quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

As 100 melhores da MPB - Você concorda?


Na edição de aniversário da Rolling Stone Brasil, esta publicação decidiu eleger as 100 maiores músicas da música brasileira, uma lista bastante eclética. Não descrevem os critérios mas isso também não interessa nada. É, no entanto, curioso olhar e comentar algumas escolhas. Estão aqui a maioria dos consagrados, desde Noel Rosa, Pixinguinha, Cartola, passsando pelos percursores da Bossa Nova, Vinicius, Tom Jobim, Elis Regina, Baden Powel, Carlos Lyra e a geração seguinte, Caetano, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Os Mutantes.
Estão presentes os extremos, como Raul Seixas e Roberto Carlos, da história mais recente os estranhos Chico Science & Nação Zumbi ao lado dos low profile Legião Urbana ou dos mainstream Titãs.
Estão também todos os clássicos, o hino informal do Brasil, "Carinhoso", o primeiro sucesso da Bossa Nova, "Chega de Saudade", o maravilhoso "Àguas de Março", o delicioso, "O Mundo é um Moínho", o romântico "Quero que tudo vá para o Inferno", a "Aquarela do Brasil" do grande compositor Ary Barroso, o inocente "Primavera" do Tim Maia, a tranquila "Manhã de Carnaval" e, curiosamente, a versão do "Garota de Ipanema" seleccionada, a canção mais gravada de todos os tempos, é a do Pery Ribeiro e nao a do Vinícius e do Tom.
Adoro a música "Construção" do Chico mas não a elegeria como número 1 mas confesso que também não sei qual seria. Sinto falta de algumas músicas e de alguns intérpretes, principalmente os mais contemporâneos como Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, Nando Reis ou mesmo Maria Rita e Seu Jorge :) e alguns já consagrados como Djavan, a Marina Lima ou a Fernanda Abreu que, apesar de tudo merece referência devido à música "Você não soube me amar" dos seus tempos no Blitz com o grande Evandro Mesquita!
Para finalizar, acho que fizeram uma grande sacanagem aos Hermanos e aos seus fans pois, com tantas músicas boas, foram eleger a música que é o ódio de estimação do grupo e dos seus fans incondicionais, a "Ana Júlia", a única pela qual eles não querem ser lembrados!

Nº 1 - "Construção" - Chico Buarque
Nº 2 - "Águas de Março" - Elis Regina & Tom Jobim
Nº 3 - "Carinhoso" - Pixinguinha
Nº 4 - "Asa Branca" - Luiz Gonzaga
Nº 5 - "Mas Que Nada" - Jorge Ben
Nº 6 - "Chega de Saudade" - João Gilberto
Nº 7 - "Panis et Circencis" - Os Mutantes
Nº 8 - "Detalhes" - Roberto Carlos
Nº 9 - "Canto de Ossanha" - Baden Powell/ Vinicius de Moraes
Nº 10 - "Alegria, Alegria" - Caetano Veloso
Nº 11 - "Domingo no Parque" - Gilberto Gil & Os Mutantes
Nº 12 - "Aquarela do Brasil" - Francisco Alves
Nº 13 - "As Rosas Não Falam" - Cartola
Nº 14- "Desafinado" - João Gilberto
Nº 15- "Trem das Onze" - Demônios da Garoa
Nº 16- "Ouro de Tolo" - Raul Seixas
Nº 17- "O Mundo é um Moinho" - Cartola
Nº 18- "Sinal Fechado" - Chico Buarque
Nº 19- "Quero Que Vá Tudo pro Inferno" - Roberto Carlos
Nº 20- "Preta Pretinha" - Novos Baianos
Nº 21- "Tropicália" - Caetano Veloso
Nº 22- "Da Lama ao Caos" - Chico Science & Nação Zumbi
Nº 23- "Inútil" - Ultraje a Rigor
Nº 24- "Eu Sei Que Vou Te Amar" - Vinicius de Moraes
Nº 25- "País Tropical" - Wilson Simonal
Nº 26- "Roda Viva" - Chico Buarque & MPB 4
Nº 27- "Garota de Ipanema" - Pery Ribeiro
Nº 28- "Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores" - Geraldo Vandré
Nº 29- "Nanã -Coisa Número 5" - Moacir Santos
Nº 30- "Baby" - Gal Costa
Nº 31- "Travessia" - Milton Nascimento
Nº 32- "Ovelha Negra" - Rita Lee
Nº 33- "Pérola Negra " - Luiz Melodia
Nº 34- "Brasil Pandeiro" - Brasil Pandeiro
Nº 35- "Trem Azul" - Lô Borges
Nº 36- "O Bêbado e a Equilibrista" - Elis Regina
Nº 37- "Primavera" - Tim Maia
Nº 38- "Eu Quero É Botar Meu Bloco na Rua" - Sérgio Sampaio
Nº 39- "Metamorfose Ambulante" - Raul Seixas
Nº 40- "Sangue Latino" - Secos & Molhados
Nº 41- "Manhã de Carnaval" - Luis Bonfá
Nº 42- "Sampa" - Caetano Veloso
Nº 43- "Como Nossos Pais" - Elis Regina
Nº 44- "Azul da Cor do Mar" - Tim Maia
Nº 45- "Carcará" - Maria Bethânia
Nº 46- "Ponteio" - Edu Lobo e Marilia Medalha
Nº 47- "Me Chama" - Lobão e os Ronaldos
Nº 48- "Maracatu Atômico" - Chico Science & Nação Zumbi
Nº 49- "Os Alquimistas Estão Chegando" - Jorge Ben
Nº 50- "Ando Meio Desligado" - Os Mutantes
Nº 51- "Disparada" - Jair Rodrigues
Nº 52- "Diário de um Detento" - Racionais MC's
Nº 53- "Brasileirinho" - Waldir Azevedo
Nº 54- "Sabiá" - Cynara e Cybele
Nº 55- "Balada do Louco" - Os Mutantes
Nº 56- "A Lua e Eu" - Cassiano
Nº 57- "Conversa de Botequim" - Noel Rosa
Nº 58- "Apesar de Você" - Chico Buarque
Nº 59- "Minha Namorada" - Carlos Lyra
Nº 60- "Na Rua, na Chuva, na Fazenda" - Hyldon
Nº 61- "Chão de Estrelas" - Silvio Caldas
Nº 62- "Luar do Sertão" - Luiz Gonzaga
Nº 63- "Alagados" - Paralamas do Sucesso
Nº 64- "As Curvas da Estrada de Santos" - Roberto Carlos
Nº 65- "BR-3" - Toni Tornado
Nº 66- "Clube da Esquina nº 2" - Milton Nascimento
Nº 67- "A Banda" - Nara Leão
Nº 68- "Comida" - Titãs
Nº 69- "Rosa de Hiroshima" - Secos & Molhados
Nº 70- "Ronda" - Inezita Barroso
Nº 71- "Como Uma Onda" - Lulu Santos
Nº 72- "Gita" - Raul Seixas
Nº 73- "Wave" - Tom Jobim
Nº 74- "Sentado à Beira do Caminho" - Erasmo Carlos
Nº 75- "Foi um Rio Que Passou em Minha Vida" - Paulinho da Viola
Nº 76- "Samba de Verão" - Marcos Valle
Nº 77- "Insensatez" - Tom Jobim
Nº 78- "Cálice" - Chico Buarque e Milton Nascimento
Nº 79- "Maria Fumaça" - Banda Black Rio
Nº 80- "Vapor Barato" - Gal Costa
Nº 81- "Que País É Este?" - Legião Urbana
Nº 82- "Sossego" - Tim Maia
Nº 83- "Ideologia" - Cazuza
Nº 84- "Rosa" - Orlando Silva
Nº 85- "O Barquinho" - Maysa
Nº 86- "Nervos de Aço" - Paulinho da Viola
Nº 87- "Meu Mundo e Nada Mais" - Guilherme Arantes
Nº 88- "Sá Marina" - Wilson Simonal
Nº 89- "A Flor e o Espinho" - Nelson Cavaquinho
Nº 90- "2001" - Os Mutantes
Nº 91- "Felicidade" - Caetano Veloso
Nº 92- "Tico Tico no Fubá" - Ademilde Fonseca
Nº 93- "Casa no Campo" - Elis Regina
Nº 94- "O Mar" - Dorival Caymmi
Nº 95- "Último Desejo" - Aracy de Almeida
Nº 96- "Disritmia" - Martinho da Vila
Nº 97- "Você não Soube Me Amar" - Blitz
Nº 98- "A Noite de Meu Bem" - Dolores Duran
Nº 99- "Rua Augusta" - Ronnie Cord
Nº 100- "Anna Júlia" - Los Hermanos

                                                                                                           Por Luis Nassif




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Quais são os mais chatos e inúteis programas da televisão brasileira?


Malhação

BBB

Domingão do Fautão

Programa do Ratinho

Programa do Gugu

Super Pop - Luciana Gimenez

Amor & Sexo - Fernanda Lima

Ana Hickmann

O Melhor do Brasil - Rodrigo faro

Programa da Hebe

CQC

Pânico na TV

Votar resultado parcial...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Música Sertaneja: De Cornélio Pires a Vítor e Léo


Trajetória da música sertaneja no Brasil

Autor - Sandro Batalha de lima
- RA 334162
Polo- Itapetininga

A música sertaneja como tal surgiu em 1929, quando Cornélio Pires, pesquisador, compositor, escritor e humorista, começou a gravar "causos" e fragmentos de cantos tradicionais rurais na região cultural caipira, que abrange a área do interior paulista, norte e oeste paranaenses, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e mato-grossense.
Esse ( maravilhoso gênero ) era conhecido como música caipira, cujas letras evocavam a beleza bucólica e romântica da paisagem, assim como o modo de vida do homem do interior em oposição à vida do homem da cidade.
Podemos destacar as primeiras gravações de modas de viola e de outros gêneros caipiras por violeiros-cantadores do interior paulista, em 1929 – na série de discos produzida por Cornélio Pires para a Columbia. Na década de 30, vieram os sucessos de João Pacífico e Raul Torres, de Alvarenga e Ranchinho. Já Tonico e Tinoco pontificaram a partir dos anos 40.
O apogeu dos caipiras foi nos 50: levas de duplas, especialmente do interior de São Paulo, tiveram espaço nobre nas gravadoras e emissoras de rádio. O filão caipira abrigou, nessa época, as guarânias de Cascatinha e Inhana e as rancheiras mexicanas de Pedro Bento e Zé da Estrada. Entre 60 e 70, o aparecimento de Sérgio Reis e Renato Teixeira – o primeiro saído da Jovem Guarda, o outro dos festivais da TV Record – agitou o mundo sertanejo. Exatamente em 1960 um genial violeiro do norte de Minas, Tião Carreiro, inventava o pagode caipira, mistura de samba, coco e calango de roda (na definição de outro tocador e conterrâneo, Téo Azevedo). No início da década de 1970 surge também uma dupla que estoura nas paradas de sucesso em todo o país. Milionário e José Rico seriam uma das duplas sertanejas precursoras do gênero com temáticas predominantemente românticas, trazendo inovações instrumentais, rítmicas e vocais que permaneceriam até os dias de hoje.
A partir da década de 1980, tem início uma exploração comercial massificada do estilo “ sertanejo” . Surgem inúmeros artistas , quase sempre em duplas , que são lançados por gravadoras e expostos como produto de cultura de massa.
“Esses artistas passam a ser chamados de: duplas sertanejas “.Começando com os inesquecíveis Chitãozinho & Xororó, Leandro e Leonardo e, posteriormente, Christian e Ralf, Zezé di Camargo e Luciano; uma enxurrada de duplas do mesmo gênero segue o fenômeno , que alcança o seu auge entre 1988 e 1990.
Em seguida, começa uma decadência do estilo na mídia. A música sertaneja perde bastante popularidade, mas continua sendo ouvida principalmente em áreas rurais do centro – sul do Brasil.
No entanto, no início da década de 2000, inicia-se uma espécie de “ revival” deste estilo, principalmente devido á sucesso de duplas como Bruno & Marrone e Edson & Hudson, e sua ampla divulgação na mídia, sobretudo a televisiva .
Ao longo desta evolução, evitou-se cuidadosamente o termo: “ caipira “ que era visto com preconceito nas cidades grandes. O estilo “ sertanejo” ao contrário da música caipira , tem pouca temática rural para poder agradar habitantes de cidades grandes.
A temática da música sertaneja, é, em geral, o amor não correspondido, o marido traído. Por esses motivos, o sertanejo industrial é também chamado de sertanejo urbano e, pejorativamente, de “sertanojo, breganeja, ou até de música de “corno e de impotente sexual". No final da década de 2000 surge uma avalanche de duplas representantes de um estilo denominado pelo mercado fonográfico de sertanejo universitário, bem aceito pelo público, mas alvo certeiro da crítica. Em contrapartida, surge uma dupla que agradaria até mesmo parte dessa crítica especializada, Vítor e Léo que, com um estilo bastante versátil, com letras, melodias e arranjos bem elaborados tornariam-se a grande sensação do sertanejo-country do final da década.
A música de raiz , a musica rural que mantém seu temas , para diferenciar da música sertaneja , passa a se denominar então de “ música de raiz” , querendo dizer que esta verdadeiramente ligada á suas raízes rurais e á moda de viola e a terra , ao sertão , pois o termo “ bens de raiz “ significa as propriedades agrícolas.
Recentemente o compositor Renato Teixeira compôs a música “ rapaz caipira “ como crítica aberta á “ musica sertaneja “ e fazendo renascer a expressão : Música Caipira.
Como acontece em todos os gêneros musicais, também os amantes da viola sertaneja sempre conseguem garimpar e encontrar verdadeiras preciosidades antigas e modernas, da música sertaneja de raiz.
A Música Sertaneja surgiu como uma produção independente voltada para um público específico e se manteve nas fronteiras do mercado , com um consumo pequeno , mas constante.
Podemos dizer que a música sertaneja e a música de raiz possuem estruturas globalizadas porém, com produções e consumos regionalizados.

Bibliografia

Música Sertaneja e Globalização – Disponível em : acesso em 09 de abr 2009 .
Música Sertaneja – Disponível em : <> acesso em 09 de abr 2009.
A verdadeira Música de Raiz – Disponível em : <> acesso em 09 de abr 2009 .

"Os trechos em destaque são adaptações do autor da postagem."

Fonte: www.emportuguesuab.blogspot.com/2009/04/trajetoria-da-musica-sertaneja-no.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

Canta, Marisa!










sexta-feira, 29 de julho de 2011

Banda Symfonia - Metal Melody



    Essa com certeza é para a galera que curte guitarra nas alturas. Já está no Brasil a Banda Symfonia (isso mesmo, com m), dando a largada para a turnê pelo Brasil e América Latina, divulgando seu primeiro CD, In Paradisum. O primeiro show da Symfonia será dia 30 de julho, em Brasília, naquele que é considerado o maior evento de rock do Brasil, o Porão do Rock. A banda tem sido considerada pelos admiradores do gênero musical como uma grande revelação e um super grupo, até mesmo por ser uma revelação que traz nomes conhecidos e muito talentosos do heavy metal melódico, dentre os quais o vocalista brasileiro André Matos (ex Angra), como sempre, a meu ver, dando um verdadeiro show nos vocais. 
     O heavy metal melódico, caracterizado por notas longas e intensidade, quase um "casamento" vocal-guitarra; teclado-bateria; baixo-bateria - com uma alternância proposital entre a ferocidade guitarra e vocal sendo amenizada durante tempos, objetivando o destaque desta ou daquela passagem musical. O CD In Paradisum pode não trazer inovação ao metal, mas com certeza atrai e leva à ação...e já que toda ação corresponde á uma reação...vale a pena ouvir!!

A agenda de shows da Symfonia no Brasil:

30/07 - Porão do Rock, Brasília;
31/07 - Citibank Hall, São Paulo;
02/08 - Bar Opinião, Porto Alegre;
05/08 - Teresina (local? ñ sei informar, infelizmente);
06/08 - São Luís - idem;
07/08 - Fundição Progresso, Rio de Janeiro.


Eu vou!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy Winehouse



    Gostaria de dizer algumas palavras a respeito de Amy Winehouse, sua voz inconfundível, seu talento inigualável, seu jeito excêntrico e, como ela dizia, problemático de ser. Bem, eu poderia falar o que todos já falaram e falar sobre o que todos sabem ou imaginam, mas todos já falaram. Prefiro falar somente sobre a criatura admirada por muitos, incompreendida por tantos outros e indiscutivelmente, um dos maiores nomes da soul music contemporânea.
      Amy sempre será lembrada , pelas loucuras, pela voz, pelo que foi e pelo que nunca será, simplesmente por "ser" Amy Winehouse. Verdadeira e Eterna Celebridade Musical nos deixa - como outros nomes reluzentes da música - prematuramente, mas posso dizer com certeza, sua Eternal Soul, será reverenciada e referência musical para sempre. O que "forja" nomes talentosamente incríveis como Amy, Morrison, Hendrix e outros, e o que os move na direção que seguem, é um mistério. Como fã, alguém que gosta da música "de VERDADE", lamento e desejo que Amy encontre em seus novos caminhos a paz que, por razões que não nos cabe julgar, não encontrou aqui.
     Amy Winehouse - R.I.P. Mais de Amy Era mesmo uma DIVA, uma DIVA VERDADEIRA, "INCRIADA" não uma mocinha encantadora e afinadinha alçada ao posto de superstar, cantora pop feita em laboratório. Amy Winehouse, ente dotado de voz, presença, atitude e de tudo o mais que eterniza o artista, não tinha (outra característica dos verdadeiros e inigualáveis talentos) a noção do alcance de seu trabalho. Ela queria apenas "ser diferente" e ao mesmo tempo exercer a liberdade de simplesmente ser uma garota londrina com os sonhos que toda menina que leva uma vida "normal" tem. Sim, ela sonhava ser patinadora em supermercado e dona de casa - mas como, depois de descoberta, poderia a menina londrina que sonhava em levar uma vida simples ao lado da família ter uma vida sem grandes surpresas e reviravoltas? O mundo espera, ardentemente, por estrelas como Amy; o mundo recebe, idolatra e cobra, cobra muito por tal adoração.
      Amy Winehouse declarou certa vez que não entendia o que havia de especial nela. "Eu apenas gosto de cantar, escrever, e gosto de música boa." E afirmava sua insegurança em relação a tudo que envolvia sua imagem, sendo, de certa maneira, ela mesma uma estranha no espelho: "Sou cantora e não modelo. Me sinto mal com a minha figura, fico insegura. e quanto mais insegura me sinto, mais uso maquiagem e maior fica o cabelo. Eles me protegem." Infelizmente a maquiagem e o cabelo não foram suficientes para camuflar a insegurança e a timidez de Amy. Cabelo e makeup são artifícios inofensivos, mas ela precisou de mais e demais. Vai a pessoa, fica a obra...e a obra de Amy Winehouse, tenho certeza, está grafada com letras douradas nas páginas do espaço infinito. Desejo, novamente, que ela encontre a Paz. "...And life is like a pipe /and I'm a tiny penny rolling up the walls inside..." E mais R&B...Back to Black:

                                                                                          Postagem de Renata Afonso

domingo, 10 de julho de 2011

Madeleine Peyroux


   Quando você vê e ouve a talentosa cantora de pop-jazz Madeleine Peyroux no palco, ela emite uma aura inebriante de lugares que viveu, ela absorveu a música que flutua em torno dela como uma exposição de vários fantasmas de rostos e vozes do passado. Esses lugares incluem Paris, onde ela forjou sua identidade musical como cantora de rua, e Atenas, na Geórgia, onde ela nasceu. O eco dominante em seu estilo vocal é Billie Holiday, cujo fraseado furtivo e inflexões ela replica com precisão. Você também pode ouvir ecos de Peggy Lee, Mildred Bailey, Wiley Lee e Maria Muldaur, com traços mais fracos de Bessie Smith e Patsy Cline. melancolia, um Holiday pode ter fornecido estilístico modelo a Ms. Peyroux. Mas em vez da sensualidade crua e anseio faminto que Lady Day e seus descendentes trouxeram para suas canções, a Sra. Peyroux projeta uma fluido abstrato.      
     É Billie Holiday sem garras, porque você não está em perigo de ser emocionalmente ferido. Ms. Peyroux toca violão, emprestando alguns de seus materiais de um velho tempo a cadência e o estilo country-flexionado com o sotaque meloso Europeu de Django Reinhardt. E sua banda preenche o clima de nostalgia indiscriminada. Mas não se enganem: Ms. Peyroux é uma cantora contemporânea, uma rebelde tranquila, mas inflexível contra o glamour de mau gosto e provocação sexual da maioria do pop contemporâneo. Só por isso ela merece ser elogiada.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Legião Urbana - a gente era feliz e não sabia...


O grupo Legião Urbana foi formado em 1983, após a separação do grupo punk Aborto Elétrico. Nesse meio tempo, pós Aborto e antes de formar a Legião, Renato fez várias canções como cantor solo, que mais tarde se tornariam grandes sucessos da Legião. A banda, com a formação que iria até o fim com Renato Russo, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos, começa então a tocar em festivais fora de Brasília, e um dos lugares que deu maior projeção ao grupo foi o Circo Voador, no Rio de Janeiro. Nesses shows, o set list era composto por muitas músicas da época do Aborto Elétrico, como ''Que País é Este" , "Geração Coca-Cola", "Química" etc. Herbert Vianna, amigo de Renato Russo, havia conseguido um contrato com a EMI no fim de 83 com o seu grupo, o Paralamas d oSucesso, e no álbum "Cinema Mudo" grava a música" Química", da Legião.
      O diretor artístico da gravadora, Jorge Davidson, se interessou pela canção e pediu a Vianna que chamasse Renato para uma conversa. No fim do ano eles gravaram a primeira demo, no Rio de Janeiro. Sai então o primeiro LP "Legião Urbana", pela EMI-ODEON, que já trazia sucessos como "Será", "Ainda É Cedo" e "Geração Coca-Cola". Os shows ficaram famosos por terem um comportamento totalmente anti-pop e pela postura de Renato que não permitia "bagunça" durante as apresentações. Após o álbum "DOIS", o mais vendido de toda a carreira, a Legião quase terminou, pois Russo já estava irritado com os objetos que eram atirados no palco e todos os integrantes estavam estressados com as turnês. Quando essa fase difícil passou, a banda começou a trabalhar no repertório do terceiro disco. "Que País é Este".
      Esse álbum rendeu a eles a consolidação da banda no rock nacional, mas também lhes trouxe complicações, como tumulto em um show em Brasília, em junho de 1988. A partir daí, inicia-se uma nova fase para a banda. Com a saída de Renato Rocha, Renato e Dado revezam-se no baixo na gravação do próximo trabalho em estúdio, intitulado "As Quatro Estações", de 1989. As letras, além das críticas sociais, tratam de AIDS, romantismo e homossexualismo. No final de 1990, Renato Russo, que passava por diversos problemas de saúde devido à dependência alcoólica, descobre que é soropositivo, interrompendo assim a turnê. Após essa pausa, é lançado, no final de 1991, o álbum "V" (cinco) , com uma temática mais pessimista e temas como drogas e a crise do país. Em janeiro de 1992, o grupo grava o"Acústico MTV."
    A turnê desse álbum foi interrompida em setembrode 1992, devido a novas complicações de saúde de Russo. Parte do material ao vivo da banda entrou para a coletânea "Música Para Acampamento", lançada ainda em 1992. No início de 1993, Renato começa um tratamento intensivo contra a dependência química e em dezembro de 1993 é lançado o álbum "O Descobrimento do Brasil", trazendo um som mais diversificado, com a inclusão de instrumentos novos, como o bandolim, a cítara e o dobro. Logo após esse disco, Renato grava um álbum solo. Já de volta à Legião, começa a compor as letras para o próximo álbum, mas sente-se cada vez mais enfraquecido devido à doença. Seu estado de saúde piora muito durante as gravações, atrasando o lançamento do disco. Em 21 de setembro de 1996, sai o último álbum da banda, "A Tempestade" (ou o Livro dos Dias), e Renato se isola em seu apartamento, dando apenas algumas raras entrevistas.
Em 11 de outubro de 1996, Renato vem a falecer. Segundo a versão dos médicos e da imprensa, vítima de AIDS. O fim da Legião Urbana é então anunciado em 22 de outubro pelos parceiros Dado e Marceloa, companhados do empresário da banda, Rafael Borges. Depois disso ainda foi lançada a coletânea "Mais do Mesmo", "Acústico MTV" e o duplo ao vivo "Como é Que Se Diz Eu Te Amo", registrado na turnê de"O Descobrimento do Brasil", em 1994, no Rio de Janeiro.
     A Legião Urbana fazia um Rock poético-romântico, mas também com temáticas existenciais. Muitas de suas músicas tinham letras engajadas, extremamente politizadas e com crítica social contundente. A minha real preocupação com a produção musical atual é que ela é feita a toque de caixa$. Poderíamos, graças a Deus, citar alguns nomes de cantores e bandas nacionais que ainda fazem a música arte, a música que requer matérias primas cada vez mais raras: INSPIRAÇÃO, POESIA, ORIGINALIDADE, ESTILO, CRIATIVIDADE e,sobretudo, AMOR pela música, pelo prazer de fazer música. O resto é secundário. Ma$ tem gente demai$ por aí fazendo uma música medíocre, puramente comercial, portanto,descartável...


domingo, 3 de julho de 2011

Mumford and Sons


     Uma vez que eles se formaram em dezembro de 2007, os membros do Mumford & Sons tem compartilhado um objetivo comum: fazer música que importa, sem se levar demasiado a sério. Quatro jovens do Oeste de Londres, em seus vinte anos, eles têm fogo em suas barrigas, romance em seus corações, e êxtase em suas magistrais e melancólicas vozes . Eles são amigos ferrenhos - Marcus Mumford, Winston País, Ben Lovett, e Ted Dwane - que trazem sua música para nós com a paixão e o orgulho de um antiquário, negócio de família muito acalentado. Eles criam um corajoso som dos velhos tempos, que se casam com a magia de Crosby, Stills, Nash and Young com a força do Kings Of Leon, e sua incrível energia nos leva rapidamente para o seu círculo de músicas, para o calor de suas histórias, e à sua comunidade mágica de homens de olhos lacrimosos.
     Os quatro amigos estavam tocando vários instrumentos em várias bandas em Londres durante o verão de 2007. Eles se uniram para realizar interpretações de improviso, primeiras tentativas na canção-escrita na frente de multidões de amigos, em noites suadas de Folk nos subterrâneos da capital. Eles foram ligados pelo amor ao country, bluegrass e folk, e decidiram fazer música que soava alta, orgulhosa e viva - levando música que pode muitas vezes serem bonitas e delicadas, e preenchê-las com coragem, entusiasmo e confiança. "Foi um momento muito emocionante, e embora Nós amamos e estava-mos maravilhados com a música acontecendo ao nosso redor, nós não nos consideramos candidatos na cena musical assustadora e bonita de Londres. Nunca houve qualquer idéia de competição, apenas puro prazer ", diz Marcus. Eles amavam música ao vivo tanto que praticaram os seus atos nas calçadas e fora dos espaços musicais da cidade, também atuaram como backing vocal para os amigos com quem eles tocaram.
     O álbum começa com a faixa-título, a extraordinária "Sigh No More", uma declaração de intenção, que faz referência a linguagem romântica de Shakespeare em "Muito Barulho por nada", eles cantam: "O amor não vai te trair/ te desanimar ou te escravizar / vai te libertar / E você sera como o homem que foi feito para ser". Entre as faixas escuras e refletivas como Thistle & Weeds e baladas como White Blank Pages, Winter Winds and Roll Away Your Stone, musicas que cojuram tempestades que "entulham Londres com corações solitários ", esta ultima e fabulosa fala sobre um homem sem sucesso tentando encher o buraco em sua alma.
     Como o álbum segue em frente, nunca morre o fervor. "Little Lion Man" - uma faixa que Zane Lowe nomeou o "Record mais quentes no mundo de hoje" em um recente programa da rádio 1 - é uma fúria sobre arrependimento e mágoa não resolvida: "Tremei, pequeno Homem leão / Você nunca vai resolver qualquer um dos seus pontos / Tua graça é desperdiçada em seu rosto / sua ousadia está sozinha entre os destroços ". E, finalmente, depois de uma chicotada selvagem que veio na fábula assassina da Dança Dust Bowl, After The Storm chega a ser a única faixa que Mumford & Sons escreveu em estúdio, longe do palco ao vivo que conhecia tão bem. Ergue-se uma faixa incrivelmente comovente para um álbum incrivelmente comovente - a história de um homem com medo do que está atrás e do que está antes, e cria uma conclusão considerada épica para o álbum de estréia da banda.
     A reputação "ao vivo" do Mumford & Sons vem antes deles, e agora sua estréia incrível revela a extensão de sua magia e majestade no registro. Sinta o fogo em sua barriga e o romance em seu coração quando você ouvir, deixe a sua pausa de voz em êxtase - e você também nunca mais vai suspirar.

domingo, 26 de junho de 2011

Cartola - Mestre do Samba e da Malandragem


        Quem não gosta de samba!... Vai, pode até ser que este não seja definitivamente o seu estilo preferido, não seja a sua praia, mas que o bom, velho, imortal e sempre presente VERDADEIRO SAMBA brasileiro, aquele, que atravessa as fronteiras, tanto as  geográficas quanto as sentimentais, continua e continuará existindo, é fato. e motivo de alegria, de orgulho, até! Afinal, como já dizia o samba de Edson e Aluísio, na voz da Alcione, vive na pele do nosso povo o apêlo do refrão: “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar, o morro foi feito de samba...” – todo mundo já cantou, inúmeros intérpretes regravaram o sucesso que rendeu à Alcione, a Marrom, o Disco de Ouro, naqueles distantes anos 1970.
     Muito bem! Mas hoje eu venho prestar minha homenagem, minha lembrança àquele que é, muito justamente, considerado o maior sambista brasileiro: Cartola! E a minha viagem ao mundo do samba legítimo carioca foi  hoje, assistindo na TV sobre a entrada do BOPE no Morro da Mangueira para instalação de mais uma UPP....fiquei pensando no povo, no samba, na escola de samba, vai que uma “coisa” puxa a outra e de repente, escuto na rádio - o quê? Um clássico de Cartola: “As Rosas não falam” – sempre digo, coincidências não existem! Feliz coincidência que venho dividir com os leitores do Lero Musical.
      A vida controversa, os altos e baixos (muitos baixos) da carreira, o casamento com Dona Zica, a amizade com Carlos Cachaça, figuras míticas da boemia carioca...é, Cartola, as rosas não falam, mas na sua música, voz, violão, muito amor e sentimento, elas não apenas exalam perfumes melódicos fugazes e luzidios como uma manhã de outono (“pois já vai terminando o verão - enfim”), mas nos fazem percorrer musicalmente tempos que não vivemos e, não obstante, tornaram-se eternos, bons tempos em que o samba ia além do tum-tum-tum e refrões bobos-vulgares de hoje em dia – e que na verdade, não é "o" samba, nem aqui, nem na Mangueira! É qualquer "bobalização" comercial que, por sinal, nem dá mais certo (mas esse já é outro assunto). Cartola, é verdade, as Rosas não falam, elas cantam, tamanha a beleza simples de sua música! A propósito, recomendo muito também “O mundo é um moinho”, acho que todo mundo já ouviu na voz do Cazuza...malandro é malandro. É isso aí!

                                                                                       Postagem de Renata Afonso

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O country brasileiro fala "uai"

    A cantora e compositora mineira Paula Fernandes vem atraindo os holofotes e lentes da mídia de uma forma alucinante. Apesar de sua carreira ter se iniciado ainda na pré-adolescência, a bela cantora das Minas Gerais de 27 anos, que aos dez gravou seu primeiro disco independente e aos dezoito chegou a desistir da carreira artística, consegue finalmente decolar e conquistar um público encantado com seu estilo, que é definido por ela mesma como um pop rural, que reúne elementos característicos da música country americana e do sertanejo romântico nacional.
  
 Sua escola, inicialmente, foram os rodeios dos quais participou desde criança, passando pela escola musical da noite, com voz e violão, interpretando vários estilos musicais que vai do sertanejo raiz ao pop romântico internacional. Chegou a gravar canções como Dust in the wind, Nothing else matters, The boxer, Fallen, Don't, Behind blue eyes e outros; mas selou mesmo seu sucesso definitivo com suas próprias composições como Pássaro de fogo, Jeito de mato, Quero sim, Sem você, Pra você, Meu eu em você e outros. Paula Fernandes tem um timbre bonito, relativamente grave, com razoável extensão vocal e bom domínio de notas em falsete.
  
   O fato de se enquadrar em um estilo mais próximo do country americano do que propriamente do sertanejo nacional não subtrai de sua carreira todo o 'brasileirismo' presente em sua arte, como também em sua postura pessoal. É importante ressaltar que, embora Paula Fernandes venha participando de parcerias e aparições com artistas consagrados da música brasileira, seu sucesso deve-se, sobretudo, ao seu talento e obstinação e, porque não dizer também, à sua bela aparência, a uma simpatia discreta e especialmente singular.
   
  Mas eu, particularmente, não gostei de seu DVD gravado ao vivo. Apesar das boas canções e da boa interpretação da cantora, não consigo entender como tantos músicos, produtor, arranjador e outras pessoas ligadas diretamente à música não perceberam que faltavam arranjos de cordas, teclados, e permitiram que um projeto importante ficasse tão pobre nesse aspecto. Em seu primeiro DVD gravado ao vivo, a cantora contou apenas com os arranjos de um bom sanfoneiro e, em uma das canções, com a brilhante participação do maestro violinista Marcus Viana, ficando todo o resto reduzido a um tímido acompanhamento harmônico sem nenhuma criatividade.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Pra você que não está conseguindo escutar nossas rádios

Amigos, como sabem, o Lero, dentro do espírito de oferecer sempre mais e mais atrativos para seus membros, disponibilizou algumas estações de rádio (escolhidas a dedo e atendendo às principais preferências da galera do blog) para curtirem um sonzinho gostoso enquanto navegam conosco. Se alguns de vocês não estiverem conseguindo acessá-las, pode ser devido à falta de um plugin, como por exemplo o "Media Player plugin". Se você não o tem ou esse plugin está com algum defeito, você pode baixá-lo rapidinho; verifique também a compatibilidade deste com o seu navegador e, se for o caso, instale também um navegador compatível, sem necessidade de se desfazer do anterior. Quaisquer dúvidas, entre em contato conosco, através da seção de comentários, que teremos prazer em atendê-lo. Abraços!
Para baixar o Media Player plugin, clique no link a seguir ou copie e cole na barra de seu navegador, seguindo as etapas indicadas pelo próprio site:  

http://www.baixaki.com.br/download/plug-in-do-windows-media-player-para-firefox.htm

 
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