sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Holocausto judeu – Oração na câmara de gás de Buchenwald





Na ilustração acima, o  "portão da morte" do campo de concentração de Birkenau.

Oração na câmara de gás de Buchenwald – Schwartz-Bart – O Último Justo

Quando as camadas de gás cobriram tudo houve um silêncio na sala, um silêncio que durou talvez um minuto, entrecortado apenas pela tosse e os soluços dos que já estavam moribundos e impossibilitados de oferecer uma oração. E, primeiramente um riacho, depois uma cascata e, logo, uma irresistível e majestática torrente: o poema que, através do fumo das fogueiras e sobre todos os martírios da história dos judeus, o velho poema de amor que eles traçaram em letras de sangue sobre a superfície da Terra fez-se ouvir naquela câmara de gás, envolvendo-a, vencendo aquela horrível e sombria tosse: SHEMA YISRAEL”... Escuta, ó Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é Um. Ó Senhor, por vossa graça alimentais os vivos e, por vossa grande piedade, ressuscitais os mortos, defendeis os fracos, curais os doentes, quebrais as correntes dos escravos. E, fielmente, sempre cumpristes as vossas promessas para com aqueles que dormem sobre a poeira. Quem é como vós, ó misericordioso Pai, e quem poderia jamais ser como vós...?

As vozes morreram uma por uma em meio ao poema ainda por terminar. As crianças moribundas cravaram as unhas nas pernas de Ernie e o abraço de Golda tornou-se mais fraco, os seus beijos menos intensos, e, ainda presa ao pescoço do seu amado, soltou um último suspiro: “Então nunca mais te verei? Nunca mais...?

Assim, essa história não terminará. Pois a fumaça que se ergue dos crematórios obedece, como qualquer outra, as leis físicas: as partículas juntam-se e dispersam-se segundo o vento que as faz girar. A peregrinação seria olhar com tristeza para um tempestuoso céu, uma vez por outra.

...E louvado. Auschwitz: Seja. Maidanek: O Senhor. Treblinka: E louvado. Buchenwald: Seja. Mauthausen: O Senhor. Belzec: E louvado. Sobibor: Seja. Chelmno: O Senhor. Ponary: E louvado. Theresienstadt: Seja. Varsóvia: O Senhor. Vilna: E louvado. Skarzysko: Seja. Bergen-Belsen: O Senhor. Janov: E louvado. Birkenau: Seja. Neuengamme: O Senhor. Pustkow: E louvado...”

(Para quem não observou, os nomes mencionados logo acima são de alguns campos de concentração [ou de extermínio] na Segunda Guerra Mundial.)

Extraído do livro “As Mais Belas Orações de Todos os Tempos” – compilação de Rose Marie Muraro e Frei Raimundo Cintra


Hino de Israel – “A Esperança” – “Hatikvah”


Reações:

110 comentários:

Roni Sauaf disse...

Li, como sabe naum sou mto religioso, mas mesmo assim gostei demais, eh arrepiante e nos faz pensar melhor, mais de perto nos horrores que aconteceram com os judeus. Aquela foto mostra uma coisa terrível, um lugar sombrio com uma linha de trem onde se carregavam os judeus direto para o campo de extermínio. Que coisa sinistra...... E o hino de Israel eh mto bonito e triste.

Mais uma vez, arrasou!!!

Terre Nunes disse...

Eu estava ansioso pelo novo post! Demorou para vir mas valeu a pena a espera: mais uma pérola, emocionante e macabra. Na verdade, os chamados "campos de concentração" são locais existentes em mtas guerras, onde são deixados prisioneiros de guerra, dissidentes políticos, etc., e devem seguir normas da Convenção de Genebra sobre direitos humanos, mas na Segunda Guerra a Alemanha extrapolou, usou um número mto grande desses campos e cometeu barbaridades e sobretudo assassinato em massa não só de judeus mas tb de homossexuais, aleijados, negros, etc. Foi nessa época que os campos de concentração passaram a ser chamados de campos de extermínio. Mas o que aconteceu com os judeus foi a maior barbaridade perpetrada por Hitler, que realmente queria eliminar esse povo da face da Terra, um absurdo inominável.

Eu já conhecia o hino de Israel e o acho mto bonito, mto mesmo, diferente de todos, já que tem uma melodia lenta, triste, e não vigorosa e triunfante como a maioria dos hinos, e lembra o sofrimento do povo judeu.

Letícia disse...

"Ainda que eu atravesse o vale da sombra da morte, nada temerei, pois estás comigo". do Salmo 91

Um pouco deprimente, mas mto lindo e nos lembra que, mesmo nas situações mais tenebrosas, "no vale da sombra da morte", Deus está conosco.

Beth Rosa Lyra disse...

Muito bom saber que este blog não tem uma posicionamento religioso, primeiro faz um tributo aos ateus e logo após nos apresenta um vigoroso louvor a Deus. E um louvor bonito, original, tocante, que nos faz lembrar uma das histórias mais crueis da humanidade em todos os tempos. E acredito que não devemos nos esquecer disso mesmo.

O hino de Israel é muito bonito também.

Parabéns.

Cínthia disse...

Gostei mto da lembrança de Leticia do salmo 91: "ainda que eu atravesse o vale das sombras da morte nada temerei, pois estás comigo". Este post é um exemplo de fé para todos nós. Apesar de todas as críticas que alguns fazem ao povo judeu, eles são mto devotos, sofreram mto e até hoje sofrem perseguição, e a oração não ofende a nós cristãos, pois enaltece o mesmo Deus de todos nós. Aliás, segundo a minha religião, evangélica metodista, os judeus um dia se curvarão a Jesus. Inclusive já ouvi o hino de Israel, A esperança, na minha igreja mesmo em apresentações mto lindas e quebrantadoras, confesso que até algumas masi bonitas que esta que vcs colocaram, embora ela tb seja mto bonita.

Yuri Passos disse...

Confesso que me senti um pouco indignado com o tributo aos ateus que fizeram por último, mas agora se redimiram com este belo texto exaltando a Deus Nosso Senhor.

Bom, os judeus foram endeusados demais depois do episódio do Holocausto e mto do que se fala sobre isso é resultado de marketing não só dos próprios judeus como dos americanos, pois mto mais gente foi martirizada e morta ao longo da história e ninguém fala tanto dos outros como dos judeus, mas não podemos desprezar o seu grande sofrimento.

Mas enfim, um post emocionante, bonito e sobretudo, louvando ao Altíssimo. Bela escolha da música também.

William Saida disse...

Li, como sabe, sou budista e não aprovo muito as religiões ocidentais, porque são em sua maioria expansionistas e sedentas de poder. Mas aqui não se fala em religião, e sim de fé. E a fé judaica é admirável, sendo esse povo muito unido por conta de sua crença em um Deus que os auxilia e protege de tudo, inclusive de todas as perseguições das quais têm sido vítimas ao longo da história. Não tendo seu próprio território, eles se espalharam pelo mundo, mas se esforçam em se manterem firmes em suas tradições e coesos como uma nação. Sua religião se mistura à sua história, de modo que não se pode analisar os judeus com os mesmos parâmetros com que analisamos outros povos.

Quanto ao conteúdo, é uma magnífica e impressionante espécie de oração, sobretudo na parte que relaciona os campos de concentração entremeados de uma prece a seu Deus. A música também é muito bonita e significativa, creio que não haveria outra escolha possível.

Edgard Pimentel disse...

Um emocionado lamento e ao mesmo tempo um forte e vigoroso clamor a Deus. Gostaria de saber quem é o autor dessa maravilha.

Quanto ao hino de Israel, já conhecia, acho-o um dos mais bonitos, mas aqui vai uma crítica construtiva: na minha opinião, poderiam ter escolhido uma melhor versão (embora não sei se há na internet).

Obrigado por nos presentearem com algo tão belo, original e tocante.

Silvino Fricks disse...

Os que viveram nos campos de extermínio podem lembrar de pessoas que andavam pelos alojamentos confortando a outras, dando o seu último pedaço de pão. Ofereceram prova suficiente de que tudo pode ser
tirado do homem, menos a última das liberdades humanas, que é, em qualquer circunstância, escolher seu próprio caminho.

As críticas aos judeus com relação a esse capítulo da história são levianas e infundadas, visto que o Holocausto se trata da maior das atrocidades já cometida contra um povo.

Pois essa oração retrata de forma emocionante o martírio dos judeus sob a paranóia de Hitler.

João Henrique Macedo disse...

Entre as coincidências entre os cristãos e os judeus, há a de que os cristãos comemoram a Páscoa, enquanto os judeus celebram o Pessach. As duas celebrações têm em comum o significado de "passagem", "travessia". A palavra "pessach" significa "pular" e alude à consciência e controle de Deus sobre toda a existência. Essa palavra provém da última praga, onde Deus atacou o primogênito egípcio de cada família, mas "pulou" as dos judeus. Esse ato de "pular" é uma demonstração clara da Providência Divina, da Sua onisciência e do Seu poder sobre a vida dos homens, segundo lemos nos ensinamentos sobre o Pessach no Calendário Judaico. Refletindo sobre isso, que envolve libertação, pensamos no destino de tantos outros judeus nos campos de extermínio, que não tiveram o direito à liberdade e morreram vítimas do jugo opressor de um sistema perverso e insano: o nazismo. Diferentemente de seus antepassados, esses judeus não tiveram a opção de fazer a "travessia", de "pular" esse capítulo da história, mas sim ofereceram-se vivos para que pudéssemos entender o valor da liberdade, do coexistir sem fronteiras. Viktor Frankl, um psicanalista judeu e professor na Universidade de Viena que sobreviveu aos martírios no campo de concentração, por meio de uma atitude resiliente, escreveu o livro "Um Psicólogo no Campo de Concentração", onde ensina a compreender o significado da vida, assim como a ressignificá-la, não importando a dor pela qual se passou. Ele é criador da Logoterapia. Esse grande homem é profundamente convicto de que nada atinge o ser humano na sua dimensão espiritual.

Parabéns pelo texto escolhido, que exemplifica essa invulnerabilidade espiritual do homem. E parabéns pela escolha do Hino de Israel, A Esperança, que é muito evocativo das coisas de Deus e do sofrimento e redenção judaicos.

Cris Risoléu disse...

Muito bom!!

Lindo texto!

O Holocausto até hoje dói e vai doer para sempre....

Meus parabéns pelo blog e pelo texto :)

Lilly disse...

Lets, bela lembrança a do salmo 91, um dos que acho mais bonitos, fortes e reconfortantes. E retrata muito bem a fé e o sentimento dos judeus diante da injustiça, do sofrimento físico e moral, do terror da morte.

Lilly disse...

Beth

Seja muito bem vinda. E você está certa, não estamos aqui para nos posicionar ideológica ou religiosamente (embora, claro, tenhamos nossas opiniões pessoais), apenas para falar, com a possível sensibilidade e profundidade, quando for o caso, dos mais diversos assuntos possíveis, sob as mais diferentes abordagens e pontos de vista.

Beijos

Lilly disse...

Pois eu também gostei, Cínthia. Tanto que vou transcrevê-lo inteiro aqui, para que nos recordemos dele e nos sintamos fortes, reconfortados, protegidos e inspirados:

"O Senhor é meu pastor, não me falta coisa alguma. Em verdes campinas Ele me põe a repousar. Conduz-me mansamente a águas tranquilas e refrescantes, guia-me por veredas de justiça e restaura as forças de minha alma. Pelos caminhos retos Ele me leva, pela honra e pelo amor de Seu nome. Ainda que eu atravesse o vale da sombra da morte, nada temerei, pois Ele está comigo. Seu bordão e seu báculo a meu lado me dão amparo. Prepara para mim uma farta mesa à vista dos meus inimigos. Unge com doce bálsamo minha cabeça, e meu cálice transborda. A sua bondade e misericórdia hão de seguir-me por todos os dias de minha vida. E habitarei na casa do Senhor por longos dias."

Lilly disse...

Will

Concordo que não podemos avaliar o povo judeu com as mesmas medidas com que avaliamos outros povos e através do nosso modo de sentir, pois tem muitas particularidades culturais. (Aliás, não só os judeus como qualquer outro povo.)

E concordo também que o trecho que relaciona os campos de concentração entremeados por uma prece a Deus é muito impressionante.

Lilly disse...

Edgard

Também queria saber o nome do autor, deve ser alguém de muita sensibilidade e talento. Pesquisei longamente no Google, mas infelizmente não encontrei.

Quanto à versão do hino, concordo que não é tão boa, mas realmente não encontrei outra. Havia as originais, cantadas, mas preferi uma apenas instrumental. Mas pode até ser que exista uma melhor, vou procurar mais a fundo e, caso consiga, substituirei esta.

Lilly disse...

Belas palavras, Silvino. São situações bonitas e valiosas de solidariedade humana que realmente devem ter acontecido, mas que muitas vezes não nos ocorrem. E realmente, a liberdade interior não pode ser roubada do homem. Isto me lembra, aliás, o filme "Um Sonho de Liberdade", em que um homem inocente é condenado à prisão perpétua, mas este não se deixa dominar por sentimentos de revolta e infelicidade; ao contrário, ele faz de tudo, utiliza seus talentos no sentido de manter o espírito seu e dos outros detentos vivo e esperançoso.

Lilly disse...

João Henrique

Obrigada pelas informações e lembranças instrutivas, curiosas e pelas palavras inspiradores.

Lilly disse...

Oi, Cris!

Muito bacana te ver aqui, bacana mesmo, você sabe que o Marlon e eu gostamos muito de você.

E obrigada pelos elogios...

Norimar Ferraro disse...

Em primeiro lugar, quero deixar registrado que todas as tentativas de minimizar a gravidade do Holocausto judeu são infundadas ou de má-fé.

Nada se pode fazer para recuperar tantas vidas perdidas para a loucura anti-semita nazista, mas o Holocausto deveria ter servido como um memorial ao direito à vida que os judeus, como quaisquer outros seres humanos, têm.

Há tentativas modernas, entre alguns neonazistas e muçulmanos radicais, de negar o Holocausto. A negação, nesse caso, é o Holocausto da própria Verdade.

Outra tentativa de descaracterizar o Holocausto de sua essência judaica é acrescentando desproporcionalmente a ele outros grupos humanos, como se milhões deles tb tivessem perecido. Hitler realmente tb utilizou os campos de concentração para exterminar criminosos, ciganos, estupradores, homossexuais, deficientes físicos e mentias e opositores do nazismo. Mas seu principal alvo eram os judeus. Seu ódio máximo era contra os judeus. Somente os judeus foram exterminados em seis milhões de vítimas. Depois da guerra, havia ainda mtos criminosos, estupradores, homossexuais e opositores do nazismo. Mas não havia mtos judeus. Os judeus da Europa enfrentaram sua quase extinção.

Jose(cidinho)phoenix disse...

Muitas pessaos ainda alimenta o pessamento nazistas.Muitos ainda acham que com a eliminação de outros seres humanos o "mundo seria melhor"...Ora mais o judeus não eram criminosos nem cometiam barbaridades.Os nazitas sim.Mas para os nazitas o povo judeo era como uma praga de desordem que infringia os seus direitos e "valores" de raça ariana...

Não é muito diferente da forma que penssamos...Exitem os tais "direitos humanos".mas muitas vezes não saem do papel porque boa parte da população não se ENXERGA"" neste direitos.Eu me pergunto quem são os terroritas..o talibam ou os estados unidos?Eu não sou anti-americano.Apenas demonstrando que que um cometeu tantos homicidos quanto o outro.Noa as vezes queremos ser os donos da verdade acima do bem e do mal.Mas mal paramos para compreender a real calamidade das situações.Minha critica não e só ao holocausto mas a toda forma de repercussão do terror ou por "ideologias" ou por revolta e odio.Eu tambem sou humano e sinto odio e rancor e ha momentos que eu realmente quero que tudo se foda.Mas isto de forma alguma me coloca acima de qualquer outro ser humano existente na face da terra indepedente do quanto eu ou ele estejamos certos ou errados.

Lilly disse...

Cidinho

Bem lembrado. E me vem à lembrança também o problema dos palestinos. Não sei se viu que alguém aqui comentou sobre os judeus não poderem ser avaliados com os mesmos parâmetros com que avaliamos outros povos. Pois assim também é com os palestinos (com os árabes em geral.) No caso específico israelenses X palestinos, quem está com a razão? Ouvimos muito falar que os israelenses são os vilões da história, interessados unicamente em lucro, e que os palestinos são bárbaros e loucos, mas não é bem assim, muitos fatores devem ser levados em consideração, é preciso ir mais a fundo nessas duas culturas e em sua história. Não vou entrar em detalhes sobre isso, porque me alongaria demais, mas fica a ideia para discussão.

Jose(cidinho)phoenix disse...

^^ =B" curti rs

Tulio Endres disse...

Sou judeu e quero expressar meu repúdio e indignação a esse revisionismo histórico que mtos estão tentando fazer sobre o Holocausto, devido a interesses sujos e perversos.

Durante os 6 anos da Segunda Guerra, foram assassinados pelos nazistas cerca de seis milhões de judeus, incluindo um milhão e quinhentas crianças, representando 1/3 do povo judeu naquela época. A decisão de aniquilar os judeus já era prevista desde 1924 no livro Mein Kampf, de Adolf Hitler, e foi uma operação realizada com fria eficiência, um genocídio cuidadosamente planejado e executado. Foi única na história em escala, gerenciamento e implementação, e por essa razão recebeu um nome próprio: o Holocausto.

Menos de cinquenta anos depois, grupos racistas de neonazistas e grupos anti-semitas tentam negar que o Holocausto tenha alguma vez existido, ou afirmam que a escala foi mto menor. Existem algumas causas para esse chamado "revisionismo", especialmente políticas e anti-semitas. Alguns desejam limpar o nazismo de sua injúria maior; outros acreditam que o Estado de Israel foi estabelecido para compensar os judeus pelo Holocausto, e ao negar o Holocausto estão procurando destituir Israel de seu direito de existir.

Mas o Holocausto existiu, como comprovam os testemunhos documentais e pessoais, e o povo judeu decidiu impedir que seja esquecido, para que, com sua lembrança, fique assegurado que o mundo não permitirá jamais que torne a acontecer com os judeus ou com qualquer outro povo ou grupo na Terra.

A negativa da existência do Holocausto é uma abominação e uma ameaça potencial para o mundo inteiro.

No mais, gostei por demais do que li, senti-me mto contente, honrado e tocado. Manifestações de solidariedade ao povo judeu têm sido raras hoje em dia; o mais comum é acusar-nos de só ter interesses econômicos, negando a realidade de que somos um povo bom e valoroso, formado por pessoas como todas as outras, cada uma com sua individualidade, bem diferentes do estereótipo caricaturizado do judeu, e que mto contribuímos desde sempre e até hoje para o mundo em diversas áreas (ciência, arte, medicina, psicologia entre mtas outras).

Emocionaram-me também as preces e o Hino de Israel, assim como me emociono com o Hino Nacional do Brasil. Sou brasileiro acima de tudo.

Lilly disse...

Caro Tulio

Vc tem razão em manifestar-se c/essa veemência e riqueza de fatos, pq percebo que mtas pessoas têm estado confusas sobre a realidade dos fatos ocorridos na Segunda Guerra, por ouvirem as mais diversas versões, uma delas de que o Holocausto teria sido inventado pelos judeus p/ esconderem outros crimes de guerra cometidos contra outros países. E é verdade o que vc fala sobre o povo judeu. Todos os que conheci e conheço são pessoas ótimas, cultas e boas. Por ex., aqui em meu prédio, c/ 80 apartamentos, minha melhor amiga é uma judia extremamente agradável, inteligente, realizadora e, acima de tudo, boa e solícita, uma excelente alma. Na época em que trabalhei na Defensoria Pública do Estado do Paraná, fiz amizade c/ um senhor judeu de ótima conversa, que gostava de trocar ideias, contar boas histórias, esquecendo o tempo passar. De vez em qdo. ele me trazia algum presente por gostar de mim e de meu atendimento, me deixava até constrangida diante dos colegas, mas contente c/a sua gratidão, delicadeza e despreendimento.

Por fim, quero dizer que fiz esta postagem c/ todo cuidado e carinho, além de respeito e reverência, também tocada c/ a trágica beleza dessas preces na situação em que foram feitas e c/ a fé que move e sempre moveu o povo judeu. Também escolhi cuidadosamente a versão do hino, procurei uma que fosse emocionante e pudesse pontuar bem as palavras escritas.

Um abraço

Vitor Paciornik disse...

Sem dúvida o Holocausto é uma das maiores atrocidades cometidas pelos seres humanos. Perseguições seguidas de muito sofrimento e muitas mortes. Pessoas eram retiradas de seus lares obrigadas a abandonar toda a sua vida, toda a sua história e todo o seu passado.
Trens de carga vindos de toda a Europa ocupada pelos nazistas carregando judeus amontoados para currais humanos aonde eram fuzilados, obrigados a trabalhar até morrer ou serem asfixiados até a morte em câmaras de gás. Tinham seus cadáveres incinerados ou transformados em sabão, etc. A megalomania de Hitler fez do Holocausto a guerra mais destruidora da História. Pregava um darwinismo tortuoso aonde as "raças" mais evoluídas eram os arianos, alemães e outros povos nórdicos destinados a destruir as "raças inferiores" - principalmente aos judeus, aos quais Hitler atribuía a maioria dos males da humanidade.

Esta foi uma homenagem justa, inusitada e muito bonita a esse povo.

Carmen Lúcia disse...

A ilustração nos mostra o quão macabro foi esse episódio histórico, uma verdadeira história de terror na vida real. Nem Allan Poe teria pensado em algo tão sinistro.

Felizmente, Hitler não conseguiu seu objetivo, e o povo judeu sobrevive, com prosperidade, mantendo sua tradição, sua crença, sua fé invencível e comovente.

E repetindo a prece do trecho final....... E louvado seja o Senhor.

Ilana Krieger disse...

Há escritores que conseguem "pintar" cenas e situações com palavras. O autor desse texto fez exatamente isso, nos transportou a um campo de concentração nazista, nos fez imaginar e quase enxergar cenas muito tristes que não gostaríamos que realmente tivessem acontecido com seres humanos. Tudo isso de uma forma linda, emocionante e profundamente reverente a Deus.

Rosely Gomes disse...

De arrepiar. Tanto pelo horror que nos revolta e entristece como pela beleza que nos eleva o espírito.

Rogério Distefano disse...

Achei tão linda e original essa homenagem ao povo judeu e a Deus em forma de oração que me interessei em comprar o livro As mais belas orações de todos os tempos.

Parabéns pela escolha e pela qualidade do blog, em visual e conteúdo, que nos enche os olhos e o espírito.

Airton disse...

Mto interessante a proposta de um espaço que fala de música das mais diferentes formas, e nos mais variados estilos, até mesmo música que nem todos chamam de música. Um blog de mta qualidade, em todos os sentidos. Procurarei achar tempo para frequentar este blog.

Estive olhando por cima alguns outros posts e há mta coisa boa, de qualidade e interessante. Desejo-lhes mto sucesso.

Leonardo disse...

A música faz parte da cultura, que por sua vez faz parte da exteriorização da espiritualidade da sociedade, e é por isso que essa música fala sobre esperança, é o que um povo, que tem sofrido bastante ao longo do tempo para se estabelecer, pode usar para se sustentar nos momentos difíceis. Não por acaso os nomes dos campos de concentração tem o meso sentido. É pela fé que as pessoas costumam tirar forças para algo maior, talvez inexplicável, mas, que simplesmente parece certo. Um lado destruiu um povo por razão X e o outro povo tentava sobreviver por razão Y. No âmago da vida, a sobrevivência sempre vai promover disputas sangrentas, violentas e desproporcionais: os hinos de esperança e a crença em algo maior sempre vai aparecer, independente de qual lado esteja ´´certo´´.

Lilly disse...

Vitor

Muito obrigada por sua visita a nosso blog e por sua participação. Gostaria que você desse uma passeada pelas outras postagens para ter uma ideia do que temos discutido por aqui e... espero que goste do que veja (e ouça, claro...) claro...)

Beijo

Lilly disse...

Realmente, muito macabro. E triste... E é apavorante pensar que esse maluco genocida quase atingiu seu objetivo, porque sua estratégia era perfeita, era tudo muito bem organizado e planejado. Se não fosse a grande ofensiva russa contra Hitler (embora os norte-americanos insistam em querer os louros para si), como seria o mundo hoje? Nem quero pensar.

Lilly disse...

Ilana

Perfeito. Sinto da mesma forma que você.

Seja muito bem vinda.

Lilly disse...

É dessa forma também que eu sinto: chocada pelo horror do episódio como também com o espírito elevado. Achei muito forte e poderosa a forma como foram colocadas as orações.

Prazer em ter você aqui conosco.

Lilly disse...

Rogério

Pois então compre-o mesmo. Eu o tenho e posso te afirmar que realmente é muito bom, contém orações das mais diferentes formas e de muitas religiões e crenças, inclusive o pensamento de ateus. Há inclusive uma espécie de Via Crucis simbólica feita por um negro banto que é muito linda e tocante, quero ver se a posto aqui oportunamente.

Que bom que gostou assim do nosso blog! Espero que volte sempre.

Lilly disse...

Acertou, Airton, é mais ou menos essa a nossa proposta. Na verdade, nossa paixão é a música, mas pensamos que um espaço somente sobre música poderia ficar monótono e desinteressante, então resolvemos diversificar o máximo possível os temas.

E fico muito contente que esteja querendo frequentar nosso blog. Eu te garanto que não vai se arrepender, inclusive planejamos outros atrativos bem interessantes, promoções, prêmios, etc... tudo para que este cantinho possa ficar cada vez mais gostoso (além de instrutivo e informativo.)

Lilly disse...

É interessante também observar que o Hino de Israel é diferente da maioria dos outros, que no geral são mais rápidos, marciais, vigorosos e com um clima triunfal. Já o de Israel é lento, um pouco melancólico e fala de coisas de alma, de sentimentos humanos, não de vitórias e feitos heróicos, além de remeter à espiritualidade, que não pode ser separada da história e da alma do povo judeu.

Paulo Ricardo Toscani disse...

Numa rápida busca pelo Google hoje encontramos mtos sites MENTINDO VERGONHOSAMENTE que o Holocausto judeu é uma farsa. Isso é um acinte e um descalabro contra o povo judeu, toda pessoa de boa fé deveri combater veementemente esse revisionismo covarde e truculento. O Holocausto não só absolutamente aconteceu como tb foi diferente de todos os outros genocídios da história da humanidade. Os genocídios são praticados ainda hoje com diferentes povos e grupos étnicos ou políticos. Porém, o Holocausto praticado pelos nazistas entre 1933/1945, deve ser compreendido como um fenômeno distinto dos demais, cfe demonstram os especialistas no assunto. Alguns elementos caracterizam esse fenômeno, único na história da humanidade: o planejamento e a organização da sociedade civil e militar alemã no assassinato de 6.000.000 de judeus. O extermínio desse povo foi um assassinato premeditado pelo Estado alemão e não se restringe ao período da Segunda Guerra. Os milhões de judeus não foram mortos pela guerra, como enfatizam até mesmo os próprios revisionistas e aqueles que negam o Holocausto e as câmaras de gás. A destruição do povo judeu e de outras minorias étnicas foi mto bem planejada e organizada pelo Estado, com a conivência de gde pte da população alemã. Não só o povo judeu, como tb a cultura judaica: livros escritos por judeus e em defesa dos judeus, sinagogas queimadas, escolas destruídas, carreiras interrompidas. Assim podemos falar em genocídio físico e genocídio cultural. E aconteceu há mto pouco tempo, em pleno século XX, organizado pela Alemanha, um dos países mais cultos e desenvolvidos da Europa na época. Há apenas 64 anos, ou seja, Hitler chegou ao poder em 1933, eleito pelo povo. Todos aqueles que o elegeram conheciam sua plataforma política e seu plano de tornar a Alemanha um país gde e forte. Mas, o ser "grande" significava expandir seu território para as terras no leste europeu, além de tornar a Alemanha "limpa de judeus". O plano de extermínio dos judeus não se limitou a Solução Final. Uma fase anterior antecedeu o plano de extermínio propriamente dito. Ou seja, milhares e milhares de judeus morreram assassinados ou morreram de forme, do trabalho forçado e de doenças.

Publicações como a deste blog são importantes pq mantém vivo na mente das pessoas esse capítulo horroroso da história. E esta foi feita de forma bonita, dramática, lamentosa e forte, enfatizando e acusando nomes de campos de extermínio alemães, ainda com um clamor cheio de beleza, fé e vigor a Deus, um clamor que é tb contra aqueles que querem apagar da memória das pessoas este episódio perverso e absurdo que não deve jamais ser esquecido.

Lilly disse...

Caro Paulo Ricardo

Como eu disse ao Tulio mais acima, considero importante manifestos convictos e rico em fatos como o seu, visto que realmente tem havido uma tentativa forte de desmentir o Holocausto judeu, a pto. de mtas. pessoas já estarem em dúvidas sobre ele. E temos mtos. e fidedignos testemunhos de historiadores e estudiosos sérios de várias áreas e, sobretudo, de pessoas acima de qq suspeita que viveram na pele seus horrores. Essa tentativa de revisionismo é realmente de uma covardia e desrespeito sem tamanho, além de sensacionalismo daqueles que inventam teorias de conspiração.

Que bom que vc gostou de nossa postagem, ela realmente foi feita c/esse espírito que vc interpretou e sentiu.

Obrigada e abraços

Vectagni Pignone disse...

Interessante, parabéns ao Blog.

Toni Silva disse...

O pior que a intolerancia racial e religiosa ainda é uma realidade no mundo moderno.

Lilly disse...

Oi, Vectani!

Seja bem vindo ao nosso "solar" virtual.

Obrigada pelo elogio (só espero que da próxima vez seja menos lacônico... eheheheheheh)

Lilly disse...

Toni

Na verdade, a intolerância humana, né? O homem precisa evoluir muito para um dia chegarmos a uma civilização que seja digna desse nome.

Muito bem vindo!

Célia Mulek disse...

Oi Lilly, hoje levantei-me mais cedo do que de costume para bisbilhotar teu Blog. Aproveito e peço (novamente perdão pela demora) deixamos o dia a dia passar e não damos importância a coisas que são realmente importantes, digo isto porque achei muito interessante e com muita sensibilidade e criatividade o que você escreve, te parabenizo pelo Blog, pois me trouxe a lembrança o que um ser humano pode fazer...desde um gesto de amor...como também atrocidades...
Na segunda Guerra Mundial o termo Holocausto (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler. Havia judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de activistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.
Mais tarde, no correr do julgamento dos responsáveis por esse extermínio, o termo foi sendo aos poucos adotado somente para se referir ao massacre dos judeus durante o regime nazista.
Todos esses grupos pereceram lado a lado nos campos de concentração e de extermínio, de acordo com textos, fotografias e testemunhos de sobreviventes, além de uma extensa documentação deixada pelos próprios nazistas com o saldo de registros estatísticos de vários países sob ocupação. Hoje, já se sabe aproximadamente o número de mortes. Morreram 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de poloneses (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 franceses (330 000 civis); 450 000 italianos (150 000 civis); 396 000 ingleses e 292 000 soldados norte-americanos.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Quanto ao extermínio dos Judeus, Deus colocou no meu coração uma musica muito linda de Sérgio Lopes " O lamento de Israel!

Lilly disse...

Ô, Célia!

Que surpresa boa te ver por aqui! Surpresa gostosa também foi abrir meu Facebook e encontrar tua mensagem. Que bom que gostou do blog e deu tua colaboração (ótima, por sinal.) Espero que, na medida do possível, possa vir outras vezes!

Beijão

Paulo Eduardo Vial disse...

Entrei neste blog indicado por minha amiga Cynthia, que me falou maravilhas dele......... e realmente é tudo que ela disse, é mais até do que eu esperava.

Beleza de post, assim como vários outros que estive vendo por aqui. Tentarei voltar outras vezes.

Abraços

Lilly disse...

Paulo

Muitíssimo obrigada pelos elogios e tomara que você volte mesmo! Sempre teremos matérias interessantes aqui, além de atrativos bacanas, promoções, prêmios... tudo que pudermos imaginar para deixar este espaço cada vez mais agradável.

Abraços

Roni Sauaf disse...

Li!!!

Naum vai esquecer do meu show hein?

Será a apresentação do nosso último álbum, que eh bem mais melódico e vamos fazer uma homenagem ao povo judeu tocando "A Esperança" em ritmo de rock, vai ser chocante, naum acha? Árabes e judeus podem viver em paz...... pelo menos na arte. Aliás, esses dias ouvi uma orquestra sinfônica formada por judeus e palestinos, uma coisa de impressionar....... A arte eh uma coisa a parte mesmo.....

Beijão meu amor!

Lilly disse...

Roni, meu lindo, imagina se eu vou perder essa!!! Além de curtir mto., não deixaria de ir lá te prestigiar. E vou de visual rocker... um arraso!!!

Nossa, o hino de Israel em ritmo de rock??? E ainda tocado por um descendente de libaneses, numa banda com influência árabe? CHOCANTE!!! Mais uma razão para eu não perder teu show.

Beijãozão

Juliane Schumann disse...

Também sou judia. Hoje, por acaso, passeando pelo Facebook, vi a propaganda deste post e tive muita curiosidade em vê-lo. Fiquei muito surpresa, que coisa linda, emocionante e original! Senti-me lisonjeada, tocada, com o espírito elevado e com uma reconfortante sensação de justiça sendo feita a nós, cujo marketing negativo é muito grande, a ponto de existirem muitos estereótipos negativos sobre o judeu, que nos indignam e entristecem por demais. Esse marketing, entre outras coisas, insiste em nos colocar como vilões do conflito entre israelitas e palestinos, quando a situação é bem mais complexa e envolve muito conhecimento histórico e cultural, tanto de nosso povo como do palestino. Os palestinos tem suas razões, mas nosso povo também, e há que se lembrar que a perseguição injusta contra os judeus vem de muito tempo atrás, é só estudar um pouco de história. E há também que se estudar, sobretudo, o tema da "Partilha" e como judeus e palestinos agiram em relação a ela.

Obrigada, muito obrigada pela honra e pelo prazer.

Débora Reis disse...

Li o comentário de Roni Sauaf e achei mesmo mto interessante e bonita a ideia de um descendente de árabes homenagear os judeus, a prova de que ambos os povos podem conviver com tolerância e em paz. Ainda mais com música, algo que resmente toca fundo. Se mais iniciativas desse tipo fossem tomadas, quem sabe não seria de gde ajuda para acabar com o horroroso e interminável conflito entre esses dois povos, que ficam se trucidando mutuamente? Sabemos que não é bem assim, que mtos artistas militam por causas políticas e mto pouco é resolvido, pelo menos no curto prazo, mas se mais e mais pessoas começarem a agir, quem sabe o movimento tome força e algum dia veremos árabes e judeus vivendo em harmonia?

Parabéns, Roni! E parabéns ao pessoal do blog, que está bom em todos os sentidos. Esta homenagem em forma de oração, por ex., foi simplesmente maravilhosa e digna de todos os aplausos.

Cécile Myers disse...

Em uma só palavra: m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o.

Adriano Sensini disse...

Esta pérola que nos oferecem é a prova de que todo tema pode ser abordado de diversas formas, para que não fique maçante e repetitivo. Em forma de oração, então, ficou simplesmente impressionante, sensibiliza e convence mais do que de qualquer outra forma. O que é o trecho final, relacionando os campos de concentração e com uma oração no meio? De uma força inigualável.

Muitos parabéns. Voltarei.

Sérgio disse...

Bem, com relação ao nazismo e ao Holocausto judeu, a história não é bem como se conta, mas isso não vem ao caso agora e de qq modo não tira o imenso valor e beleza dessa abordagem sensibilizante e criativa falando do sofrimento judeu. Sim, ele aconteceu mesmo, e foi horrível, ainda que não exatamente como mtos pensam. Mas sofrimento é sofrimento, seres humanos são seres humanos e não podemos minimizar sua dor só por restrições a verdade dos fatos.

Excelente post, excelente blog, daqueles que dão vontade de se visitar com mais freqüência, até pq vi outros posts e a maioria tem a mesma qualidade. Agradeço por respeitarem nossa inteligência e nossa sensibilidade, que hoje em dia não mtas publicações o fazem.

Carlos Eduardo Vieira disse...

Os que dizem que a internet é uma inutilidade, perda de tempo e perniciosa as pessoas é pq não levam em consideração publicações como esta, perfeita em todos os sentidos, de mta qualidade visual e conteúdo informativo, interessante e lúdico. Um presente para os olhos, a inteligência e ao espírito. Ah se toda perda de tempo fosse assim...........

Abraços e continuem assim. Espero encontrar tempo em minha agenda corrida para vir mais vezes.


Lilly disse...

Juliane

Que coisa boa que conseguimos te sensibilizar e agradar dessa forma. O prazer dos leitores é o nosso prazer, tenha certeza.

Espero que continue nos apreciando e volte sempre que possível.

Lilly disse...

Débora

Arte é arte, artistas são artistas... Se todos os governantes e poderosos da Terra tivessem essa sensibilidade tudo poderia ser muito melhor, não acha? E alguns artistas têm conseguido alguns avanços, como Bono Vox, por exemplo. E devido ao enorme poder de influência que mtos deles têm, sua participação política e social, seja em qualquer área, é quase um dever.

Agradeço mto os elogios, que valorizam nossos esforços e nos incentivam a prosseguir, sabendo que estamos no caminho certo.

Lilly disse...

Cécile, em uma só palavra: obrigadíssima. :)

Lilly disse...

Adriano, esse é um dos diferenciais que procuramos oferecer: a variedade de abordagens (e temas). Bacana vc ter percebido e valorizado esse detalhe. E concordo c/ vc, todo assunto que é tratado sempre da mesma forma, c/ as mesmas palavras, os mesmos clichês, sem criatividade, acaba perdendo o poder de sensibilizar e convencer. Isso aliás não é dito só por mim, psicólogos e estudiosos de várias áreas afirmam o mesmo.

Que bom que voltará! Isso nos alegrará muito. :)

Lilly disse...

Sérgio

Sobre o Holocausto judeu existem tantas versões diferentes que é delicado e perigoso afirmar que uma é mais correta que a outra. Mas uma coisa me parece certa: ele realmente ocorreu, dados tantos relatos mto. bem documentados de historiadores e tantas pessoas que o viveram na pele. Sou mto. a favor da verdade histórica, mas também acho que o povo judeu já foi e é por demais perseguido para que novas acusações lhes sejam feitas. Existe uma versão segundo a qual alguns documentos, inclusive fotos, teriam sido forjados em favor dos judeus. Pessoalmente, acho isso absurdo, fantasioso e até ridículo, se me perdoa. Fique bem claro que não estou te criticando, mto.menos negando o direito de expressar sua opinião - aliás, opiniões contrárias são sempre importantes; os debates seriam muito estéreis e pobres se houvesse concordância em tudo. Acredito que a verdade surge do conhecimento de todas as versões e opiniões.

Lilly disse...

Sem dúvida, Carlos Eduardo.

Embora eu pense que sim, a internet tem seu lado negativo, ela também tem um enorme lado positivo para compensar e o saldo é grandemente positivo. Considero pessimistas e destrutivas as opiniões contra esse meio, que pode ser tão útil, rico, lúdico e cheio de possibilidades. O problema não é o meio, é o uso que se faz dele. E essas pessoas negativistas, ao invés de criticarem, poderiam pensar em formas de tornar a internet melhor. Indo mais além, considero até burro, retrógrado, pouco criativo e de muita má vontade (e até má fé) afirmar que uma invenção tão impressionante e fascinante como essa só tenha aspectos negativos. Mal comparando, os críticos da net são como aqueles que censuram os avanços da medicina e da engenharia genética - pessoas moralistas amedrontadas com o novo e arautos da não inovação, do não avanço e amigas do obscurantismo, que se sentem confortáveis somente com o velho e conhecido, que se apegam ferrenhamente ao passado como se só nele se pudesse encontrar o que é bom e positivo para a nossa civilização.

Paulo Toscani disse...

Não tenho exatamente uma simpatia pela causa judaica, mas não posso deixar de admirar o belíssimo trabalho de vcs, neste blog mto bonito, interessante e realmente diferenciado, o qual, na medida do possível, tentarei visitar mais vezes.

Abraços

Eduardo disse...

Sou judeu e quero fazer coro às palavras de Juliane Schumann. Tb fiquei agradavelmente surpreso com a beleza, emoção e originalidade deste escrito, além do hino de Israel e senti-me honrado e de alma elevada, além de, como a amiga diz, com um sentimento de estar sendo feita justiça a nós, algo não tão comum assim, visto que o judeu é tido como um sub-humano, e ainda caricaturizado, sobre ele são feitas críticas infundadas e chacota, até mesmo nas horríveis e de mau gosto anedotas de judeu. Entre mtos erros que gostaria de corrigir, quero destacar que definitivamente não somos os bandidos no conflito israelenses X palestinos, essa questão deve ser analisada com mto mais cuidado e rigor histórico-cultural, sem se deixar influenciar pelo marketing negativo e pelo senso comum. Somos um povo valoroso, com mtas qualidades e, sobretudo, formado por indivíduos, cada um com suas características próprias, diferentes uns dos outros. Nosso governo comete erros, é claro, mas não tanto como se propaga, e tb tem mtos acertos que certa parte da mídia insiste em não mostrar, na defesa dos palestinos. Mto menos somos os monstros sovinas e voltados unicamente para interesses econômicos que mtos nos pintam. Novamente repito as palavras de Juliane sobre a necessidade de se estudar, entre outros, o episódio histórico da Partilha e suas consequências, como se comportaram judeus e palestinos na situação.

Abraços agradecidos

André Wishinski da Costa disse...

Como é largamente sabido, há mto lixo descartável circulando na web, a pto de mtas vezes nos sentirmos perdendo tempo ao passar alguns momentos na frente de um computador. Não é o caso de qdo nos deparamos com publicações do nível desta, a qual, dando uma olhada por todos os posts, percebe-se claramente ter sido produzida com esmero em todos os sentidos, proporcionando prazer visual, intelectual e, pq não dizer, espiritual. Uma sensação de estar-se agregando algo importante e útil a nossas vidas. Lúdico também, mas por que não? Diversão é mto importante.

Parabéns e obrigado pelos momentos mto positivos e agradáveis que nos oferecem.

Lilly disse...

Obrigada, Paulo, por valorizar nosso trabalho, cujos esforços são realizados justo para agradar aos leitores, nossa razão maior de existir. Procuraremos sempre fazer por merecer o agrado de participantes como você.

E sim, volte a nos visitar, tenha certeza de que não se arrependerá e nos dará mto.prazer. Trabalhamos para melhorar cada vez mais e oferecer sempre novidades bem interessantes e originais ao pessoal.

Abraços

Lilly disse...

De fato, Eduardo, o conflito israelenses x palestinos é uma questão mto.complexa, c/mtos.fatores a considerar, que definivamente não tem respostas simples. Pessoalmente, acredito que a gde.maioria dos conflitos dessa natureza não tem mocinhos nem bandidos, seria de um maniqueísmo tolo afirmar diferente. E certamente que o povo judeu é formado por indivíduos, cada um c/ toda a sua singularidade. Eu mesma, como já disse a alguém aqui nesta seção, conheço judeus que são excelentes pessoas; inclusive no meu edifício, de 80 apartamentos, minha melhor amiga é uma judia fora de série em mtos. sentidos. Qdo.trabalhei na Defensoria Pública do Estado do Paraná, um dos clientes que atendia era um senhor judeu mto.bacana, falante e bom contador de histórias, com o qual tinha ótimas conversas. Ele até vez por outra me trazia algum presente em agradecimento a meu atendimento e tb por me querer bem (me deixando inclusive um tanto constrangida diante dos colegas, mas gostava mto.de seu gesto amigável e despreendido.) Na net, participava de um fórum de discussões onde três das melhores e mais cultas pessoas eram judias. Enfim, os exemplos são mtos., e atestam em definitivo que o estereótipo do judeu sovina e c/ um cifrão na mente é puro mito.

Sinta-se sempre bem vindo e à vontade aqui, um espaço democrático e amistoso que privilegia a diversidade, sem preconceitos, sem nenhum posicionamento religioso ou político. Gostamos é de pessoas.

Abraços

Lilly disse...

Sem dúvida que há mto., mas mto. lixo pela web, lamentavelmente, e é impossível qualquer controle de qualidade - pelo menos no atual estágio da internet. Uma de nossas propostas, ao criar este espaço, foi não sermos apenas mais um, evitarmos o máximo possível a falta de qualidade, a mesmice e a irrelevância. Palavras de pessoas como você nos mostram que, aparentemente, temos conseguido nosso objetivo, o que muito nos alegra e estimula a seguir em frente.

Muito obrigada.

Anônimo disse...

Concordo com o Norimar :

" Em primeiro lugar, quero deixar registrado que todas as tentativas de minimizar a gravidade do Holocausto judeu são infundadas ou de má-fé.

Nada se pode fazer para recuperar tantas vidas perdidas para a loucura anti-semita nazista, mas o Holocausto deveria ter servido como um memorial ao direito à vida que os judeus, como quaisquer outros seres humanos, têm.

Há tentativas modernas, entre alguns neonazistas e muçulmanos radicais, de negar o Holocausto. A negação, nesse caso, é o Holocausto da própria Verdade.

Outra tentativa de descaracterizar o Holocausto de sua essência judaica é acrescentando desproporcionalmente a ele outros grupos humanos, como se milhões deles tb tivessem perecido. Hitler realmente tb utilizou os campos de concentração para exterminar criminosos, ciganos, estupradores, homossexuais, deficientes físicos e mentias e opositores do nazismo. Mas seu principal alvo eram os judeus. Seu ódio máximo era contra os judeus. Somente os judeus foram exterminados em seis milhões de vítimas. " [2]




Quem dera nem o Holocausto,nem qualquer outro massacre não tivesse existido MESMO,tentar negá- los é como cuspir na memória dos que foram assassinados nestes tristes episódios ...


fiquei muito emocionada com este tpc, sou descendente de judeus e considero uma das melhores heranças dadas pela minha família, o senso de preservar a dignidade enquanto povo e cidadãos demonstrados pelos judeus desde a Diáspora. E como protestante, eu oro igualmente para judeus E palestinos, pela paz entre eles, e para que se resolvam da melhor forma possível a questão tão momentosa do território entre eles ...


ass. > Nausicaa

Clarice Paciornik disse...

Lindo, emocionante, original e de grande justiça para com nosso povo.
Perfeito!
Sim, sou judia, e me senti homenageada como há muito não me sentia.

Obrigada.

Heilan Schermann disse...

Também sou judeu e não conhecia essa espécie de oração, contendo mesmo algumas preces a Deus Nosso Senhor, a qual achei belíssima e digna de ser levada ao conhecimento de todos, para que possam sentir sua beleza, emoção e se sensibilizarem com o sofrimento de nosso povo, ao invés de falarem e pensarem tantas injustiças contra ele.

Uma pérola com que nos presentearam.

Roman Strickert disse...

Sou judeu, mas nem precisa sê-lo para saber o quanto nosso povo é vítima de perseguições e preconceito de todos os tipos, desde a mídia que divulga inverdades sobre os israelenses até as chacotas que são feitas sobre essa gente valorosa e séria. Publicações como a presente são respeitosas, dignificantes e mostram, com beleza e emoção, a verdade hedionda do que o nazismo tentou fazer com uma raça, e agora há grupos neonazistas tentando distorcer os fatos, um verdadeiro absurdo totalmente inaceitável.

Homero Baptista disse...

Recebi de um amigo a indicação deste blog, me falando de seu conteúdo e visual de qualidade. Finalmente resolvi visitá-lo e vejo que ele tinha razão. Este post sobremaneira, e também a maioria dos outros, preenchem o imenso espaço da web com material útil e relevante, ao invés do lixo que impera por aí.

Continuem assim e parabéns.

Sarkis Karam disse...

Contra todas as expectativas, sou descendente de sírios e quero manifestar meu respeito e amizade pelo DITO inimigo. Eu e tantos outros de minha origem somos a prova de que judeus e árabes podem viver em paz e concórdia. Achei muito bonita e significativa a melancólica e bela homenagem ao povo judeu. Mas quero reiterar que nosso povo também não é o vilão dessa história triste e abominável que vem distanciando e provocando sofrimento em tanta gente inocente, tanto adultos como crianças. Fica meu apelo pela paz entre palestinos e israelenses, entre cada árabe e cada judeu. Somente com amor, compreensão, tolerância e respeito mútuos poderemos algum dia vencer essa inimizade inútil e absurda, essa desgraça que vem dizimando nossos povos, alimentando o ódio e a distância entre seres humanos bons e dignos.

Parabéns pelo post e pelo blog de alto nível. Na medida do possível, procurarei participar deste espaço.

Álvaro Abolnik Max de Souza disse...

Eu e alguns colegas da empresa Hidropel, de poços artesianos, tomamos conhecimento deste blog através de nosso diretor, Carlos Eduardo Vieira, que tem parentes árabes e é um homem muito bom e justo, que fez questão de nos mostrar esta maravilha de texto, esta maravilha de blog, o qual havia conhecido através de um amigo descendente de árabes. A princípio, pensei que havia um pouco de exagero em seus elogios, mas agora vejo que estava certo. Trata-se de uma publicação realmente muito boa e rara, capaz de sensibilizar até mesmo os SUPOSTOS inimigos do povo judeu. Isso não é coisa pouca, como podem imaginar.

Meus parabéns.

Augusto Luiz Prata disse...

A questão israelenses x palestinos é, a meu ver, a mais grave e premente da atualidade, digna de todos os esforços por cada pessoa, cada governo, tanto no sentido de ajudar aos árabes quanto aos judeus, estes tidos injustamente por mtos como os responsáveis pelo conflito. Este post é apenas uma pequena gota no oceano, um tênue grito no deserto, mas se mais iniciativas como esta fossem tomadas, quem sabe aos poucos as pessoas e o mundo não cruzassem mais os braços para este horrível flagelo de um povo destruindo outro inutilmente, por razões que poderiam facilmente ter uma solução, bastando a sensibilidade e a tolerância?

Lúcia Regina Becker disse...

Sou judia e só desejo transcrever o trecho mais brilhante e emocionante de todo um texto que é inteiro uma pérola:

“...E louvado. Auschwitz: Seja. Maidanek: O Senhor. Treblinka: E louvado. Buchenwald: Seja. Mauthausen: O Senhor. Belzec: E louvado. Sobibor: Seja. Chelmno: O Senhor. Ponary: E louvado. Theresienstadt: Seja. Varsóvia: O Senhor. Vilna: E louvado. Skarzysko: Seja. Bergen-Belsen: O Senhor. Janov: E louvado. Birkenau: Seja. Neuengamme: O Senhor. Pustkow: E louvado...”

Obrigada por terem garimpado esta beleza e nos apresentarem com tanta qualidade visual.

Carla Gomes Fricks disse...

É um imenso prazer encontrar na internet, tão tomada pelo irrelevante, pelo descartável, pelo não confiável e pelo puro lixo mesmo, páginas tão bem produzidas e de conteúdo tão fantástico. É um imenso prazer saborear este blog. Procurarei fazê-lo mais vezes, se possível dando meus comentários.

Laerte Martins disse...

Para os que não lembram...... hoje é dia 11 de setembro, aniversário do mais assombroso atentado terrorista de que se tem notícia em todos os tempos, seguido pela imediata retaliação norte-americana, bombardeando violentamente o Afeganistão e matando mto mais pessoas do que as mortas no ataque às Torres Gêmeas. Quem foi mais bárbaro nessa história? Não importa. Importa lembrar do qto o homem tem sido bárbaro e impiedoso ao longo dos tempos e das tantas vítimas inocentes (e existem vítimas não inocentes?) desse barbarismo. Importa não cruzarmos os braços, não ficarmos indiferentes ao pto de considerarmos isso normal e termos ainda a capacidade de nos indignarmos e sensibilizarmos.

Casualmente encontrei este blog e este post numa pesquisa pelo Google. Será que foi por acaso mesmo? Visto que ele é mto ilustrativo da violência, do ódio, da truculência de seres humanos para com outros seres humanos. É uma bela, sensibilizadora e significativa lembrança, que veio a pontuar minhas meditações sobre o 11 de setembro e sobre os destinos do homem. É preciso parar. Mas não daqui a mtos anos. É preciso parar JÁ. É preciso lembrarmos que, além de animais, somos seres racionais e dotados de sentimentos, de virtudes (pelo menos em potencial) como tolerância, compreensão, solidariedade, amor. Para que não venhamos a nos trucidar mutuamente, sendo este o fim horroroso e tão absurdamente desnecessário desta nossa Terra.

Post maravilhoso, que toca sobretudo as emoções, as mais nobres emoções, aquilo que mais precisa ser despertado no homem. Como disse Alfred Hitchcok, "não somos máquinas, somos seres humanos."

Alícia Aires Gevaert disse...

Importante lembrança, amigo Laerte: 11 de setembro, um dia para meditarmos. E nada melhor para isso que um texto como o presente, que toca na ferida da animalidade humana e suas consequências terríveis. E o faz com mta beleza, sensibilidade e força, num verdadeiro libelo contra o ódio injustificado, ao mesmo tempo que num bonito e vigoroso clamor a Deus. Pois quem poderá salvar o ser humano da destruição causada pela ganância, pelo egoísmo, pela indiferença, pelo desprezo ao outro e pela sede de poder? O homem tem se mostrado incapaz disso. Clamemos então ao Nosso Pai Todo Poderoso.

Incrível a força destas palavras que nos ofereceram, pelas quais só posso agradecer e manifestar minha admiração e delícia ao lê-las.

Amauri dos Santos Boscardin disse...

Verdade, amigos. 11 de setembro. Uma data que, mais que o seu significado específico, tornou-se um símbolo. Símbolo da bestialidade humana sem limites, tanto da parte dos afegãos como dos norte-americanos, assim como de cada líder sanguinário que já viveu e vive neste mundo.

Este post também, além da sua qualidade em si, pode ser tomado como um símbolo, de todo o sofrimento humano que já foi causado por essa bestialidade.

Parabéns, amigos deste blog, por esta excelente publicação.

Adalberto Krazinsky disse...

Só tenho a dizer: BRAVO!

E voltarei para conferir mais trabalhos desse nível e poder de nos deliciar.

Lilly disse...

Nausi

Você e eu (vc judia, eu descendente de libaneses) somos uma grande prova de que as pessoas (guardadas as pequenas diferenças individuais) são todas iguais, não deveriam se considerar diferentes e melhores umas que as outras. Não é interessante que justo nós duas NUNCA brigamos e sempre nos entendemos tão bem? Então por que não pode ser assim também com todos?

Olha, gostaria de falar mto mais, mas o tempo está bem curto para mim. Fica meu beijo e a satisfação por você estar participando do nosso blog. :)

Lilly disse...

Caros Heilan, Clarice, Roman, Homero, Sarkis, Álvaro, Augusto, Lúcia, Carla, Laerte, Alícia, Amauri e Adalberto

Gostaria muito, e tenho por hábito, responder cuidadosamente a um por um, mas infelizmente meu tempo anda bastante escasso. Então, por ora fica meu agradecimento à valiosa participação e elogios de todos, assim como meu desejo de que continuem gostando e voltem sempre. Podem estar certos de que a satisfação de vocês é a nossa satisfação e estamos trabalhando constantemente para manter e até aumentar a qualidade deste blog. Pretendemos trazer outros atrativos interessantes, promoções, prêmios e tudo mais que possa tornar este espaço cada vez mais útil e, sobretudo, gostoso.

Beijos a todos.

Fátima Louzada disse...

“SHEMA YISRAEL”... “Escuta, ó Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é Um. Ó Senhor, por vossa graça alimentais os vivos e, por vossa grande piedade, ressuscitais os mortos, defendeis os fracos, curais os doentes, quebrais as correntes dos escravos. E, fielmente, sempre cumpristes as vossas promessas para com aqueles que dormem sobre a poeira. Quem é como vós, ó misericordioso Pai, e quem poderia jamais ser como vós...?”

Dá pra dizer mais alguma coisa depois disso? Somente: Defendei-nos, ó Pai. De toda a crueldade e desmandos dos tiranos, dos sanguinários, dos homens impiedosos e insanos deste mundo.

Excelente trabalho o de vocês, que merece ser divulgado. Se me permitem, já copiei o texto e o estarei distribuindo para todas as pessoas de meu conhecimento.

Elaine de Lemos disse...

Ao ler este texto tão lindo e ao mesmo tempo tão sinistro, vieram-me à lembrança algumas palavras do poema O Navio Negreiro, de Castro Alves:

"Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade...
Tanto horror perante os céus..."

Pois é, não parece mesmo verdade... parece mais um filme de terror daqueles de arrepiar que pessoas tenham sido vítimas de tal atrocidade, sob as mãos de um homem ensandecido de ódio. E pior, que tais coisas continuem acontecendo ainda hoje, de diferentes maneiras, a diferentes povos. No ótimo livro Nada de Novo no Front, o autor, ele próprio tendo vivido os horrores da guerra, diz-nos não compreender como o mundo, as pessoas, não param tudo, não fazem uma greve de proporções mundiais enquanto o terrível absurdo da guerra ainda continuar acontecendo.

Esse texto nos revolta mas também nos emociona, nos mobiliza, nos faz ter vontade de descruzar os braços e fazer algo em favor das vítimas de tantos líderes sanguinários e onipotentes, que se julgam com direitos sobre a vida de tantos inocentes. Um belo e poderoso texto, sem dúvida, e inspirado estava quem o escreveu, assim como os responsáveis por este belo blog ao escolhê-lo.

Obrigada e parabéns.

Andréa Teixeira disse...

Que feliz paralelo fez a amiga Elaine, acima, entre o texto que nos apresentam e o Navio Negreiro, de Castro Alves. Os escravos negros e os judeus nos campos de extermínio têm em comum terem sido pessoas livres, dignas, felizes, que foram cruelmente aprisionadas e martirizadas.

"Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba?
Homens simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos
Sem ar, sem luz, sem razão...
Lá nas areias infindas,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis..."

Vocês nos fazem pensar... e, sobretudo, sentir. Emoções belas, tristes, revoltosas, porém de imensa fé e esperança em Deus, nosso bem maior, que nos livra do mais horrível sofrimento, do mais negro temor.

Graças sejam concedidas a vocês, a seu trabalho... a todos nós, a este mundo que tão necessitado se encontra.

Marcelo C. Boaventura disse...

Eu hoje estava muito triste e sem ânimo para nada, devido a uma certa situação em minha vida, olhando meio distraído e sem interesse alguns sites na internet, quando deparei-me com estas palavras. Ao ler sobre a grande desgraça que enfrentavam aquelas pessoas morrendo e se separando de entes queridos dentro de uma câmara de gás, e ainda assim como uma fé poderosa e contagiante, pensei no infinito poder de Deus e no quanto era pequeno o meu problema diante do dessas pessoas. Imediatamente senti grande alívio e novas forças para enfrentar de cabeça erguida e novo ânimo aquilo que me afligia.
Por isso, agradeço a vocês, por intermédio de quem pude sentir-me assim, renovado, renascido, vivo outra vez. Que Deus os abençoe grandemente, meus amigos. E que a alegria e elevação espiritual que porventura estejam levando a outras pessoas como eu volte a vocês na mesma intensidade.

Maykon Cardoso Maximiano disse...

Meu caso é parecido com o de Marcelo Boaventura..... estava me sentindo infeliz e mto desanimado, cheio de pensamentos sombrios, qdo li esta mensagem tão maravilhosa e repleta de fé em Deus, que imediatamente melhorou meu estado de espírito e me fez sair do estado de apatia em que me encontrava. Acredito que todo o bem que fazemos retorna a nós, não só pela lei de causa e efeito, como tb por obra e graça de Nosso Senhor, então, caso a mensagem que deixaram tenha vindo de seus corações, certamente receberão mtas graças daqu'Ele que é o único capaz de nos tirar de qq infortúnio e encher nossas vidas de paz, alegria e realizações. Recebam os meus agradecimentos, os meus parabéns e o meu desejo de mtas bênçãos em suas vidas.

Marcos Elahel da Silva disse...

Agora são 23:20 h do dia 11 de setembro, esta data inesquecível a quem quer que viva no planeta Terra. Hoje foi um dia mto atribulado para mim e eu já deveria estar deitado para dormir, no entanto estou aqui, sem sono e pensando em mtas coisas, sobretudo no amigo de infância que perdi na pavorosa explosão das Torres Gêmeas. E como uma coisa leva a outra, penso em meus filhos, em como este mundo está perigoso para qualquer ser humano, em qtas e qtas vidas tem sido perdidas estupidamente devido a violência urbana e aos conflitos entre os povos. Estou realmente divagando, e a leitura deste texto levou-me longe, lembrando-me que um judeu morto numa câmara de gás não é mto diferente de um gay que morre assassinado por preconceito numa viela escura. Pobres de nós, escravos da infinita maldade humana e do poder do homem em criar um desenvolvimento que parece ir mais para trás do que para a frente. Porém, acima de tudo, temos nosso Deus, que nos alivia e nos conforta mesmo nas horas mais difíceis e nos dá a esperança de dias melhores, juntos, unidos e em paz com nossos entes queridos, mesmo os que já partiram. Será Ele que me confortará, que embalará meu sono esta noite. E as palavras grandiosas que li neste blog foram as inspiradoras dessa lembrança tão forte de nosso Pai Celestial e de sua presença constante em nossas vidas.

Obrigado.

Juarez Martinez disse...

Que fortíssima imagem a do horrendo campo de extermínio de Birkenau, com aqueles sinistros trilhos de trem indo diretamente para o "portão da morte"! Que fortes e magníficas palavras a deste post, neste blog de grande impacto em conteúdo e visual! Sem dúvida um belo presente a nosso intelecto, nosso espírito e nossos sentidos.

Merecem meus parabéns e meus votos de muito sucesso.

Maria Elisa Simplício disse...

Realmente, o que primeiro chama a atenção nesta publicação é a imagem macabra do campo de concentração para onde se dirigem os trilhos de trem, os quais se sabe que chegavam às centenas, carregados de homens, mulheres e crianças apertados como sardinhas em lata, para serem exterminados impiedosamente. Mas o texto não deixa nada a desejar em impacto, horror, e ainda acrescido de beleza, fé, esperança e elevação espiritual.

Obrigada por nos proporcionarem esse belo e raro momento.

Guilherme R. Heidelberg disse...

Sou descendente de alemães e posso ser tido como suspeito para falar, como apenas um neonazista advogando em causa própria, mas não se trata disso. Como devem saber, os alemães também são conhecidos por sua imparcialidade e seriedade, e eu não viria aqui para dizer coisas fúteis e sem conhecimento de causa. A história não é bem como o senso comum supõe, os judeus não foram vítimas de tamanha perseguição por Hitler, pelo menos não mais do que outras minorias, como alguns negros, homossexuais, ajeijados, deficientes físicos e mentais, etc. A história não conta, por exemplo, que nem todos os negros eram perseguidos, somente aqueles considerados perniciosos à sociedade, e, mais que isso, que a própria SS continha negros em seus quadros. Essas e outras omissões históricas deixaram um estigma no povo alemão, que a mídia norte-americana e judaica só faz por aumentar. Entre os alemães estão algumas das melhores e mais sensíveis pessoas, como tantos escritores, pintores, filósofos, compositores, políticos, pessoas comuns, etc. Gostaria muito que o estereótipo do alemão frio, desalmado e cruel fosse eliminado do imaginário das pessoas, porque essa é a verdade: somos pessoas de carne e osso, e entre nós existem tanto os bons como os maus, como em qualquer outro povo.

Porém, não tiro o valor deste blog e desta publicação, não desmereço o sofrimento do povo judeu, apenas peço que também façam justiça e homenagens ao povo germânico, pródigo em contribuições as mais elevadas para a humanidade em todos os tempos.

Terre Nunes disse...

Li, querida

Andei afastado por um tempo a trabalho e não pude entrar no blog, mas valeu a espera. Aí está um tema mto bem lembrado, muitíssimo interessante, que souberam abordar de forma bastante atrativa e não usual. Gostei pra caramba, e vc sabe que sou franco, se não tivesse curtido ficaria na minha. O tempo ainda está corrido e não posso me estender mto, mas logo as coisas vão acalmar, aí comento os posts com mais profundidade.

Beijão

Lilly disse...

Fátima

E o que devo EU dizer, depois dessa sua prece tão pungente e vigorosa? Somente mesmo... Amém, amiga. Que a Terra e todos nós precisamos muito dessa ajuda.

Claro que pode copiar e distribuir o texto, ele é mesmo muito bonito e inspirador (e de domínio público.)

Abraços

Lilly disse...

Bela lembrança, Elaine.

Realmente, pode-se fazer um paralelo entre os negros africanos escravizadoe e os judeus prisioneiros nos campos de concentração. E quem melhor que Castro Alves p/ descrever, c/ força e maestria, a tragédia de seres humanos cativos e martirizados?

Também li "Nada de Novo no Front" e lembro bem as palavras contundentes e persuasivas do autor ao exortar-nos todos p/ pararmos tudo e não aceitarmos por mais nenhum minuto a continuidade das guerras. Mas que poder temos nós p/ isso, diante dos donos do mundo, pessoas que, mais por interesses econômicos do que por qq outra razão, desejam e fazem a guerra? Ok, pode ser comodismo nosso, mas se nem os melhores e mais influentes diplomatas e negociadores de todas as áreas conseguem dar um fim nesse flagelo... como poderíamos nós, tão pequenos? Segundo o psiquiatra, psicoterapeuta e escritor (falecido há pouco tempo) José Ângelo Gaiarsa, nós mulheres teríamos um poder enorme nesse sentido: bastaria recusar-nos a termos filhos p/ morrerem em guerras até que os poderosos gananciosos e sanguinários desistissem em definitivo delas. Isso me parece bem utópico, dada uma série de fatores, mas quem sabe algum dia não possa aparecer uma gde. líder que, num ato corajoso e visionário, consiga mobilizar um nº significativo de mulheres em todo o mundo p/ essa tentativa? Quem sabe essa líder não possa vir a ser vc ou eu? Surreal demais? Talvez nem tanto... Ideias aparentemente malucas, porém bem sucedidas, existiram desde sempre.

No mais, fico contente por este texto tê-la tocado e mobilizado dessa forma: sinal de que estamos não só divertindo como também sendo úteis.

Beijos

Lilly disse...

Andréa

O mesmo que respondi à Elaine, logo acima, respondo a vc.

Acrescentando que, a meu ver, o sentir por vezes é mais importante que o pensar, já que é ele que realmente nos faz perceber tudo... feiúras, belezas, emoções diversas, além de nos mobilizar p/ a ação, qdo é o caso.

E por fim... Amém às suas palavras finais, e obrigada.

Lilly disse...

Caro Marcelo

Fico contente por este simples texto ter sido capaz de te erguer emocionalmente. Pois é, amigo, acontece de às vezes esquecermos que temos esse imenso poder e amor ao nosso dispor, e é preciso algo que nos desperte.

Sentimo-nos agradecidos, mas na verdade não é a nós que deve agradecer, e sim àqu'Ele que realmente te elevou e renovou as forças. De qualquer modo, muito obrigada por sua alma generosa, que nos deseja tantas coisas boas. E que assim seja.

Abraços

Lilly disse...

Caro Maykon

Pois é, somos todos humanos e sujeitos a momentos luminosos e outros nem tanto, mas o importante é que podemos nos dar as mãos e, sobretudo, buscar e obter o valioso e amoroso auxílio de Deus.

Acredito que aqui, nesta aparentemente simples troca de palavras escritas, estamos formando uma egrégora de luz, paz e alegria p/ todos nós, de modo que tudo que vc generosamente nos deseja está se dirigindo também a vc.

Um abraço

Lilly disse...

Caro Marcos

Nada tenho a acrescentar a suas bonitas e tão verdadeiras palavras, a não ser sugerir que não se sinta tão pessimista em relação ao mundo e ao homem - o qual, assim como é capaz das piores e mais mal-intencionadas ações, tb é autor de grandes realizações e nem sempre que erra é por má-fé.

Felizmente, vc decidiu dormir na melhor companhia possível, e quem sabe amanhã, que é um outro dia, tudo lhe pareça mais claro.

Abraços

Lilly disse...

Caro Juarez

Também acho forte e bastante eloquente essa imagem; talvez nada mais fosse necessário nesta postagem além dela e sua legenda. No entanto, através das palavras, pudemos expressar algo de mais otimista e alentador.

Fico muito agradecida por valorizar tanto nosso trabalho (que é feito não só por prazer como também para agradar aos leitores) e por seu desejo de sucesso a nós.

Abraços

Lilly disse...

Cara Maria Elisa

O mesmo que disse ao Juarez, logo acima, digo a você: a imagem, juntamente à sua legenda, também me parece muito forte, a ponto de até poder dispensar um texto a seguir, porém este serviu para transmitir também sentimentos luminosos e esperançosos, não só horror e sombras.

Obrigada você, por estar aqui e prestigiar nosso trabalho.

Abraços

Lilly disse...

Caro Guilherme

Não é de forma alguma nossa intenção alimentar preconceito e ódio contra nenhum grupo ou povo. Esta publicação foi uma alegoria em forma de prece ao sofrimento do povo judeu, que realmente existiu, em maior ou menor escala.

Isso não significa nenhum demérito ao grande e valoroso povo alemão, que é formado por indivíduos, pessoas umas diferentes das outras, além de sempre ter contribuído e ainda contribuir enormemente com grandes realizações e personalidades, na ciência, na tecnologia, na arte, etc., com grandes almas como Göethe, Bach, Schopenhauer, Mozart, Beethoven, Häendell, Wagner, Fassbinder, Herzog, etc., etc., etc. Inclusive neste blog já homenageamos o grande mestre Bach por duas vezes, além de outro gênio, Mozart. Mas sua queixa me inspira a fazer uma homenagem mais específica ao povo alemão - e não faltam formas e motivos para fazê-lo.

Por fim, agradeço à sua gentileza de reconhecer o valor de nosso trabalho e a bondade de admitir o sofrimento judeu.

Um abraço

Lilly disse...

Terre, meu amigo

Fico contente por ter reaparecido! Mas não se preocupe, não precisa dar explicações por eventualmente não poder frequentar nosso blog; nossas vidas às vezes tomam rumos diferentes, não é?

E... sim senhor, faça o favor de continuar gostando daqui! É uma ordem! rsrsrs

Beijão pra ti também

Vanessa Godinho disse...

Que blog lindo e com conteúdo maravilhoso!

Fiquei fã. Este post, então, está demais.

Beijos

Geison Borges disse...

Olá pessoal!

Mto bom este post, impactante e emocionante. E que beleza de blog! Só se me permitem gostaria de dar uma sugestão: apesar de achá-lo mto bonito e de impacto, creio que uma cor clara no fundo daria mais leveza e faria com que mais pessoas procurassem este espaço. Como vejo por aí os blogs mais acessados.

Abraços

Ênio disse...

Que colírio para os olhos e que alimento maravilhoso para o espírito é este blog! Este post então está qualquer coisa de muitíssimo especial. É mto gratificante acordar cedo e me deliciar assim. Obrigado.

Heriberto Fachinni disse...

Mto interessante, uma boa novidade um blog com o título Lero Musical, ou seja, de música, nos trazer tb assuntos não ligados à ela...... De qq modo, o hino de Israel é mto bonito e não deixa de ser uma música. Resta saber se isso não vai confundir ou decepcionar as pessoas que procuram só música...... Não é o meu caso, achei uma ótima surpresa, ao mesmo tempo que se curte música ainda se deleitar com uma outra coisa. Além disso é sempre bom ouvirmos os mais diferentes tipos de música, no caso deste hino uma música que jamais procuraríamos e seria uma pena perder.

Parabéns aos responsáveis por este belo blog, em todos os sentidos.

Djair disse...

Dei uma olhada rápida nos comentários e notei que a maioria só elogiou o post........ fiquei meio cabreiro, mas o li e sem dúvida é mto bom e interessante, assim como todo o blog.... aliás, gostaria, se for possível, de saber se foi feito com template ou com HTML.... se foi com template, poderiam me dizer onde encontraram? Pois quero montar um blog e gostaria que fosse de qualidade como este.

De antemão agradeço

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