terça-feira, 3 de abril de 2012

Lenine traduz como poucos a grande riqueza e diversidade cultural-musical do Brasil



 
“Êta” pernambucano iluminado, sangue de trovador nas veias, presente natural dos deuses da música. Natural de Recife, Oswaldo Lenine Macedo Pimentel ganhou o Brasil e o mundo através de sua arte musical, poesia e swing-beat, a somar com o prestígio de ocupar a cadeira de número 38 como acadêmico correspondente da Academia Pernambucana de Letras. Ah, Lenine… Cantor, compositor, arranjador, escritor e letrista, Lenine nasceu em Recife, no dia 02 de fevereiro de 1958. 

Os pais de Lenine, como quase toda família à moda antiga, tinham seus costumes seguidos com afinco. Seu pai era comunista e tinha Marx como leitura obrigatória, e sua mãe, era quem levava os filhos à igreja, pelo menos até os 8 anos de idade. Costumava-se ouvir variados estilos de música desde cedo na casa dos Macedo Pimentel. Ouvia-se canções napolitanas, música alemã, música do folclore russo, Chopin, Gil Evans e com o passar dos tempos Hermeto Pascoal e o movimento tropicalista, influenciando diretamente na música de Lenine. Mudou-se para o Rio de Janeiro no final dos anos 1970 por perceber que as possibilidades de nortear algo mais plausível para sua arte pulsariam com mais vigor naquela metrópole, já que os recursos para se fazer música no Recife, até então, estavam longe de ter a relevância representada hoje pelo Mangue-beat, o penúltimo – tomara – movimento com força expressiva surgido no País.

 A primeira cantora a gravar uma obra sua foi Elba Ramalho, depois disso veio O Rappa, Fernanda Abreu, Milton Nascimento e outros. Lançou 6 álbuns e 3 DVD’s. O primeiro, em 1983, intitulado Baque Solto, continha Maracatu Silêncio, Mote do Navio, Sopro do Amor e mais nove faixas. O sexto da carreira, o Labiata, que é o nome de uma orquídea, também lançado em LP, lhe concedeu notoriedade internacional e uma turnê pela Europa, África e Ásia. Labiata trazia algumas músicas como: É o Que Me Interessa e Continuação, que refletem o lado filosófico do ser humano, como é costumeiro na construção musical desse astro da música popular do Brasil. Depois desse último foram lançadas duas coletâneas reunindo os grandes sucessos da carreira. 

Produziu o disco “Segundo” de Maria Rita, “De Uns Tempos Pra Cá”, de Chico César, “Lonji” de Tcheka, um cantor e compositor do Cabo Verde e “Ponto Enredo” de Pedro Luís e a Parede. Lenine trabalhou com os diretores de televisão Guel Arraes e Jorge Furtado, onde fez a direção musical de “Caramuru, a invenção do Brasil” que, além de minissérie, virou um longa. Participou também da direção de “Cambaio”, musical de João Falcão e Adriana Falcão, baseado em canções de Chico Buarque e Edu Lobo.

Na sua trajetória, Lenine ganhou dois prêmios Grammy Latino por “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” com o disco “Falange Canibal” e na categoria “Melhor Canção Brasileira”, em 2009, com a música “Martelo e Bigorna.” Lenine reinventou a forma de tocar o violão com rifes e afinação diferenciados, marcando cada compasso de uma forma única, assim como seu nome e sua poesia, no cume mais alto da motanha de música que é o nosso cancioneiro brasileiro. 

SALVE LENINE!!!


Reações:

1 comentários:

Douglas Monforte disse...

Lenine é realmente uma de nossas grandes riquezas musicais. É um artista que esbanja talento, versatilidade e originalidade como compositor, músico e arranjador. A música escolhida para esta postagem, especialmente esta gravação, não poderia ser melhor. Parabéns a todos os participantes e, principalmente, aos envolvidos na parte de criação do site. Abraços

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