Teresa Salgueiro, a ex e eterna vocalista do Madredeus, canta como um anjo
Na querida Terrinha, Portugal, encontramos parte da nossa história, da nossa cultura, da nossa alma...
Deste povo portugUês herdamos o lirismo, a passionalidade, o temperamento afetuoso, a mansidão de espírito...
Que se revelam, por exemplo, nas palavras inspiradas e inspiradoras do grande poeta lusitano Fernando Pessoa:
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal...
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram...
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar...
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer ultrapassar o Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Fernando Pessoa)
Para agraciar a Portugal e a nossos irmãos portugueses, assim como para encantar e elevar o espírito de nossos seguidores, escolhemos uma pequena amostra de alguns dos mais lindos fados:
Alfama - Madredeus
Gaivota - Carlos do Carmo
Fado Tropical - Ruy Guerra (português) e Chico Buarque
Confesso - Amália Rodrigues, na versão de Maria Bethânia
Aos 14 anos, um amigo da escola me emprestou um “The Best of” do Pink Floyd, uma compilação de clássicos como “Another Brick in the Wall” e de canções menos famosas do grupo, como "The Gunners Dream". Uma das faixas do CD era “Time”. Lembro-me de ouvir essa música todo dia, o dia todo. Tudo em “Time” é magistral, mas o que mais me encantou foi o solo da canção. O feeling de David Gilmour me impactou como um soco no estômago: os bends, as pausas, os vibratos; tudo aquilo contido no solo de “Time” me deixava sem ar.
Nessa época eu era apenas um ouvinte, não sabia tocar nenhum instrumento, mas “Time”, de uma maneira que não sei explicar, me instigou a aprender violão. “Eu tenho que aprender esse solo”, eu dizia a mim mesmo. Alguns meses se passaram até que completei 15 anos e finalmente criei coragem de aprender a tocar violão. Meu pai relutou bastante em comprar o instrumento, até que acabou cedendo e eu ganhei um violão Michael com cordas de aço — que me causaram fortes dores no pulso ao fazer uma pestana, mas eu quase nem sentia, tal era o meu encantamento e a avidez em tocar.
Enfim, eu estava diante de um violão, e aquilo me assustava. Alguns colegas que já sabiam tocar falavam em dó maior, menor, escala pentatônica, tablaturas, o que parecia grego para mim. Lá fui eu aprender tablatura. Consegui tocar Nirvana — na época eu nem odiava Nirvana. Depois, algumas músicas do Oasis. Então, com a tablatura do solo de “Time” em mãos, eu me tranquei no quarto e fui treinar — e o pulso doendo. No entanto, só passei a entender o violão quando compreendi o que era uma escala cromática e como eu poderia usá-la para formar acordes - as chamadas tríades e tétrades.
Do violão para a guitarra
Perto de completar 16 anos, eu estava ávido em empunhar uma guitarra e explorar suas possibilidades sonoras, timbres, efeitos. Tinha grande predileção por reverb e delay. Executar o solo de “Time” com delay foi, digamos, orgástico. Comecei a comprar revistas de guitarra com aulas sobre o instrumento e me deparei com a tal da escala pentatônica que tanto falavam. Ok, naquele momento eu tinha à minha disposição uma guitarra, um amplificador, uma pedaleira e muito tempo livre. E naquela época, treinar cinco horas diárias era muito prazeroso — um prazer que em muitos momentos foi substituído pelo alto consumo de álcool por um longo tempo. Mas calma lá, tratarei desse etílico assunto mais adiante.
Em seguida, passei a ouvir guitarristas como Steve Vai, Joe Satriani e Eddie Van Halen — e aí me dei conta de que o buraco era mais embaixo. Com Van Halen me veio o interesse em estudar tapping, técnica que consiste em executar ligados, arpejos e escalas com as duas mãos no braço da guitarra. Para mim, deveria existir algo mais que pudesse abrir minha mente para criar melodias, e foi aí que eu e um colega, que também estava iniciando seus estudos musicais, começamos a explorar os chamados “modos gregos”. Pronto: com isto eu finalmente havia conseguido o mínimo de noção para compor pequenas frases e solos.
And I have become comfortably numb...
Minha adolescência, como a de muitos, não estava sendo fácil; eram muitos os problemas. Eu procurei uma fuga além da música, e a encontrei no álcool. E por que estou contando isso? Ora, nenhuma autobiografia — por menor que seja, como esta que vocês estão lendo agora - tem graça se não vier acompanhada de confissões. Mas tenho a dizer que o álcool também me ajudou a compor. As cervejas e cachaças que tomei em bares e bancos de praça intensificaram minha criatividade.
Quando não era o álcool que me inspirava, era o meu sofrimento que trazia uma lúgubre motivação para pegar a guitarra e criar. Há quem diga que as rasteiras da vida servem para se crescer, progredir. Não sei. Só sei que doía e eu não conseguia evitar me lamentar. No entanto, os problemas vinham e me diziam fortemente: “Não importa o que aconteça, componha, apenas componha”. E lá se vão onze anos nessa estrada, quase 120 músicas compostas e a incerteza se tudo isso valerá a pena. Por enquanto, vou caminhando, sem olhar pra trás e procurando não pensar muito, "viver o momento de agora", como dizem. Tenho tido o apoio de alguns amigos que me incentivam, como a Lilly, que tenta me dar alguns toques sobre minha postura diante da arte, da música e da vida e escreve para este blog, e a Afrodite, a mulher que também me dá conselhos e suporte emocional e que teve a gentileza de produzir os vídeos que seguem abaixo.
Com trilha para novo blockbuster brasileiro, Antônio Pinto se firma em Hollywood, e só no momento assina três produções que estréiam nos EUA.
Na próxima sexta, quando estrear "A Hospedeira", nova produção escrita por Stephenie Meyer (autora da saga "Crepúsculo"), com direção de Andrew Niccol, humanos correrão assustados por uma invasão alienígena. No filme, o corre-corre entre ETs e terráqueos será embalado por músicas de um brasileiro. Aos 45 anos, depois de assinar a trilha de filmes nacionais como "Central do Brasil", "Cidade de Deus", "Abril Despedaçado" e de séries de TV como "Cidade dos Homens", entre muitos outros trabalhos, o carioca Antônio Pinto se tornou o compositor brasileiro mais requisitado pelos estúdios estadunidenses. Ele começou a chamar a atenção em 1998, com "Central do Brasil" concorrendo ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Depois, surgiram muitos convites e ele assinou as trilhas de filmes como "Colateral" (com Tom Cruise, 2004), "Senhor das Armas" (com Nicolas Cage, 2005), "A Estranha Perfeita" (com Halle Berry e Bruce Wyllis, 2007) e "Plano de Fuga" (com Mel Gibson, 2012). Mesmo se dizendo avesso a compor para blockbusters, além de "A Hospedeira", Pinto também fez a trilha de outra grande produção recente.
Com músicas do brasileiro, "O Acordo", estrelado pelo fortão Dwayne Johnson, tem estréia prevista para abril. Apesar de não gostar muito de trabalhar para blockbusters, por não estar muito afinado ao mainstream, ele explica porque aceitou esses convites. Em "A Hospedeira", topou pelo roteiro de Andrew Niccol, com quem trabalhara em "Senhor das Armas". Já em "O Acordo", ele aceitou pela história - um pai que busca meios para reduzir a pena do filho, preso com um carregamento de ecstasy - e pela postura de Johnson em
"se levar mais a sério" e quebrar o estereótipo do "fortão que arrebenta todo mundo".
CRIA DE GLASS E FILHO DE ZIRALDO
Antônio Pinto não sabia muito bem que carreira seguiria quando terminou o colegial. Interessado em estudar bateria, aos 17 anos viajou para os EUA. Lá, contou com a ajuda da irmã, a cineasta Daniela Thomas, e foi trabalhar como estagiário no estúdio do pianista
e compositor consagrado Philip Glass. "Ele diz que dos 'filhos' dele eu sou o que mais deu certo", conta ele, que, além de ter apadrinhamento de Glass, é filho do cartunista Ziraldo. "Cresci vendo os desenhos do meu pai, vi tudo nascer, os Sacis, os Meninos Maluquinhos. Aquilo era minha internet, enriqueceu minha criatividade", comenta Pinto, que, no momento, finaliza a trilha de "Serra Pelada", de Heitor Dhalia. Além disso, ele também assina a música do documentário "Witness", da HBO. Outros trabalhos importantes: fez a trilha da campanha que trouxe a Olimpíada para o Brasil, assim como a trilha do documentário que vai apresentar o Rio de Janeiro.
Recentemente, Antônio iniciou o projeto de postar suas trilhas no Facebook. Porém recebeu uma notificação do Soundcloud (plataforma onde as músicas são hospedadas) proibindo-O. Ele escreveu uma carta explicando não pretender fazer uso comercial do material e então foi autorizado. "Não há motivo para proibir, foi tudo feito por mim e é uma maneira de o público ter acesso ao meu trabalho."
Na foto, a fabulosa, autêntica soul woman, Gladys Knight.
Soul (em inglês, "alma") é um gênero musical original dos Estados Unidos que nasceu do rhythm and blues e do gospel durante o final da década de 50 e início da década de 60 entre os negros. Nessa época, o termo "soul" já era usado nos EUA como um adjetivo em referência ao negro, como em "soul food" ("comida de negro".) Esse uso apareceu justamente num período de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com o uso das drogas como os movimentos anti-guerra e anti-racial. Por consequência, pode-se resumir a música soul como uma referência à música dos negros, independente do gênero.
O soul é emotivo, visceral, "de alma"; a melodia é bem ornamentada e com improvisações, efeitos sonoros dos instrumentos, em muitos casos com rodopios do artista. Os ritmos "pegam" facilmente, alguns acentuados com o bater de palmas e os movimentos plásticos da coreografia. Outras características estilísticas importantes são as perguntas e respostas entre o cantor solista e o grupo coral e uma interpretação dramática do artista. O soul normalmente apresenta acompanhamento de uma banda tradicionalmente composta de
uma seção rítmica e de metais.
São tantos os cantores e grupos de soul e tantas as suas vertentes que certamente deixaremos de citar muitos importantes. Para não nos estendermos muito, apresentaremos aqui somente um pequeno tira-gosto. Entre os muitos e muitos artistas desse gênero, grande parte deles verdadeiras lendas da música em todos os tempos, estão Ray Charles, Aretha Franklin, Otis Redding, Marvin Gaye, Wilson Pickett, Smokey Robinson, Martha Reeves, Matt Giraud, The Four Tops, Ben E. King, Solomon Burke, Jackie Wilson, Sam Cooke, Percy Sledge, The Isley Brothers, Little Richard, Chuck Berry, The Righteous Brothers, Esther Phillips, James Brown,Bobby Bland, Joe Tex, Curtis Mayfield, Daryl Hall & John Oates, Gladys Knight & the Pips, Booker T. Jones, Steve Cropper, Donald "Duck" Dunn, Al Jackson, Carla Thomas, Sam & Dave, Rufus Thomas, William Bell, Eddie Floyd, Jerry Butler, Betty Everett, Dee Clark, Gene Chandler, The Fascinations, The Five Stairsteps, Fats Domino, Irma Thomas, Jessie Hill, Kenner Kris, Benny Spellman, Ernie K. Doe, Harold Melvin & The Blue Notes, MFSB, The O' Jays,The Stylistics, The Spinners, Billy Paul, The Four Seasons, Frankie Valli, Anita Baker, Luther Vandross, Stevie Wonder, Corinne Bailey Rae, George Benson, The Blues Brothers e centenas de outros. no Brasil, os maiores nomes foram/são, em primeiríssimo lugar, Tim Maia (que nos legou seu sobrinho quase que igualmente bom Ed Mota.) Temos também Toni Tornado, Gerson King Combo, Hyldon, a Banda Black Rio e outros de menor expressão.
Muitos costumam apontar um(a) ou outro(a) como rei(rainha) do soul, mas na verdade isso definitivamente não existe, porque cada um é ótimo em seu estilo. O soul é uma música difícil de não gostar, é adrenalina e emoção puras na veia, na alma. Assim como o rock,
a soul music teve grande penetração no cenário da música sobretudo dos anos 60 e até hoje, e assim como o rock é embalada, irresistível, arrebatadora. Mas chega de tentativas de explicação do soul - ele se explica melhor sendo ouvido.
Try a Little Tenderness - Otis Redding
Let's Get It On - Marvin Gaye
Let's Get It On - Matt Giraud
Lean On Me - Aretha Franklin
Unchained (The Payback/Untouchable) - James Brown (fez parte da trilha de "Django Livre", de Quentin Tarantino, indicado ao Oscar de 2013.)
Me Dê Um Motivo - Tim Maia (o número 1 absoluto do soul no Brasil)
Hoje, 23 de feveiro, estaria fazendo 86 anos o nosso Mestre Bezerra da Silva, nascido em /1927 em Recife, Pernambuco (mas cedo adotando o Morro do Cantagalo, no Rio.) Cantor, compositor, violonista
e percussionista, seu estilo era o coco e partido o alto, subgêneros do
samba. Embaixador dos morros e favelas, os principais temas das suas
canções foram os problemas sociais das comunidade - a vida do povo e os
problemas da sociedade e das favelas, como a exploração e a opressão dos trabalhadores, a malandragem e ladrões à margem da lei, a questão do uso de drogas e a condenação
à "caguetagem" (delação de companheiros).
Esta última temática
refere-se a uma das principais estratégias de sobrevivência da
"malandragem" em comunidades militarizadas pelo Estado e sob constante
vigilância policial, onde a "malandragem" exerce influência e medo p/que
os moradores destas localidades não os delatem aos órgãos do Estado.
São numerosos os sambas de Bezerra da Silva que condenam de forma
apológica os "dedo-duros". Reflexos de uma sociedade que habita um
Estado incapaz de garantir a segurança da população, que apela p/ a
falsa segurança oferecida por traficantes e marginais, mas que na
maioria das vezes é necessária, pois os indivíduos de fora deste
grupo social os têm como inimigos. Concluindo-se assim, que não são os
moradores do morro que fomentam a guerra, apenas defendem-se como podem.
Desde
a infância foi ligado à música e sempre sentiu que tinha o dom de
tocar, indo morar no Rio de Janeiro. Ingressou na Marinha Mercante,
deixou-a e foi trabalhar como pintor na construção civil, no Morro do
Cantagalo, Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo era percussionista e logo entrou em um bloco
carnavalesco, onde um dos componentes o levou p/ a Rádio Clube do
Brasil, em 1950. Durante 7 anos viveu como morador de rua em Copacabana,
até que passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor,
gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP 6 anos depois.
A
partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar público. O
verdadeiro precursor do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua
realidade em músicas como "Malandragem, Dá um Tempo", "Sequestraram
Minha Sogra", "Defunto Caguete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada",
"Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha",
"Pai Véio 171" e "Candidato Caô Caô". Em 1995 gravou "Moreira da Silva,
Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao
show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José
Carreras. Aliás, durante sua carreira, Bezerra fez diversas parcerias incríveis, deliciosas, algumas inusitadas. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva -
Produto do Morro", de Letícia Vianna. Sua discografia é extensa:
- O Rei Do Côco - Vol. 1 (1975) - O Rei Do Côco (1976) - Partido Alto Nota 10 Bezerra e Genaro (1977) - Partido Alto Nota 10 Vol.2 - Bezerra e Seus Convidados (1979) - Partido Alto Nota 10 Vol.3 - Bezerra e Rey Jordão (1980) - Partido Muito Alto (1980) - Samba Partido e Outras Comidas (1981) - Bezerra e um Punhado de Bambas (1982) - Produto do Morro (1983) - É Esse Aí Que É o Homem (1984) - Malandro Rife (1985) - Alô Malandragem, Maloca o Flagrante (1986) - Justiça Social (1987) - Violência Gera Violência (1988) - Se Não Fosse o Samba (1989) - Eu não sou Santo (1990) - Partideiro da Pesada (1991) - Presidente Caô Caô (1992) - Cocada Boa (1993) - Bezerra, Moreira e Dicró - Os 3 Malandros In Concert (1995) - Contra O VERDADEIRO Canalha (Bambas Do Samba) (1995) - Meu Samba É Duro na Queda (1996) - Eu Tô de Pé (1998) - Provando e Comprovando sua Versatilidade (1998) - Bezerra da Silva: Ao Vivo (1999) - Malandro é Malandro e Mané é Mané (2000) - A Gíria é Cultura do Povo (2002) - Caminho de Luz (2003) GOSPEL - Pega Eu (2003) - Meu Bom Juiz (2003) - O Partido Alto do Samba (2004) - Série Maxximum - Bezerra da Silva (2005) - O Samba Malandro de Bezerra da Silva (2005) - Caminho de Luz (2005) (Gospel) - Nosso Sentimento de TYKERES (2012)
A ótima "Sequestraram Minha Sogra"
Os três (adoráveis) malandros (Bezerra da Silva, Moreira da Silva e Dicró) -
paródia aos Três Tenores (no programa do Jô)
Tom Zé e Jair Oliveira (Jairzinho Filho) fazem um tributo a Bezerra cantando
em "Sem Saia, Sem Cera, Sem Censura"
"A Semente"
Maravilhoso tributo a Bezerra da Silva - diversos artistas
Os Três Malandros In Concert (Bezerra da Silva, Moreira da Silva e Dicró)
Gabriel O Pensador lança CD "Sem Crise", abordando temas como surf, violência e cafajestagem. Aos 38 anos, Gabriel não lançava um disco desde 2005. "Sem Crise" está nas lojas e quebra esse jejum que na verdade preocupou mais os fãs do que o cantor carioca. As gravações foram feitas entre 2003 e 2012, período em que não parou com os shows e deu vazão a seu lado escritor. "Ganhei o Jabuti em 2006 e, daí em diante, aumentou muito o número de palestras por causa dos livros." O prêmio citado, o mais tradicional da literatura brasileira, veio com "Um Garoto Chamado Roberto". "Eu não tive pressa de gravar.
Algumas músicas foram colocadas nos shows nesse período. Foi dando certo. 'Surfista' tem uma resposta forte do público", diz, referindo-se à canção "Solitário Surfista". "Nos últimos anos, eu deixei o surf muito de lado e ele foi muito importante na minha formação. Quero equilibrar mais a minha vida, me faz falta o surf." O álbum tem a participação de Nando "Titãs" Reis ("Boca com Boca") e Rogério Flausino, do Jota Quest, que divide vocais com Gabriel em "Brilho Cego", uma releitura dançante de "Fé Cega, Faca Amolada", clássico de Milton Nascimento. Rever obras da MPB era uma ideia mais ampla, depois não aproveitada. "Essa música veio dessa vontade, que depois foi se diluindo, e o disco não foi por esse caminho."
Quando surgiu, nos anos 90, Gabriel logo enfileirou sucessos eletrizantes e polêmicos que garantiram seu lugar no mercado, como "Lôrabúrra" e "Retrato de um Playboy (Juventude Perdida)". Gabriel ainda escreve letras incisivas, à conscientização e à polêmica. "Existe uma demanda para isso, a música brasileira anda extremamente alienada e pobre. Acho que nesse disco, 'Nunca Serão' concentrou muito esse lado, tem muita coisa na letra, engloba violência, mensalão..."
"Nunca Serão" traz na letra algo inusitado, criativo e interessante: o encontro do narrador com o Capitão Nascimento, de "Tropa de Elite". A conversa entre eles leva à constatação de que certas coisas erradas no Brasil dificilmente serão consertadas, como o descaso com saúde e educação. Outra faixa que pode repercutir bastante é "Homem Não Presta", esta mais para o lado do bom humor. Fala do lado cafajeste dos homens e tem a cantora Luciana Bauer desfilando uma engraçada lista de xingamentos que as mulheres destinam aos machos da espécie. Gabriel se diz feliz com o lançamento do sétimo CD e segue promovendo batalhas de rappers em seus shows. É o projeto "Rimadores Anônimos", com rappers dos locais por onde passa sua turnê.
Maria Rita sempre gostou de Carnaval, tem samba no pé e alma de foliã. A cantora é madrinha da bateria do Bola Preta desde 2008 e já desfilou como madrinha da bateria da Vai Vai. A cantora gosta tanto de Carnaval que topou participar, no final de sua segunda gestação, do projeto “Carnavalaça”, um livro e CD reunindo 19 canções carnavalescas. No livro, a história do Carnaval através de 34 aquarelas com letras a partituras. Maria Rita canta três faixas: Bandeira Branca, de Laércio Alves e Max Nunes, Máscara Negra,
de Hildebrando Matos e Zé Kéti e Não Deixe o Samba Morrer, de Edson e Aluísio. Além de Maria Rita, participaram do projeto Chico Buarque, Mart’nália, Martinho da Vila, Luiz Melodia, entre outros.
Ainda em turnê pelo Brasil cantando músicas da mãe Elis Regina no "Viva Elis", que continua arrasando, encontrou tempo para cair na foliae participar desse projeto que a encanta e encanta todos que a ouvem.Mas melhor que palavras são imagens e sons. Vejam essa garota maravilhosa cantando "Não Deixe o Samba Morrer":
Pink Floyd à época de um dos seus discos mais importantes e badalados: "The Dark Side of the Moon". Formação clássica: Richard Whright, David Gilmour, Nick Mason e Roger Waters.
Ex-tecladista do The Nice, Keith Emerson, tocando um moog, um teclado com sintetizadores.
No final dos anos 60, a banda The Nice fez insurgir, juntamente com os Beatles e o Pink Floyd, o nascimento do rock progressivo. Comandado pelo tecladista Keith Emerson, que mais tarde faria parte do trio progressista Emerson, Lake and Palmer, o The Nice lançou no final dos anos 60 o álbum The Thoughts of Emerlist Davjack, sendo considerado o primeiro disco de rock progressivo, abrangendo uma discussão que não tem fim sobre quem foi “o primeiro filho do prog rock”. Formada em 1967, a banda encerrou em 1971, tendo lançado 5 álbuns que praticamente ficaram esquecidos no limbo.
No meio do caminho, a exemplo do The Nice, muitas bandas “murcharam”, apesar de possuírem um trabalho musical de boa qualidade, mas que, ao passar do tempo, se tornaram insólitas. E no caso do The Nice há o agravante de que o grupo foi um dos fundadores do prog. Outro motivo que fez grupos progressistas serem comumente citadas como bandas sem muita evidência no cenário musical foi a pretensa ambição de galgar níveis estratosféricos da música, ou seja, o tiro saiu pela culatra e esses grupos, ao invés de angariar fãs, afastaram-nos ainda mais.
A banda Gentle Giant, formada nos anos 70 pelos irmãos Derek e Ray Shulman, tinha como principal proposta “expandir as fronteiras da música popular contemporânea, com o risco de se tornar muito impopular”. Com isso, o grupo já profetizava que sua ambição de tornar o rock complexo e erudito demais afastaria muitos ouvintes e daria lugar a uma música elitista, a qual poucos fãs ouviriam e distinguiriam os elementos fundamentais do som produzido pela trupe dos irmãos Shulman. Fato é que a pretensão do Gentle Giant era tamanha que a banda utilizou mais de 20 instrumentos para compor o álbum Acquiring the Taste.
Em contrapartida, o Pink Floyd tornava o rock progressivo mais acessível. Dentro do prog, é inegável que o Pink Floyd é a banda mais popular do gênero. Segundo o jornalista John Harris, autor do livro The Dark Side of the Moon, os bastidores da obra-prima do Pink Floyd, a ideia de simplificar o som da banda, partiu principalmente do guitarrista David Gilmour, que alertara o baixista e vocalista Roger Waters durante a gravação do álbum que as letras da banda possuíam indiretas demais e que aquele era o momento de ir direto ao ponto. Resultado: The Dark Side of the Moon figurou por mais de 700 semanas no top 200 da Billboard e já vendeu mais de 30 milhões de cópias nos quatro cantos do planeta.
Um fato curioso é que, a exemplo do Gentle Giant, algumas bandas progs foram perdendo certa visibilidade no meio musical, o que não significa que tais grupos não sejam famosos, apenas não tiveram o mesmo êxito que outras bandas mais populares dentro do gênero, como, por exemplo, Pink Floyd, Genesis, Jethro Tull e Rush. Só mesmo sendo fã de rock progressivo (fã que é fã acaba se aprofundando no estilo musical que gosta) para ter conhecimento de fantásticos grupos progs como o já citado Gentle Giant, além de Camel, Eloy, Van der Graaf Generator, Triumvirat, Nektar, Soft Machine e Colosseum (essas duas últimas com forte sonoridade jazzística). E há ainda bandas que não são necessariamente progs, mas que de certa forma beberam um pouco da fonte do rock progressivo e que merecem ser ouvidas, como Epitaph, Iron Butterfly e Andromeda. No caso dessas bandas, a influência do rock progressivo é um tanto sutil.
No caso do Focus e do King Crimson, por exemplo, já é difícil enquadrá-los como grupos que não tiveram notoriedade. Indo direto ao ponto: o Pink Floyd projetou uma sombra enorme sobre as outras bandas de rock progressivo. Os leigos no assunto certamente questionarão: o que é o rock progressivo além do Pink Floyd? Porém, é certo que isso ocorre em qualquer estilo musical. É inegável que o Pink Floyd é uma grande banda, uma das melhores do gênero, mas o prog é muito mais rico do que se imagina, e está além das maravilhas audiovisuais da banda. Inclusive, pouco se fala do rock progressivo fora do eixo composto por Inglaterra e Estados Unidos. Na Itália, por exemplo, grupos como Premiata Forneria Marconi, Banco del Mutuo Soccorso, Acqua Fragile, Quella Vecchia Locanda, De De Lind, Maxophone, Biglietto per l'Inferno, Buono Vecchio Charlie e Museo Rosenbach são verdadeiras pérolas do prog rock. Autor: Gary Moore
The Nice - America
Pink Floyd - Comfortably Numb (the "The Wall", outro dos discos mais importantes de sua carreira.)
"Nunca vi tanta dor em minha vida", diz psicólogo sobre John Lennon.
Todos lembram do John Lennon criativo, revolucionário, idealista, sonhador - mas o que ninguém sabe é que esse homem no fundo era profundamente infeliz. Quem conta é Arthur Janov, psicólogo de 88 anos, fala mansa e baixa, Ph.D em psicologia pela Universidade da Califórnia, extremamente sensível e competente, com 11 livros escritos, que tratou Lennon
por longo tempo (tratou também Steve Jobs, outra pessoa com muitas dores de alma, mas sobre isso falaremos noutra oportunidade.) Segundo Janov, doenças e neuroses são resultados de dores reprimidas sobretudo na infância e no parto. A solução, ele diz, é reviver a dor e chorar tudo que tiver de ser chorado. "Toda a dor de não ter sido amado quando criança fica gravada no cérebro, nos músculos, nos ossos, na alma. Ela nunca vai embora, só pode ser amenizada", contou. Se não fosse pela terapia, o mundo não teria visto um dos álbuns mais pessoais e intensos do rock, "John Lennon/Plastic Ono Band", a estreia solo do ex-Beatle, de 1970, escrito durante o tempo em que ele se tratou com o psicólogo californiano.
Lennon sofrido
"Nunca vi tanta dor em toda minha vida", conta Janov sobre Lennon, abandonado pelos pais e criado por uma tia. "Ele me mandou o disco assim que ficou pronto e eu toquei para um grupo de pacientes. Todos se emocionaram, começaram a chorar, porque o álbum falou para suas almas. Foi impressionante. A partir das conversas entre Lennon e eu, ele escreveu o álbum. Uma vez, perguntou sobre religião e eu disse: "Quanto mais dor você sente, mais precisa acreditar na religião. Virou a canção "God".
Duas canções viscerais de John Lennon: Mother e God
Uma das vozes mais marcantes da história do rock and roll, Janis Joplin comemoraria 70 anos neste sábado (19 de janeiro). Em homenagem a essa grande lenda da música, músicos e fãs de todas as partes do mundo fazem homenagens a ela. Referência até hoje para todas as gerações de músicos, a norte-americana morreu em 1970, aos 27 anos, por overdose de heroína, e deixou um grande legado aos apreciadores de um som de qualidade, com clássicos inesquecíveis como "Summertime", "Piece Of My Heart", "Mercedes Benz" e "Kozmic Blues".
Além de excepcional artista, do carisma, da voz poderosa, rasgada e inigualável, ela é também um dos maiores símbolo dos 70'se, uma época em que realmente se fazia música de qualidade, de grandes talentos e mitos como Jimmi Hendrix, Pink Floyd, Led Zeppelin, Cat Stevens, Bob Dylan, Eric Clapton, Cream e muitos outros, de canções competentes, geniais, belas, consistentes, inspiradas pelo clima politizado, participativo, ideológico, sonhador e poético do período, que, entre outros legados, deixou o Festival de Woodstock, único e
lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular, tendo pontuado o movimento hippie, a contracultura do final dos 60's e começo dos 70's. Woodstock foram três dias em que 32 dos mais conhecidos músicos da época se apresentaram para meio milhão de espectadores, com o objetivo maior de paz e música. Não houve uma única briga, arruaças ou confusões como as que acontecem nos shows dos dias de hoje, não importa o estilo do artista ou banda que se apresente. O clima era de perfeita confraternização e amor (o mote do período e dos hippies passou a ser "Paz & Amor".)
Este blog, como vocês sabem, é lido e comentado pelas mais altas e influentes rodas do Universo. Por consequência, essas pessoas mandaram as já famosas “mensagens de fim-de-ano”, nos bajulando. Assim, publicaremos algumas das mensagens recebidas, para ver se esse pessoal sossega e pára de nos chatear:
Caetano Veloso
“Quando nem se falava em Ano Novo, já estávamos comemorando isso lá em Santo Amaro da Purificação. Vocês estão por fora!”
Humberto Gessinger
“O Ano Novo é pop.”
Zeca Pagodinho
“Já tá na hora de estourar o champagne?”
FHC
“Os indicadores estão aí: não importa se a realidade não reflete exatamente os indicadores. Problema da realidade. Aliás, a culpa é de quem vive distorcendo essa maldita realidade, que teima em desmentir os infalíveis indicadores!”
Lula
“Buáááááááá!!!”
Serra
“Espero que no Ano Novo as coisas sejam um pouco melhores...”
Heloísa Helena
“Eu me recuso a lhe receber no meu gabinete para desejar feliz Ano Novo!”
Eduardo Suplicy
“E, por falar em Ano Novo, já falei contigo sobre a renda mínima?”
Maluf
“Não tenho nada a ver com esse negócio de Ano Novo. Isso é uma acusação política desses calendários tucanos, essas folhinhas petistas, que querem macular minha carreira...”
Alckmin
“Para vocês, um Ano Novo com status de ministério!”
Regina Duarte
“Não tenham medo do Ano Novo!”
Silvio Santos
“Não vi o Ano Novo, mas minhas filhas viram, e disseram que é muito bom. Então, não mudem de canal, porque assim que acabar dezembro começa imediatamente o Ano Novo, e tenho certeza que vocês vão gostar.”
Diogo Mainardi
“O Ano Novo é uma bobagem cafona.”
Carlinhos Brown
“O ano que renova as novidades anuais do ano que é novo por ser novidade do ano. Tuc-tá-tá-tá-tum-tá-tá-tuc...”
Marisa Monte
“Uuuuuuhuuuuuuuu Feeeeeeeeeeeeliiiiiiiiiiiiz Aaaaaaaaaanooooooooo Noooooovooooooo Oooohhhhoooooo...”
Arnaldo Antunes
“Feliz Ano Nuvem”
Mas falando sério agora. Para muitos, a passagem de ano é um dia como outro qualquer, não existe isso de "Ano Velho" e "Ano Novo". Outros ficam muito infelizes nessa época. Já outros se aborrecem, achando que é sinônimo de stress, correrias, gastos estratosféricos, congestionamentos em estradas, comilanças, congratulações automáticas e sem sentimento, resoluções que nunca são cumpridas, bebedeiras, acidentes graves, ressacas homéricas.
Ainda assim, é uma data simbólica, um rito de passagem, que podemos usar como pretexto para expressar bons sentimentos àqueles que queremos bem, podemos aproveitar para nos esforçar um pouco mais em busca de nossas metas. Não é porque todos os anos sempre foram iguais que este também tem de ser. Não escreva para você essa sentença negativa. Assim, não há nada de mal em desejar-lhes um Super 2013, com tudo que vocês desejam. Procurem e batalhem para ser felizes.
"Eu me conheço bem, mas sei que posso me surpreender a qualquer minuto". (Woody Allen)
Mas deixemos que o Caetano fale/cante por nós:
É Hoje
Caetano Veloso
A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante
No maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa
Um rei
No meio de uma gente tão modesta
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mau-olhado eu carrego meu patuá
Eu levei!
Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mau-olhado eu carrego meu patuá.
Acredito!
Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
E com o ar!
É hoje o dia da alegria
E a tristeza, nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu!
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu
Diga espelho meu!
Se há na avenida alguém mais feliz que eu...