sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Música Sertaneja: De Cornélio Pires a Vítor e Léo




Trajetória da música sertaneja no Brasil

Autor - Sandro Batalha de lima
- RA 334162
Polo- Itapetininga

A música sertaneja como tal surgiu em 1929, quando Cornélio Pires, pesquisador, compositor, escritor e humorista, começou a gravar "causos" e fragmentos de cantos tradicionais rurais na região cultural caipira, que abrange a área do interior paulista, norte e oeste paranaenses, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e mato-grossense.
Esse ( maravilhoso gênero ) era conhecido como música caipira, cujas letras evocavam a beleza bucólica e romântica da paisagem, assim como o modo de vida do homem do interior em oposição à vida do homem da cidade.
Podemos destacar as primeiras gravações de modas de viola e de outros gêneros caipiras por violeiros-cantadores do interior paulista, em 1929 – na série de discos produzida por Cornélio Pires para a Columbia. Na década de 30, vieram os sucessos de João Pacífico e Raul Torres, de Alvarenga e Ranchinho. Já Tonico e Tinoco pontificaram a partir dos anos 40.
O apogeu dos caipiras foi nos 50: levas de duplas, especialmente do interior de São Paulo, tiveram espaço nobre nas gravadoras e emissoras de rádio. O filão caipira abrigou, nessa época, as guarânias de Cascatinha e Inhana e as rancheiras mexicanas de Pedro Bento e Zé da Estrada. Entre 60 e 70, o aparecimento de Sérgio Reis e Renato Teixeira – o primeiro saído da Jovem Guarda, o outro dos festivais da TV Record – agitou o mundo sertanejo. Exatamente em 1960 um genial violeiro do norte de Minas, Tião Carreiro, inventava o pagode caipira, mistura de samba, coco e calango de roda (na definição de outro tocador e conterrâneo, Téo Azevedo). No início da década de 1970 surge também uma dupla que estoura nas paradas de sucesso em todo o país. Milionário e José Rico seriam uma das duplas sertanejas precursoras do gênero com temáticas predominantemente românticas, trazendo inovações instrumentais, rítmicas e vocais que permaneceriam até os dias de hoje.
A partir da década de 1980, tem início uma exploração comercial massificada do estilo “ sertanejo” . Surgem inúmeros artistas , quase sempre em duplas , que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa.
“Esses artistas passam a ser chamados de: duplas sertanejas “.Começando com os inesquecíveis Chitãozinho & Xororó, Leandro e Leonardo e, posteriormente, Christian e Ralf, Zezé di Camargo e Luciano; uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno , que alcança o seu auge entre 1988 e 1990.
Em seguida, começa uma decadência do estilo na mídia. A música sertaneja perde bastante popularidade, mas continua sendo ouvida principalmente em áreas rurais do centro – sul do Brasil.
No entanto, no início da década de 2000, inicia-se uma espécie de “ revival” deste estilo, principalmente devido á sucesso de duplas como Bruno & Marrone e Edson & Hudson, e sua ampla divulgação na mídia, sobretudo a televisiva .
Ao longo desta evolução, evitou-se cuidadosamente o termo: “ caipira “ que era visto com preconceito nas cidades grandes. O estilo “ sertanejo” ao contrário da música caipira , tem pouca temática rural para poder agradar habitantes de cidades grandes.
A temática da música sertaneja, é, em geral, o amor não correspondido, o marido traído. Por esses motivos, o sertanejo industrial é também chamado de sertanejo urbano e, pejorativamente, de “sertanojo, breganeja, ou até de música de “corno e de impotente sexual". No final da década de 2000 surge uma avalanche de duplas representantes de um estilo denominado pelo mercado fonográfico de sertanejo universitário, bem aceito pelo público, mas alvo certeiro da crítica. Em contrapartida, surge uma dupla que agradaria até mesmo parte dessa crítica especializada, Vítor e Léo que, com um estilo bastante versátil, com letras, melodias e arranjos bem elaborados tornariam-se a grande sensação do sertanejo-country do final da década.
A música de raiz , a musica rural que mantém seu temas , para diferenciar da música sertaneja , passa a se denominar então de “ música de raiz” , querendo dizer que esta verdadeiramente ligada á suas raízes rurais e á moda de viola e a terra , ao sertão , pois o termo “ bens de raiz “ significa as propriedades agrícolas.
Recentemente o compositor Renato Teixeira compôs a música “ rapaz caipira “ como crítica aberta á “ musica sertaneja “ e fazendo renascer a expressão : Música Caipira.
Como acontece em todos os gêneros musicais, também os amantes da viola sertaneja sempre conseguem garimpar e encontrar verdadeiras preciosidades antigas e modernas, da música sertaneja de raiz.
A Música Sertaneja surgiu como uma produção independente voltada para um público específico e se manteve nas fronteiras do mercado , com um consumo pequeno , mas constante.
Podemos dizer que a música sertaneja e a música de raiz possuem estruturas globalizadas porém, com produções e consumos regionalizados.

Bibliografia

Música Sertaneja e Globalização – Disponível em : acesso em 09 de abr 2009 .
Música Sertaneja – Disponível em : <> acesso em 09 de abr 2009.
A verdadeira Música de Raiz – Disponível em : <> acesso em 09 de abr 2009 .

"Os trechos em destaque são adaptações do autor da postagem."

Fonte: www.emportuguesuab.blogspot.com/2009/04/trajetoria-da-musica-sertaneja-no.html

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