta dissimulação e promessas vãs, o povo ainda caia nessas artimanhas e não busque maneiras alternativas de se informar sobre os candidatos. Ok, isso não é tão fácil assim, mas acredito que, pelo menos, seria mais inteligente acreditar em campanhas menos pirotécnicas, em candidatos mais diretos, objetivos e menos verborrágicos, que não se joguem tanta purpurina, não façam mtas.promessas, não falem coisas tão populares, em voz e gestos de salvador da pátria, não apresentem todas as soluções p/os problemas brasileiros, o que obviamente é impossível e só tem o objetivo de ludibriar e impressionar. Vc já deve ter ouvido falar que "o excesso de argumentos prejudica a realidade dos fatos". (E na verdade, as palavras de indução ao povo nem mudam tanto assim, ano após ano: é sempre "vote em fulano pra mudar de verdade", "fulano é renovação", "o Brasil que vc sempre desejou", "este é honesto", "contra tudo que está aí" e por aí vai. Criatividade zero.)

Lilly disse...

Laguna, vc faz parte de uma parcela mínima da população que tem esse discernimento. Pior é que essas estratégias infames de manipulação funcionam, para nosso espanto.

Lilly disse...

Glauce, acredito que vivemos um momento político atípico, em que Lula conquistou tal popularidade que pode até matar, roubar, estuprar que continua nas boas graças de uma boa parcela da população. Se ele indicar um poste como candidato, ele se elege. Aliás, junto ao Lula vai, no vácuo, o PT, seus cabeças e seus membros de oportunidade, que ocuparam todo o poder, menos em estados mais ricos como São Paulo, Rio, Minas, Paraná... até o Rio Grande do Sul, que tinha dado uma chance ao PT, hoje criou aversão por ele. Acredito que a briga maior vai ser entre direita e esquerda - ressalvas à relatividade desses conceitos (a direita é que vai ter que rebolar mto. p/vencer a hegemonia esquerdista e a paixão obsessiva e cega por Lula e seus comparsas.) Infelizmente, na direita também não temos tantas opções assim, então a coisa realmente fica complicada. Veremos o que vai acontecer, acho que não dá pra prever. Pessoalmente, tenho gostado mto. do PV e suas campanhas e candidatos (aparentemente) sérios e convincentes, mas continuamos sujeitos a comprar gato por lebre.

Ana Paz disse...

Boa tarde!!

Considero a dobradinha política/música algo muito interessante...aqui na cidade temos jingles dos mais variados gostos - do reggae ao axé, passando pelo sertanejo, funk e sambas que, por incrível que pareça, são cadenciados, bonitos, dignos de uma Marquês de Sapucaí!!

Mas toda vez que esse assunto vem à tona, ou seja, quando uma eleição se aproxima, eu particularmente elejo a minha canção favorita para esse período.

Abaixo, letra e link para quem interessar possa...

Candidato Caô Caô
Bezerra da Silva

Ele subiu o morro sem gravata,
dizendo que gostava da raça,
foi lá na tendinha bebeu cachaça,
até bagulho fumou,
jantou no meu barracão
e lá usou
lata de goiabada como prato,
eu logo percebi é mais um candidato
para a próxima eleição

E ele fez questão de beber água da chuva,
foi lá no terreiro pedir ajuda,
bateu cabeça no gongá,
mas ele não se deu bem
porque o guia que estava incorporado
disse esse político é safado
cuidado na hora de votar,
também disse:

“Meu irmão
se liga no que eu vou lhe dizer,
hoje ele pede seu voto,
amanhã manda a policia lhe prender.
podes crer ...

Meu irmão, se liga no que eu vou lhe dizer.
depois que ele for eleito dá aquela banana pra você!!

http://www.youtube.com/watch?v=ayHi5l9U6yI

Lilly disse...

Nossa, Aninha, que coisa deliciosa, malemolente, malandrinha e bem escrita essa música... que achado! Adorei! Ainda mais do Bezerra da Silva...

Eu conhecia aquela "Se gritar pega ladrão / Não fica um meu irmão..." que é mais ou menos do mesmo nível, mas o Bezerra tem um carisma todo especial.

Leonardo disse...

Esse marketing eleitoral tem dois problemas: 1) O sistema político abusa das mazelas sociais para se autosustentar, caracterizando-se como um "produto" ruim; 2) Ele costuma se beneficiar muito de investimentos financeiros pesados, luxo dos grandes partidos. Você pega um partido grande com dinheiro para investir e políticos que conseguem enganar bem o povo, pronto, o truque de mágica foi feito e agora ninguém entende o que sumiu, quando e onde. A música ajuda o político a criar uma identidade com seu público alvo, mas, ela só recebe destaque porque no fundo, a maioria dos brasileiros não se empenha em exercer sua politicidade. É um pequeno exercício de prestidigitação associado à outros que ajudam a desorientar mais ainda os já abatidos brasileiros, uma música alegre, mas, com propósitos cruéis, dando assim, o ritmo irônico da balada que dançamos.

Lilly disse...

Léo, há várias formas de se sentir e abordar essa questão. Uma delas é o seguinte: por mais perverso que pareça esse processo todo, é natural que todo produto que se queira vender seja apresentado às pessoas em uma roupagem mais bonita e vistosa. E quem quer se eleger está tentando se “vender” aos eleitores, não é? Aliás, todos nós estamos, o tempo todo, nos "vendendo", seja de forma mais sutil e íntegra ou mais sacana e inescrupulosa. E, com mais ou menos verbas, ninguém vai gastar dinheiro, tempo e tutano pra fazer uma propaganda de um aparelho de som e dizer que ele é uma porcaria, ultrapassado, sem fidelidade de som, faz ruídos e que existem mtos.outros melhores que ele. No caso da propaganda política, cabe a nós a mesma postura de qdo.ouvimos ou lemos um comercial ou qdo.avaliamos uma pessoa: pé atrás e procurar se informar sobre o produto. Ou então até adquiri-lo para testar, mas se não prestar, não comprar mais (não reeleger o candidato), se desfazer dele. Vamos ficar espertos, tomar mta.vitamina, Memoriol, qq coisa pra manter a memória em dia e não votar mais em lixo. Não é tão fácil assim, mas há que existir uma forma. Ou, se não existir, que pelo menos isso tudo não nos seja tão doloroso.

Jose(cidinho)phoenix disse...

Oi Lili belo texto.Gostei do site.Embora eu não li tudo tem um excelente material por aqui.É interessante a abordagem de certos assunto do cotidiano que as vezes nos passam despercebidos. Parabens pelo site!! Beijos

Lilly disse...

Oi, querido Cidinho

Um super BEM VINDOOOOO pra ti!!!

Tenho certeza de que vai virar nosso fã e participar sempre, o que é uma delícia, porque as tuas opiniões são sempre muito profundas, sábias e interessantes.

Legal, muito legal você ter gostado, isso é o que nos gratifica e nos dá a certeza de que nossos esforços não são em vão.

Um beijo carinhoso


Marcus Häendell disse...

Sobre essa parte... " Um exemplo clássico desse processo foi a transformação de Lula do líder sindical barbudo, incisivo, de cara séria, voz agressiva e roupas largadas no doce, manso, sorridente, bem vestido e sob suave fundo musical “Lulinha Paz e Amor”, bem mais palatável, por obra e graça do marketeiro Duda Mendonça. (E aqui, que fique claro, não expresso qualquer posicionamento político, nem entro no mérito da competência ou não do ex-Presidente.)"
Lula, o apedeuta nonadáctilo, só mudou por fora, Continua o comunistóide de sempre por dentro. Só foi repaginado por fora. Suas mentiras continuam as mesmas. Entrou dizendo que era o mais ético, e "nunca na estória (estória mesmo) desse país, vimos um partido e um presidente menos ético... Disse que pagou a dívida externa, mas na verdade, triplicou a interna para tal... e acabou devendo o mesmo externamente... Deu nosso dinheiro a outros países (perdoou dívidas) para "ficar bem na fita" internacional... Entregou refinaria da petrobrás de mão beijada para o índio cocaleiro EVIL morales... Destruiu a educação no país, dizendo que está certo "nós pega o peixe" e dizendo que "ler é muito chato" Deu empréstimos para Cuba, enquanto no país falta educação, saúde e segurança. Deu direitos a criminosos, solapando os direitos dos homens de bem. Tentou desarmar a população (para depois poder instaurar uma ditadura do proletariado sem resistência civil, vide outras ditaduras que promoveram desarmamento) Sem querer defender FHC, cujo único mérito foi o plano econômico, falou mal até não mais poder do plano real, mas depois colheu os louros dele, como se idéia da equipe dele fosse... A mula, perdão, Lula, nada mudou, não é inteligente como muitos proclamam... é LADINO, MATREIRO, e isso não é exatamente inteligência. Não fosse uma equipe o assessorando, jamais teria chegado a presidente. E claro, se associou a todos que condenou um dia... Collor, Sarney, e até Maluf recentemente. Há videos dele descendo o malho em José Sarney e Roseana Sarney, e alguns anos mais tarde elogiando rasgadamente... A aliança com maluf já disse tudo... burro é quem não percebe que ele faria aliança com o próprio demônio para se manter no poder. Sobre malufismo, quem malufou por malufar, foi uma malufeira... se malufou sem saber onde estava se metendo, foi uma málufada... Mas se malufou consciente, foi uma malufagem!

Lilly disse...

Oi, Marquito cara de periquito!

Ai Jisuis... prevejo mto."çangui" por aqui... Mas bah, tchê, não sei não, mas tive a ligeira impressão que vc não gosta muito do Lula... ou estarei enganada? :P

Nem vou entrar no mérito das suas críticas, pois não quero me posicionar politicamente aqui. Deixo que os amantes de Luís Inácio se manifestem.

Beijikos (capitalistas. Mas não tô falando do Lula! eheheheh)

Renato Lazzari disse...

Parabéns, Lilly, pelo blog! Uma das mais bacanas contribuições à música das que tenho visto por aí, o Lero Musical é um verdadeiro oásis no deserto de conteúdo que é o universo de blogs, gostoso de ficar xeretando. E esse artigo especificamente, sobre como desmontar, através da consciência, a propaganda política, está especialmente bem escrito. De fato, Lilly, há um cara, uma pessoa como eu ou você, que se chama Lula, que tomou certas decisões quando esteve responsável pela presidência do poder executivo do Brasil, e uma imagem calculada e criada pelo marketing e para que votemos conscientemente é preciso separarmos uma coisa da outra. Como? Bem, você ajuda quando desmonta os recursos dessa propaganda. Na verdade, apesar de terem abordagens diferentes, todos os políticos e todas as pessoas que vivem de imagem são assim: há a pessoa e a imagem que o marketing cria dela, seja de que partido ou ideologia forem, né? Vale dizer, creio eu, que mesmo o que não parece marketing, como o que se publica nos jornais escritos ou televisionados e nas revistas, do meu ponto de vista, devem ser tomados com muita cautela e reflexão, já que jornais, revistas, TV... a mídia em geral, também tem um público-alvo, sua própria ideologia.

De novo parabéns pela iniciativa e pela realização desse Lero Musical, que não deve dar pouco trabalho para ser mantido, não, rs... Só pessoas de fôlego, como vc, conseguem! :)

Fica um beijo e votos de que o Lero Musical continue bacana e crescendo.

(Daqui a pouco vira até fonte de consulta... se já não é, né?)

P.S.: Vale pedir? Bem, vou pedir mesmo se valer, rs... E se vc colocasse um botão por aí que quando apertado ficasse tocando música aleatoriamente (mas só as que você acha legais) prá gente ficar ouvindo enquanto trabalha? Antigamente eu deixava tocando as músicas do blog do Noblat, que apesar de posições políticas bem diferentes das minhas pessoais tem um botão assim.

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