segunda-feira, 30 de julho de 2012

Música e sua função política e social




Via Somos Todos Palestina


Fundador da banda Pink Floyd junta-se à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel e apela aos colegas da indústria da música e a artistas de outras áreas para que adiram também.


O fundador, vocalista e baixista da banda Pink Floyd, cuja música "Another Brick in the Wall Part 2" serviu de hino da juventude negra sul-africana contra o apartheid e, mais tarde, foi também cantada por jovens palestinianos contra o muro que Israel construiu nos territórios ocupados, anunciou este domingo a sua adesão ao boicote cultural contra Israel.
Waters apelou aos colegas da indústria da música e a artistas de outras áreas para aderirem à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que termine a ocupação e a colonização de todas as terras árabes e o muro seja desmantelado; sejam reconhecidos os direitos fundamentais dos cidadãos árabo-palestinianos de Israel em plena igualdade; e sejam respeitados, protegidos e promovidos os direitos dos refugiados palestinianos de regressar às suas casas e propriedades, como estipulado na resolução 194 das NU.

Para ler na íntegra a carta aberta divulgada pelo músico britânico, clic no link > Carta de Roger Waters




Reações:

15 comentários:

Lilly disse...

Marlon, você disse que ia me fazer uma surpresa... e fez mesmo, uma baita e feliz surpresa! Ninguém menos que Pink Floyd, representado por Roger Waters! Eu poderia dizer que faltou Bono Vox, o Chico, o Vandré e alguns outros que têm participação social e política, mas entendi que você quis focar e detalhar o vigoroso trabalho do Waters, que aliás tem um grande poder de influência.

E Comfortably Numb é uma das canções que acho mais lindas, fortes e tocantes do Pink Floyd (bom, nem vou falar no teu bom gosto pra música, que isso já é lugar 0comum).

Amei!!!

Beijo

Felipe Santana da Silva disse...

Uma das melhores bandas, para nao dizer grupo musical, de todos os tempos. Mother e um classico que eu considero o melhor da banda.

Lilly disse...

Lipe

Pra não dizer que é a banda mais conhecida de todas até hoje, uma verdadeira unanimidade, aquela que vem à mente de qualquer pessoa quando se fala em rock. E é legal o Roger Waters, com a consciência do poder de influência do Pink Floyd, trabalhar firme e seriamente por questões tão relevantes. Uma consciência que toda pessoa, todo artista formador de opinião deveria ter.

Gracias por estar aqui conosco novamente.

Besos, moli!

Gary disse...

O Waters é um gênio, mas essa militância dele é inócua. A genialidade dele se atém apenas à música, se nem historiadores como Noam Chomsky e Eric Hobsbawm não mudaram uma vírgula de nossa história, quem dirá o Waters.

Mas musicalmente falando, pra mim ele é um dos melhores compositores do rock, pena que seu ego, que chega a ser maior que o nariz dele, dissolveu a banda. Mas ainda é um gênio, ele pode ser esnobe rs

Lilly disse...

Gary

Ok, o mais provável é que seus esforços sejam mesmo inócuos, já que os problemas mundiais são tão graves, complexos e crônicos. Mas a diferença dele e de historiadores intelectuais e desconhecidos do grande público é que não têm o apelo, o apoio popular em massa e o poder de mobilização de um artista do quilate do Waters, que inclusive não tem como não se associar ao Pink Floyd. E Waters vem mostrando grande seriedade e força no trato com essa questão.

Beijo

Marlon Sérgio disse...

Gary, não entendo, de forma alguma, a militância de Waters como inócua, improdutiva, muito pelo contrário. Ele coloca toda sua fama e poder de influência, os quais tem de sobra, em causas realmente relevantes. Que interesse teria Waters como um dos mais importantes e bem sucedidos nomes do Rock mundial de todos os tempos, em fazer uma militância que lhe rende até mesmo seguidas ameaças de morte? O que levaria um artista que é uma verdadeira lenda viva, milionário, a comprar esta briga com gigantes em defesa de pessoas e povos mais fracos, espoliados e massacrados pelo poder bélico e econômico? Vaidade? Uma certa obcessão pela fama e holofotes? rsrs

Eu, particularmente, acho louvável sua coragem, seu senso de justiça e seu desprendimento, que o torna, além de um extraordinário instrumentista, compositor e vocalista, um ser humano ainda mais admirável, a exemplo de sua mãe, que era uma militante comunista e da qual Waters se orgulha muito. Os problemas que puseram fim à mais completa banda de rock da história, reunem fatores que vão bem mais além do que uma suposta vaidade exacerbada por parte de Waters. Bem, mas ainda podemos ouvi-los. Obrigado, Lilly, pelos elogios. Os teus comentários e críticas nos incentivam a tentar fazer cada vez melhor! Obrigado também ao Gary, que, apesar de suas ressalvas em relação ao Waters, se confessa um grande fã da banda. E também ao nosso guitarrista Felipe, que, por sua vez, nos proporciona um prazerzão pelo reencontro e por participar do blog com seus comentários de quem é do ramo! Abços! SALVE, SALVE PINK FLOYD!!!!

Anônimo disse...

Waters engrossa as colunas de militantes não necessariamente pró-palestina, mas sim de militantes (novos militantes) humanitários, que mesmo como todo o lobby judeu conseguem vislumbrar o que se passa por de trás desse véu pardo imposto pelo Estado de Israel onde eles julgam estar tudo bem e apenas tomando aquilo que segundo dizem, lhes é de direito: as terras palestinas.

O exemplo dele servirá para que muitos que se identificam com ele, com seu trabalho e com o próprio Pink Floyd possam se posicionar contra este estado quase terrorista que Israel criou e com o qual tem massacrado o povo palestino.

A musica mundo a fora (e no Brasil inclusive)sempre teve e sempre terá força politica, pois é mais fácil cercear a imprensa escrita, mas quase impossível impedir que as pessoas falem (ou, neste caso, cantem).

Muito bem observado seu comentário Marlon, pois independente do "ego" o que importa ali não deixa de ser o exemplo e o chamamento de outras pessoas públicas, para que e posicionem sobre o assunto e pressionem por uma resolução do mesmo.

Apollo

Laguna Sunrise disse...

Eu lembro de quando eu e um amigo ouvimos o the wall pela primeira vez. A gente achou difícil de se apreciar. Mas quem manda jogarmos war e ouvir o disco ao mesmo tempo rs. conheço quase nada da banda,nunca ouvi ninguém criticar. bom, um disco para a lista

Lilly disse...

Oi, Toddy!

Que bom te ver por aqui de novo... Será que tá ficando fã?... Seria bom demais!!!

Qto.ao pessoal militante, acrescento que na área musical há mais gente do que mtos.imaginam trabalhando por causas importantes, como por ex.o David Grohl, do Foo Fighters, que na minha opinião é uma das poucas bandas que mantêm o velho e bom estilão do rock dos anos 70 e 80. Ele têm uma ação vigorosa em questões ecológicas e de preservação do planeta.

Agora, todos criticam os EUA, mas uma gde.vantagem eles têm: digam o que disserem, são uma democracia poderosa (ressalvadas as restrições), pq permitem que seu povo se expresse até contra os interesses e contra a imagem do país. Imagine, os Estados Unidos são dominados por judeus! Por ex.,o cinema tá ma mão deles. O Mel Gibson foi sutilmente execrado pelo filme A Paixão de Cristo (que vc deve ter visto), só não foi mais pq o povo gosto mto. do filme. Só que o Mel não tem mais conseguido papéis em filmes bons, e opta então por não fazer nenhum. E lembra daquela música do Green Day, "American Idiot", que bombou em todo o mundo, criticando duramente a mentalidade de certo tipo de americano e a mídia do país? Vê se no Brasil tem isso... lembra da música dos Paralamas que foi censurada e não tocava nas rádios por falar em "300 picaretas no Congresso"? É esta aqui: http://www.youtube.com/watch?v=hQPhhua-_6I&feature=results_main&playnext=1&list=PL805AD75D95FCB4C0

E não estávamos mais na ditadura militar.

Mas enfim, o bom artista tem a prerrogativa de, de certa forma, ter mais força e apoio do povo do que qualquer grupo político ou lobby, um gde.poder de formação de opiniões e mobilização da população - contra o que os governantes e lobbies não podem fazer nada - e valorizo mto.aqueles que utilizam essa condição e se mexem por algo mais que seus interesses próprios.

Beijão

Lilly disse...

Querido Laguna

Que bom que vc veio... bom mesmo... :) (e mto. legal ter tido vontade de opinar em outras postagens!)

Qto.ao Pink Floyd, eu não te desrespeitaria sugerindo que tentasse gostar dele se não considerasse essa banda fenomenal, única, uma quase unanimidade em todo o mundo, e não se trata de rock pesado, pode agradar a pessoas dos mais diferentes gostos musicais. Mas minha dica é que vc comece c/ o disco "The Dark Side of the Moon", só pra ter uma ideia do estilo diferenciado e mega competente deles, e só depois parta p/ outros. Embora The Wall seja um trabalho fantástico, intimista e ao mesmo tempo mto. crítico, de uma forma até deprimente, mas não menos bonita e forte, em melodias e letras. (Procure ver o filme que vc entra mais no clima das músicas).

Agora, eu com esse palavrório todo... talvez devesse só te dizer: ouvir The Wall jogando War? Fala sério... é o mesmo que tentar ler um livro de filosofia ouvindo Iron Maiden... não tem como gostar e entender... eheheheh

Enfim, eu te INTIMO a gostar do Pink Floyd, mesmo que o teu estilo preferido seja funk carioca e pagode balançadinho... rsrs

Bom, qto. ao trabalho do Roger Waters, deixemos p/ outra hora. O importante mesmo é falar de música! Música é tudo!!!

Muitos beijinhos

Marlon Sérgio disse...

Quem é vivo sempre aparece mesmo, né não, Laguna? rs

É um prazer te ver por aqui, cara! Olha, tá certo que o Pink Floyd é o precursor do chamado Rock psicodélico, mas daí a ouvir The Wall jogando war, não dá, né? rsrs

Não preciso dizer quantas bandas de Rock há pelo mundo fazendo música de altíssima qualidade; mas, sem fanatismo e com toda a imparcialidade possível eu digo que Pink Floyd faz a diferença, pela qualidade vocal, instrumental, harmônica, e tudo mais. Eu diria que Pink Floyd revelou, em matéria de Rock, alguns dos melhores e mais criativos artistas da história da música todos os tempos! Influenciam gerações por todo o mundo até os dias de hoje. Pink Floyd é escola, é legado de Rock dos mais ricos e belos que existem! Ponha mesmo na sua lista de compras algo da banda. Te garanto que vai passar a fazer parte de seu "cardápio' musical diário! Forte abraço, Laguna!

Leonardo disse...

Na medida em que os músicos são artistas e as artes compõe a cultura de um país, fica claro que são agentes importantes no que diz respeito o desenvolvimento cultural de um povo. Como a cultura é a exteriorização dos anseios daquelas pessoas - agentes políticos e sociais natos -, fica claro como bons artistas, que realmente defendam bandeiras que valham a pena, podem fazer um bem para a sociedade.

Infelizmente, a mídia valoriza algumas coisas enquanto os artistas certamente pensam em outras. São poucos os que realmente conseguem fazer algum trabalho sem que isso ameace o pão nosso de cada dia. O rock certamente tem bons representantes do gênero, mas, acredito que outros estilos tenham em suas raízes motivações políticas e sociais tão fortes quanto o rock.

Nathieli Ceccon disse...

Naum quero nem saber, o Roger Waters é tão lindo e o Dave Gilmour também que eles naum precisam fazer nada mais, soh ficar parados respirando... Viva o rock! VIva o Pink Floyd!.........EEEEEEEEEEEEE!!!!!

Lilly disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Nathy, sua maluca safadinha...

Mas tenho que concordar, o Roger Waters é um gostoso que é que nem vinho, fica cada vez melhor com a idade. E o David Gilmour, apesar de ter sido um super lindaço na juventude, hoje ainda tem uma beleza madura, um ar poderoso e tem muita presença.

E concordo também que... VIVA O ROCK E VIVA O PINK FLOYD!

Beijokas

Lilly disse...

O rock certamente tem bons representantes do gênero, mas, acredito que outros estilos tenham em suas raízes motivações políticas e sociais tão fortes quanto o rock.

Léo

Que delícia que voltou! Torço por que fique cada vez mais nosso fiel seguidor! :)

Olha, qto.à questão do pão nosso de cada dia, vc acha que o Roger Waters, o Pink Floyd, precisam se preocupar c/isso? Já têm um estratosférico público fidelíssimo e já ganharam e ganham dinheiro para as próximas 50 encarnações e não precisam fazer concessões p/ agradar a midia, por isso têm uma gde. liberdade de ação.

Concordo que representantes de outros estilos também têm grande potencial para participação social e política, e até comentei isso c/ o Marlon aqui, mas ele quis fazer uma postagem mais focada no Roger Waters mesmo - e àquilo que ele remete: ao Pink Floyd.

Beijos

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